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I ESCOLA DE FORMAÇÃO DE PESQUISADORES
EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA
A I Escola de Formação de Pesquisadores em Ensino de
Ciências e Matemática foi realizada nos dias que antecederam o V ENPEC.
Nesta primeira versão da Escola, foram oferecidos 10 (dez) cursos, ministrados
por pesquisadores experientes de diversas áreas temáticas. Cada curso
disponibilizou, no máximo, 40 vagas. Os cursos foram oferecidos,
preferencialmente, a estudantes de Iniciação Científica, Mestrandos e
Doutorandos.
CURSOS
AS ANALOGIAS NO ENSINO E NA
APRENDIZAGEM DAS CIÊNCIAS
Maria da Conceição Duarte (Universidade do Minho - Portugal) cduarte@iep.uminho.pt
O curso procurou fornecer aos formandos
referenciais teóricos e práticos que lhes permitam recorrer à
utilização crítica de analogias no ensino e na aprendizagem das
ciências. Pretende-se, ainda, analisar trabalhos de investigação
sobre a utilização de analogias no ensino e na aprendizagem das
ciências.
AS LINGUAGENS E A
INVESTIGAÇÃO DO ENSINO DE CIÊNCIAS
Eduardo Mortimer (UFMG) mortimer@dedalus.lcc.ufmg.br
Isabel Martins (NUTES/RJ) isabel@nutes.ufrj.br
Maria José P. M. de Almeida (UNICAMP) mjpma@unicamp.br
Silvania S. Nascimento (UFMG) silsousa@fae.ufmg.br
As temáticas abordadas no curso foram as
seguintes: As linguagens e suas implicações para o ensino de
ciências; Abordagens discursivas e a investigação de ensino de
ciências; Estruturas teóricas e analíticas de análise das
linguagens e do discurso em sala de aula de ciências; Objeto,
problema e questões de investigação: possibilidades e limites da
análise de discurso.
PESQUISA QUALITATIVA:
SIGNIFICADOS E A RAZÃO QUE A SUSTENTA
Maria Aparecida Viggiani Bicudo (UNESP/Rio Claro) mariabicudo@uol.com.br
O objetivo deste mini-curso foi expor o
significado de pesquisa e abordar as questões de fundo que estão
subjacentes às modalidades de pesquisa positivista e aquela que se
desenvolve no período contemporâneo, do ponto de vista de
concepção de conhecimento e de realidade. Procurou-se apontar os
valores que servem de norte para essas modalidades e trabalhar as
noções de rigor nelas presentes. Foram apontadas, também, as
concepções de história e de linguagem como significativas para as
modalidades de pesquisa que trabalham qualitativamente.
EPISTEMOLOGIA E HISTÓRIA DA
COSMOLOGIA E DA RELATIVIDADE: DO ANNUS MIRABILIS AOS INÚMEROS
PRÓLOGOS DA "CIÊNCIA OFICIAL" E DE SUA PUBLICIDADE
Marcos César Danhoni Neves (UEM) macedane@yahoo.com
O curso procurou resgatar a recente história da
Relatividade e da Cosmologia, fora dos contextos 'oficiais' que
aparecem em livros-textos ou de divulgação científica. Um
tratamento de fontes periféricas procurou mostrar o quão distante o
estado d'arte da pesquisa nessas áreas se encontra diante da
história e do viés epistemológico pós-Kuhn.
DIDÁTICA DAS CIÊNCIAS SOB A
ÓPTICA DE REFERENCIAIS FRANCESES
Maurício Pietrocola.(FEUSP) mpietro@usp.br
O curso procurou discutir e analisar
criticamente as atuais abordagens teóricas sobre a didática das
ciências naturais e da matemática. Foram privilegiados trabalhos de
autores de língua francesa, enfocando temas como transposição
didática, contrato didático, alfabetização científica e técnica
e modelização. Em particular foram abordadas questões relativas à
aplicação desses referenciais teóricos a problemas e questões
específicas do ensino de ciências, como as concepções
alternativas, os obstáculos epistemológicos, o conflito cognitivo,
os consensos na ciência, a construção de realidades no cotidiano,
as relações professor-aluno-material didático, a definição de
conteúdos curriculares e escolares etc.
O AMBIENTE VIRTUAL DE
APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA "4LEARN"
Odete Pacubi Baierl Teixeira (UNESP/FEG) opbt@feg.unesp.br
André Ricardo Soares Amarante (CTIG - UNESP/FEG e UNESP/PGFC) andre@feg.unesp.br
A educação presencial pode modificar-se
significativamente com a inserção das redes eletrônicas, permitindo
assim que as pessoas se intercomuniquem, troquem informações, dados,
pesquisas por intermédio da integração de várias mídias, que
podem ser acessadas, tanto em tempo real como assincronicamente, no
horário mais favorável a cada indivíduo. Com essas perspectivas, o
curso procurou abordar aspectos teórico-metodológicos da ferramenta
"4Learn" visando a compreensão de alguns modos de integrar
a tecnologia no ambiente de aprendizagem, no contexto da educação
presencial, semipresencial e a distância. O curso objetivou:
Apresentar a ferramenta, os conhecimentos básicos para utilização
do "4Learn", os recursos disponíveis e os atores do
ambiente; Discutir a adequação de imagens, sons e vídeos para
visualização na WEB; Discutir gerenciamento dos diferentes ambientes
de avaliação; Apresentar exemplos de estruturação de material
didático no "4Learn"; Apresentar o funcionamento do módulo
"aluno".
