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| Educação Científica como prática feminina ou feminista? | Autores: Adriana Martini Martins (IFG - FORMOSA - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, UNB - Universidade de Brasília) ; Paulo Lima Junior (UNB - Universidade de Brasília) |
Resumo: Apresentamos as perspectivas críticas propostas pelo feminismo e suas contribuições para a ciência e a educação científica. As mulheres foram incentivadas a participar das ciências naturais visando gerar maior desenvolvimento tecnológico e econômico. Contudo, elas são sistematicamente excluídas das carreiras científicas. O conceito de gênero pretende demonstrar que as diferenças entre homens e mulheres se devem à representação e valoração diferenciadas das características sexuais, constituindo, socialmente, o feminino e o masculino. A ciência moderna se estabeleceu valorizando uma maneira androcêntrica de conhecer o mundo. A identidade de gênero tem sido compreendida como um conjunto de performances associadas à representação, e não à essência da pessoa. Isso faz com que meninas interessadas em práticas científicas enfrentem conflitos entre a identidade feminina construída socialmente e a identificação com as ciências, afetando e limitando suas escolhas e trajetórias escolares. Palavras-chave: gênero, trajetória escolar, feminismo na ciência |