Oral (Tema Livre)
| 1253-2 | Cotas na universidade pública: construção de identidades de estudantes da área das Ciências da Saúde | | Autores: | Vera Helena Ferraz de Siqueira (UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro) ; Marina Cardoso Gondin da Fonseca (UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro) ; Adriana Arrigoni (UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro) ; Imira Fonseca (UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro) |
Resumo Com base em noções dos estudos culturais e do pós-estruturalismo, neste estudo analisamos a construção de identidades a partir dos significados construídos por estudantes dos cursos de Microbiologia e Enfermagem da UFRJ sobre a recente introdução das cotas nessa instituição. Foi pressuposto que o currículo é um espaço onde identidades de classe e de etnia, bem como processos de inclusão/exclusão são produzidas através de relações de poder, mediados pelo atual cenário de mudanças. Para a coleta de dados foi feito um total de 14 entrevistas semi-estruturadas. Encontramos ausência quase total de aderência a discursos alinhados ao ideal democrático; os cotistas são constituídos como “os diferentes”, e reunidos sob uma categoria de sujeitos menos capacitados. A hegemonia da posição de sujeito dos alunos que “não precisam” fazer uso do sistema de cotas é validada por marcações em torno de uma suposta “superioridade acadêmica” e pela defesa da excelência da universidade pública. Palavras-chave: identidades, cotas, currículo, ciências da saúde, significados |