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| Formação de professores de Ciências e de Biologia em Educação Sexual: revisitando limites e possibilidades | Autores: Bruno Tavares (UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina) |
Resumo: A Educação Sexual foi inserida no currículo das escolas brasileiras nos anos 1990, com a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). Entre os temas apresentados no documento, havia a chamada “Orientação Sexual”, a qual preconizava a transversalização da Educação Sexual ao longo dos ciclos de escolarização. Contudo, no cenário escolar atual, costuma-se delegar a função de educador sexual aos professores de Ciências e de Biologia. Além disso, diversas pesquisas apontam a precarização da formação inicial e continuada desses professores para o tratamento da temática. Tendo isso em vista, o presente ensaio visa apresentar e discutir questões de nomenclatura no campo teórico da Educação Sexual, justificando o uso de certas terminologias e definições. E, em seguida, será discutido acerca dos limites e possibilidades em se tratando da formação dos professores de Ciências e de Biologia para abordagem da Educação Sexual, ressaltando a importância dos espaços extradisciplinares nesses processos formativos. Palavras-chave: currículo, ensino de ciências, espaços extradisciplinares, gênero, sexualidade |