USO DE ATIVIDADE PRÁTICA: CONHECIMENTO DO GRÃO DE PÓLEN NO PROCESSO DE ENSINO DE PALEONTOLOGIA

Ana Paula Machado de Souza,
Soraia Girardi Bauermann, Marcus Vinicius Gribov Corrêa, Juliana da Silva
Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática – PPGECIM, Canoas-RS, juliana.silva@ulbra.br

Resumo: Nas universidades brasileiras, a disciplina de Paleontologia é lecionada nos cursos de Biologia e Geologia. Estudos na área de ensino revelam a necessidade de novas estratégias que sejam motivadoras, promovam interação e auxiliem na aprendizagem do conhecimento científico. Na tentativa de buscar uma estratégia que atendesse estas necessidades em paleontologia, utilizaram-se aulas de laboratório para o estudo do grão de pólen do gênero Sambucus com 36 alunos do curso de biologia da ULBRA-Canoas,RS. Observou-se que a atividade prática propiciou para os alunos a oportunidade de construírem seu conhecimento em um ambiente onde eles têm a liberdade, motivação e interação atuando permanentemente. Com isso podemos avaliar a importância do trabalho prático na motivação para a construção do saber , onde o aluno apresentou uma base de conhecimento, tanto crítica como realista, não só baseado em observações, mas de forma interativa o que pode auxiliá-los a compreender melhor o estudo da Paleontologia.

Palavras Chaves: Aulas práticas, grão de pólen, aprendizagem significativa.

 

USO DE DESENHO ANIMADO COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO EM FARMÁCIA PARA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO

Lêda Glicério Mendonça1 e Sidnei Quezada Meireles Leite 2
1Aluna de mestrado do Programa de Ensino em Biociências e Saúde da FIOCRUZ; professora assistente de farmácia da Unidade Nilópolis do Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis/RJ. E-mail: lgmendoca@oi.com.br
2 Professor associado do Programa de Ensino em Biociências e Saúde da FIOCRUZ; professor titular de físico-química da Unidade Nilópolis do Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis/RJ. E-mail: sidneiquezada@gmail.com

Resumo: O presente estudo tratou da utilização de desenho animado como estratégia de ensino para melhorar o processo de ensino-aprendizagem de Boas Práticas de Fabricação em Farmácia, que ocorreu no curso Técnico em Laboratório de Farmácia do Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis/RJ. O conteúdo da referida disciplina é considerado pelos professores de difícil assimilação e entendimento para os adolescentes por consistir basicamente em normas técnicas e legislações. Os livros existentes são meras transcrições das normas, sem nenhuma abertura para reflexões e apresentação de casos. Portanto, a utilização de desenho animado proporcionou a melhoria da qualidade das aulas, tornando-a mais atrativa e de fácil assimilação. As cenas do filme funcionaram como temas geradores de discussão, propiciando a fixação dos conteúdos, além de trazer a discussão de situações reais para sala de aula. Desta forma, a utilização desta estratégia de ensino contribuiu para formação do aluno crítico, comprometido com as implicações sociais e futuras tomadas de decisão na vida profissional.

Palavras-chave: Educação científica, Estratégia de ensino, Ensino de ciências, Ensino em Farmácia.


USO DE EXPERIMENTOS NAS AULAS TEÓRICAS DE FÍSICA EM
 UM CURSO DE ENGENHARIA: UM ESTUDO PRELIMINAR

Sérgio de Paula Pellegrini1
Giuliano Salcas Olguin2
1Escola Politécnica/Universidade de São Paulo, sergio.pellegrini@gmail.com
2Escola Politécnica/Universidade de São Paulo, giuliano.olguin@poli.usp.br

Resumo: Este artigo apresenta um estudo preliminar de um projeto cuja intenção é propor uma abordagem pedagógica diferente da tradicional para aulas teóricas de Física em cursos de graduação de engenharia. Valendo-se de experimentos não-virtuais, o projeto proposto tem como objetivo apresentar uma visão de ciência mais atual ao estudante, proporcionando a ele uma maior interação tanto com o objeto de estudo quanto com o professor. Para este estudo, servimo-nos tanto de uma análise da literatura especializada quanto da realização de entrevistas com professores. Através dessas entrevistas, realizadas em 2007 com quinze docentes do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) que ministram aulas para disciplinas teóricas de Física no curso de Engenharia da Escola Politécnica da USP, tentamos aumentar o diálogo e a participação dos professores na construção do projeto. Assim, são apresentados resultados dessas entrevistas, além das linhas gerais teóricas do projeto.
Palavras-chave: Epistemologia, história da ciência, experiências, Física, Engenharia, Piaget.