LAS ESPECIFICIDADES
HISTÓRICO-EPISTEMOLÓGICAS DE LA QUIMICA COMO CIENCIA
Rômulo Gallego-Badillo (Universidad Pedagógica Nacional - Colômbia)
rgallego@pedagogica.edu.co
La pregunta directriz de este curso fué ¿Cómo
la categoría epistemológica de modelo y no la de teoría es la que
posibilita sustentar que la química como una ciencia de la
naturaleza, lo es distinta de la física y de la biología, por
ejemplo? En este curso se examinó la posición critica del uso
extensivo e indiscriminado de la categoría de modelo (Greca y Dos
Santos, 1994) y se disertó acerca del la construcción del modelo
icónico-tecnológico, como la representación del objeto de saber y
de investigación de los químicos (Hoffmann, 1997).
DISCUSSÕES PÓS-MODERNAS E
EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS
Antônio Carlos R. Amorim (UNICAMP) acamorim@unicamp.br
O curso procurou apresentar e discutir
aproximações da educação em Ciências com discussões advindas de
teorizações pós-modernas associadas à centralidade da cultura,
linguagem e representação. No curso, buscou-se apresentar a idéia
da representação como organizadora da expressão da linguagem a
partir de um mapeamento dos estudos que relacionam culturas e
educação em ciências via análises de campo da produção cultural
(mídias) e dos denominados estudos urbanos. Buscou-se aproximação
com a noção da escrita como construção de eventos, com ajuda dos
estudos culturais que se centram nas análises do espaço de
laboratório. Foram referências para este curso, textos e
experiências do grupo de estudos culturais coordenado por Maria
Lúcia Wortmann (Brasil), de Tobin (EUA) e de Bruno Latour,
antropólogo francês.
TRABALHO COLETIVO E GRUPOS DE
APRENDIZAGEM NA ESCOLA: UMA INTERSEÇÃO ENTRE PSICANÁLISE E
EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS
Alberto Villani (IFUSP) avillani@if.usp.br
Elisabeth Barolli (UNICAMP/FE) ebarolli@uol.com.br
Marcelo Alves Barros m.m.barros@uol.com.br
As temáticas abordadas no curso foram as
seguintes: O referencial psicanalítico de Bion (1970): a dinâmica
dos grupos no contexto do interjogo entre estratégias compartilhadas
anonimamente e o esforço em trabalhar a partir da objetividade.
Distinção entre grupo de trabalho e grupo de suposições básicas
(com as subdivisões de dependência, luta e fuga e acasalamento).
Análise de algumas situações de sala de aula no ensino médio e
superior (Barolli, 1998). O referencial psicanalítico de Kaës
(1997): a evolução de um grupo e os momentos organizadores. O
momento originário (com o contrato narcísico comum e os pactos
denegativos), o envelope grupal e o momento mitopoético.Discussão
dos conceitos de Intermediário e Aparelho psíquico grupal (com as
possibilidades de isomorfismo e homomorfismo). Articulação dos dois
referenciais para descrever a análise sincrônica e diacrônica do
desenvolvimento de um grupo. Análise e discussão de alguns casos
grupais a partir dos relatos sobre os eventos correspondentes. Uma
metodologia de pesquisa para apreender o grupo (coleta, análise e
interpretação dos dados).
ANÁLISE TEXTUAL: METODOLOGIA
DE ANÁLISE DE INFORMAÇÕES EM PESQUISAS QUALITATIVAS EM EDUCAÇÃO
EM CIÊNCIAS
Roque Moraes (PUC/RS) searom@pucrs.br
Maria do Carmo Galiazzi (PUC/RS) carmo@mikrus.com.br
O curso foi direcionado a mestrandos e
doutorandos, no sentido de fundamentá-los na teoria e prática da
análise de dados e informações em pesquisas qualitativas em
Educação em Ciências. Envolvendo uma metodologia estruturada
essencialmente em três passos, a produção das unidades de análise,
a categorização e a produção escrita, os trabalhos foram
organizados a partir de leituras de textos de fundamentos, envolvendo
discussões e atividades práticas que possibilitassem embasar,
compreender e realizar pesquisas utilizando a análise textual como
metodologia de análise e interpretação de pesquisas na área. Além
na análise e discussão de exemplos concretos de pesquisas, foram
realizados exercícios práticos da metodologia de análise proposta,
culminando com produções escritas dos participantes. Tendo em vista
o tempo reduzido dos encontros presenciais, foi organizado um grupo de
Internet para compartilhar materiais e discussões, prevendo-se uma
continuidade e fechamento das produções a partir desse grupo.
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