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CONFERÊNCIAS
PESQUISA EM EDUCAÇÃO: QUESTÕES DE TEORIA E DE
MÉTODO
Marli Eliza Dalmazo Afonso de André (PUC/SP)
O texto objetiva discutir questões epistemológicas
e metodológicas relacionadas à pesquisa em educação e as condições
de produção do conhecimento científico. Mostra que nos últimos 20
anos houve um crescimento muito grande no número de pesquisas, o que
trouxe uma diversidade nas temáticas, nos enfoques, nos contextos e nas
metodologias. Surgem daí questionamentos referentes aos fins da
investigação e à natureza dos conhecimentos produzidos; aos
critérios de avaliação dos trabalhos científicos e aos pressupostos
dos métodos e técnicas de investigação.
A PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS E
MATEMÁTICA NO BRASIL
Marco Antônio Moreira (UFRGS)
Apresentou-se um panorama da área de Ensino de
Ciências e Matemática (Área 46 na CAPES/MEC), desde sua criação, em
setembro de 2000, até hoje. Foram fornecidas informações relativas
aos cursos de pós-graduação na área, a composição dos comitês e
do corpo de consultores e os critérios de qualidade da área. Além
disso, foram discutidas questões relativas ao posicionamento da
comunidade de pesquisadores da área sobre a reestruturação das áreas
de pesquisa no CNPq e FINEP.
É POSSÍVEL ESTUDAR APRENDIZAGEM NOS MUSEUS DE
CIÊNCIAS?
Martha Marandino (FEUSP)
A educação em museus de ciências é, hoje, tema de
investigação no campo do ensino de ciências. Pesquisas sobre como e o
que se aprende nesses locais,assim como quem são os seus públicos e o
que esperam dos museus, como são elaboradas suas exposições, qual o
efeito de suas ações educativas, entre outras, estão sendo
desenvolvidas por educadores e comunicadores nesses locais. Em nossas
pesquisas junto ao Grupo de Educação Não Formal e Divulgação em
Ciências - GEENF/FEUSP, quatro aspectos vem sendo explorados no que se
refere aos museus: a análise das concepções científicas,
educacionais/comunicacionais e museológicas que fundamentam suas
ações educativas, a aprendizagem do público, a relação museu-escola
e a produção e análise de materiais didáticos para esses espaços.
Nessa conferência foram discutidos alguns dos desafios e possibilidades
dos estudos de aprendizagem em museus a partir dos referenciais tomados
como base para as investigações desenvolvidas no GEENF.
A ARGUMENTAÇÃO SOBRE QUESTÕES
SÓCIO-CIENTÍFICAS: PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO E JUSTIFICAÇÃO DO
CONHECIMENTO NA AULA
Maria Pilar Jimenez-Aleixandre (Universidad Santiago Compostela)
A construção do conhecimento científico é uma
atividade epistêmica, na que são relevantes os critérios acerca de
que conhecimento é aceitável. Na perspectiva da cognição situada a
aprendizagem é contemplada não como aquisição individual do
conhecimento, senão como um processo de participação social. Neste
trabalho apresentou-se resultados de pesquisas levadas a cabo no marco
do projeto RODA (RaciocíniO, Discurso, Argumentação) na Universidade
de Santiago de Compostela, no que se estuda o raciocínio argumentativo
de alunado de secundária por médio de estudos de aula. Presta-se
especial atenção a estas operações de justificação de conhecimento
no marco de tarefas relativas a questões sócio-científicas, como a
gestão ambiental num paúl ou a maré negra do Prestige. Discutem-se as
condições no ambiente de aprendizagem que favorecem o raciocínio, o
pensamento crítico e a toma de decisões no marco da racionalidade
crítica.
¿QUÉ PODEMOS APRENDER SOBRE LAS EXPLICACIONES DE
LOS PROFESORES PARTIENDO DE UNA PERSPECTIVA RETÓRICO-ARGUMEN
TATIVA-COMUNICATIVA?
Marina Castells Llavanera (U. Barcelona)
A partir de um referencial teórico que busca
integrar os modelos de argumentação de Perelman e de explicação de
Ogborn et al., descrevemos resultados de investigações que analisam
a argumentação de professores de ciências em sala de aula.
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