 

O USO DE MAPAS CONCEITUAIS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS MUNICIPAIS EM BOA VISTA-RR

Sandra Moraes da Silva Cardozo
Co-autor: Edson Roberto Oaigen

RESUMO: Esta pesquisa foi realizada com professores e alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental em escola municipais de Boa Vista-RR, no período de fevereiro a julho de 2005. Usou-se Mapas Conceituais como uma das ferramentas facilitadoras da Aprendizagem da Aprendizagem Significativa para desenvolver a potencialidade cognitiva do aluno e professores na construção de conceitos no Ensino de Ciências de forma criativa, coletiva e valorizando os princípios da Teoria Cognitivista de Ausubel. Refletiu-se também o uso de Mapas Conceituais no Ensino de Ciências para efetivar uma avaliação mais coerente com a proposta de Aprendizagem Significativa.

Palavras-chaves: Aprendizagem Significativa, Mapas Conceituais e Ensino de Ciências

 

USO DO TEMA GERADOR FUMO PARA O ENSINO DE QUÍMICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS.

Cíntia Jung Bonenberger1
Juliana da Silva1
Tales Leandro Costa Martins1
1 Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática – Universidade Luterana do Brasil, ULBRA, Canoas-RS/cintiabonenberger@hotmail.com; taleslcm@gmail.com

Resumo: Estudantes de diferentes níveis de ensino possuem dificuldade em compreender a química, e utilizar esse conhecimento para a formação de sua cidadania. O presente artigo apresenta uma pesquisa relatando a utilização do Tema Gerador Fumo no ensino de Química com alunos da Educação de Jovens e Adultos. Após as atividades, através da análise de questionários, observou-se uma evolução conceitual dos alunos, tanto com relação aos conhecimentos sociais sobre o tema, como quanto aos conhecimentos químicos sobre interação das substâncias do cigarro no organismo humano. Essa temática vem de encontro com a realidade do aluno e possibilitou a integração de conteúdos de outras disciplinas com o conhecimento químico. O tema contribuiu para a formação social do cidadão, gerando assim a motivação para a aprendizagem.
Palavras-chave: Tema Gerador, Ensino de Química, Educação de Jovens e Adultos, EJA.

 

VARIAÇÕES DA HISTÓRIA DA CIÊNCIA NO ENSINO DE CIÊNCIAS

José Otávio Baldinato1,
Paulo Alves Porto2
1Grupo de Pesquisa em História da Ciência e Ensino de Química, Instituto de Química – Universidade de São Paulo, baldinato@iq.usp.br
2Grupo de Pesquisa em História da Ciência e Ensino de Química, Instituto de Química – Universidade de São Paulo, palporto@iq.usp.br

Resumo: O trabalho aborda a repercussão que as discussões sobre historiografia da ciência, ocorridas nas últimas décadas do século XX, tiveram junto aos educadores em ciência. É feita uma breve revisão sobre o uso de termos como pseudo-história e quasi-história, e se mostra como os problemas aos quais se associam essas palavras são de natureza historiográfica. Assim, defende-se que as discussões a respeito do uso da história da ciência no ensino devem necessariamente incluir, de maneira explícita, discussões sobre a qual história da ciência se deve recorrer para se atingir os objetivos educacionais.

Palavras-chave: pseudo-história, história da ciência, historiografia da ciência.


VÍNCULOS AFETIVOS COM O SABER: A CURIOSIDADE E A SATISFAÇÃO EM CONHECER COMO RAZÕES PARA ESCOLHA DE CARREIRAS CIENTÍFICAS

José Francisco Custódio1
Maurício Pietrocola2
 Frederico Firmo Souza Cruz3
1Universidade do Estado de Santa Catarina/Departamento de Física/custodio@joinville.udesc.br
2Universidade de São Paulo/Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada/mpietro@usp.br
3Universidade Federal de Santa Catarina/Departamento de Física/fred@fsc.ufsc.br

Resumo: Para muitos estudantes do Ensino Médio, o conhecimento científico, da maneira tradicionalmente ensinada, é pouco relevante, e sua apreensão torna-se contestável, enquanto via de satisfação pessoal. O que leva os estudantes a aprenderem ciências e expressar entendimento sobre o mundo, talvez mereça uma discussão mais ampla do que tentar adicionar a estrutura conceitual do aluno critérios racionais de escolha entre o conhecimento científico e o senso comum. Nós acreditamos que a construção de vínculos afetivos com o saber científico seja elemento essencial na edificação de aprendizagens duradouras. Nesta perspectiva, verificamos que os estudantes de graduação indicam majoritariamente razões de ordem afetiva na escolha de seguir a carreira na área científica. Essa dimensão afetiva pode ser classificada em duas categorias: emoções de base epistemológica e emoções de base valorativa. Na primeira entra em jogo a busca de explicações, e na segunda, a satisfação com as explicações, portanto, a idéia de sentimento de entendimento.

Palavras-chave: Vínculos afetivos, curiosidade, satisfação, sentimento de entendimento.