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XII Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências
Resumo

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Coletivos estudantis da Faculdade de Medicina da UFRJ: gênero, identidades e formação médica

Autores:
Isabelle Alves Ramos (UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro) ; Daiane Agostini da Silva (NUTES - UFRJ - Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde) ; Valentina Carranza Weihmüller (NUTES - UFRJ - Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde) ; Vera Helena Ferraz de Siqueira (NUTES - UFRJ - Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde)

Resumo:
No marco da democratização-diversificação das universidades públicas (pós implementação de políticas de ações afirmativas), analisamos os coletivos estudantis do curso de Medicina da UFRJ nas suas implicações formativas e políticas relativas à construção de identidades e formação profissional, em especial no que tange a questões de gênero. Com base num referencial teórico-metodológico pós-estruturalista e abordagemqualitativa, realizamos cinco entrevistas semi-estruturadas com estudantes do curso de Medicina e aplicamos o método de análise de conteúdo. Os resultados indicam que os coletivos são percebidos como instâncias de aprendizagem que contribuem na formação de identidades femininas com condições para desestabilizar as posições subordinadas de gênero que ocupam como estudantes e cidadãs. Discutimos o paradigma médico hegemônico em sua função reprodutora de saberes que essencializam o corpo feminino, excluindo-o de seu contexto sócio-histórico-cultural. Assim, evidencia-se que os coletivos também estão produzindo mudanças nas relações de poder no ensino com desdobramentos para a formação profissional.

Palavras-chave:
 Coletivos, Identidades, Gênero, Formação Médica, Ação Afirmativa


Agência de fomento:
CNPq e CAPES