Oral (Tema Livre)
| 49-3 | SER HOMEM OU MULHER É BIOLÓGICO? A NATURALIZAÇÃO DOS GÊNEROS EM REVISTA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA | | Autores: | Lilliane Miranda Freitas (UFPA - Universidade Federal do Pará) ; Silvia Nogueira Chaves (UFPA - Universidade Federal do Pará) |
Resumo Nesta pesquisa buscamos discutir a natureza fabricada dos gêneros, através da análise de discursos biológicos presentes em reportagens da revista Superinteressante, e a produtiviadde social desses discursos. Analisamos essa problemática à luz do pensamento de Michel Foucault e de alguns/algumas teóricos/as dos Estudos Culturais para pensar na articulação saber/poder presentes nos discursos biológicos e no processo de produção dos gêneros através da pedagogia cultural da mídia. Verificamos nas reportagens analisadas que os atributos de masculinidades e feminilidades são tratados somente como evidências biológicas e dessa forma acabam por produzir e legitimar formas esperadas socialmente e supostamente naturais de ser homem ou mulher. Discutimos que os gêneros não se definem exclusivamente por características biológicas e sexuais, ser homem e ser mulher constituem-se em processos que acontecem em âmbito cultural, social e histórico, assim, os elementos biológicos não formam a base das identidades de gênero. Palavras-chave: Gênero, Pedagogia cultural da mídia, Divulgação científica |