Oral (Tema Livre)
| 1121-1 | TRADIÇÃO MAXAKALI E CONHECIMENTO CIENTÍFICO NA INTERPRETAÇÃO DE UM EVENTO COTIDIANO | | Autores: | Katia Pedroso Silveira (COLTEC/UFMG - Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais / FAE/UFMG - Faculdade de Educação da Univ. Federal de Minas Gerais) ; Eduardo Fleury Mortimer (FAE/UFMG - Faculdade de Educação da Univ. Federal de Minas Gerais) |
Resumo Buscando elementos que favoreçam o ensino de ciências em escolas indígenas, procuramos encontrar convergências entre a tradição Maxakali e o pensamento científico. As ideias propostas por Viveiros de Castro (2002) sobre o pensamento ameríndio nos auxiliaram a compreender a visão de mundo deste povo. Analisamos aulas de química com alunos/professores Maxakali e constatamos que existem situações em que as explicações científicas e as tradições Maxakali convergem, favorecendo a construção do conhecimento científico, e outras em que isso não acontece. Neste artigo, apresentamos um episódio em que as explicações tradicionais inicialmente nos levaram a enxergar convergências com o pensamento científico. Entretanto, uma análise mais detalhada nos fez reconhecer significativas divergências entre eles. Concluímos, então, que é fundamental que haja um envolvimento do formador não-índio no sentido de compreender o universo indígena para que se possa estabelecer intercompreensão intercultural (Gasché, 2004), um possível caminho para o ensino de ciências nas escolas indígenas. Palavras-chave: ensino de química, ensino de ciências, educação indígena, transformação, maxakali |