UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA INTERATIVO/CONSTRUTIVA A PARTIR DO CÍRCULO HERMENÊUTICO-DIALÉTICO COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO

Maria do Carmo da Silveira Xavier1
1UFRPE/PPGEC/CODAI, e-mail: carminha_xavier@yahoo.com.br

RESUMO: Este texto mostra resultados do estudo piloto, faz alterações no CHD (GUBA E LINCOLN 1989, OLIVEIRA, 2005) e propõe a “metodologia interativo/construtiva” tendo como argumento, a utilização do CHD, tanto como instrumento de coleta de dados em pesquisa qualitativa, quanto como ferramenta pedagógica na construção do conhecimento. O instrumento está sendo utilizado para a coleta de dados em pesquisa qualitativa com vistas à dissertação de Mestrado, vinculado ao PPGEC-UFRPE. A utilização do CHD se dá nessa pesquisa de forma conjugada ao ciclo kellyano de experiência. O tema de discussão deste estudo piloto é a Arte Conceitual, conteúdo componente da pesquisa mencionada que aproxima, de forma transdisciplinar, conceitos de Ciências. A pesquisa referida trata questões da Química, da Biologia e Meio ambiente, tendo como objeto de discussão as resinas poliméricas, tratadas como material expressivo através de construções artísticas em representações da Arte Conceitual.

Palavras chave: Círculo hermenêutico-dialético; Construção de conceitos; Arte Conceitual; Transdisciplinaridade.


UMA PROPOSTA DE PERFIL CONCEITUAL PARA O CONCEITO DE MANGUEZAL: PRIMEIRAS CARACTERIZAÇÕES DE ZONAS DE PERFIL

Karla Maria Euzebio da Silva 1
Edenia Maria Ribeiro do Amaral 2, Maria Adélia Borstelmann de Oliveira 3
1 UFRPE/ Aluna do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências/ karlaeuzebio@yahoo.com.br
2 UFRPE /Professora do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências/edsamaral@uol.com.br
3 UFRPE /Professora adjunta do Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal/ adelia@dmfa.ufrpe.br

Resumo: O manguezal é um ecossistema com ampla distribuição na costa brasileira e de grande importância nas esferas biológica e sócio-econômica. Ainda assim, devido essencialmente a questões históricas o ambiente em questão é excluído dos programas oficiais de ciências, sobretudo no Ensino Fundamental, no qual, as disciplinas científicas normalmente são relegadas. Desta forma, este trabalho se apresenta como parte da proposta de dissertação de mestrado que pretende enfocar o manguezal conceitualmente nas séries iniciais a partir da proposta de perfil conceitual. Para tanto, serão consideradas concepções de crianças de cinco a sete anos de idade de uma escola pública da cidade do Recife e as encontradas na literatura pertinente objetivando a caracterização preliminar de zonas de perfil conceitual que representam três posturas filosóficas distintas e hierárquicas que emergem a partir de fragmentos ontológicos do grupo de investigação específico.     

Palavras-chave: Manguezal, Zonas de Perfil Conceitual, Ensino Fundamental.

 

UMA PROPOSTA DE PERFIL CONCEITUAL PARA OS CONCEITOS DE LUZ E VIZÃO

Aline Cezar Druzian1, Tane da Silva Radé2, Renato P dos Santos3
1ULBRA/PPGECIM/GPFCEF, alinedruzian@terra.com.br
2ULBRA/PPGECIM/GPFCEF, thanerade@yahoo.com.br
3ULBRA/PPGECIM/GPFCEF, renato@reniza.com c/ apoio do CNPq

Resumo: O objetivo deste trabalho é determinar categorias de um perfil conceitual dos conceitos de luz e visão para compreender melhor a coexistência dessas concepções alternativas no perfil conceitual com relação aos conceitos de luz e visão durante o processo ensino-aprendizagem, nas diversas etapas do aprendizado, desde a escola fundamental até à formação acadêmica.
O perfil conceitual foi construído através de uma Matriz Epistemológica que articula diferentes visões epistemológicas. Foram utilizadas a visão histórico-epistemológica dos conceitos de luz e visão, a visão psicogenética desenvolvimental e as concepções alternativas e científicas de alunos, analisadas em diversos trabalhos de pesquisa na área. A análise desta matriz, mediante um processo de reinterpretação e síntese das diferentes visões epistemológicas e ontológicas deste conceito, nos possibilitou a identificação de zonas representativas para este perfil conceitual.

Palavra-chave: ensino de Física, luz (Física), visão (Óptica), perfil conceitual.

 

UNIDADE DE APRENDIZAGEM SOBRE SOLUÇÕES:
AVALIAÇÃO DE UMA PROPOSTA INTERATIVA DE EDUCAÇÃO QUÍMICA

José Ivan Marques Lara1, Regina Maria Rabello Borges2, Nara Regina de Souza  Basso3
1PUCRS /Mestrado em Educação em Ciências e Matemática, joseivanlara@gmail.com
2PUCRS/ Mestrado em Educação em Ciências e Matemática, rborges@pucrs.br
3PUCRS/ Mestrado em Educação em Ciências e Matemática, nrbass@pucrs.br

Resumo: Esse artigo apresenta uma pesquisa em desenvolvimento que tem como objetivo avaliar uma proposta de educação química implementada em Carazinho/RS, considerando a evolução da educação nesse município conforme consultas aos bancos de dados do INEP. A proposta inclui contribuições de museus interativos no contexto de uma unidade de aprendizagem sobre o conteúdo de soluções, envolvendo conceitos como massa molecular, relações soluto-solvente e cálculo estequiométrico. A pesquisa terá abordagem quantitativa e qualitativa. A metodologia de análise dos depoimentos escritos pelos alunos e as respostas aos instrumentos de pesquisa, bem como de observações anotadas pelo professor no seu diário de classe, durante a realização das atividades previstas na unidade de aprendizagem, será realizada por meio de uma análise textual discursiva, organizando e interpretando as informações obtidas e possibilitando reflexões e sistematização dos resultados.

Palavras-chave: Unidade de aprendizagem; Museus interativos; Soluções; Dados do INEP; Educação química.

 

UNIDADE DE APRENDIZAGEM: UMA AÇÃO CONJUNTA ENTRE A GRADUAÇÃO E A PÓS-GRADUAÇÃO

Profa. Ms. Fernanda Albuquerque1, Profa. Ms. Rejane Rolim Azambuja2,
Profa. Ms. Denise Kriedte da Costa3 , Prof. Dr. Nara R. S. Basso4
1 Colégio Santa Rosa de Lima – febuca@terra.com.br
2 PUCRS/ FAQUI – rrolim@pucrs.br
3 Colégio Marista Champagnat – kriedte@terra.com.br
4 PUCRS/EDUCEM – nrbass@pucrs.br

Resumo: Este trabalho de pesquisa procura analisar as percepções sobre uma Unidade de Aprendizagem (UA). Ela foi desenvolvida com alunos pertencentes ao 1º ano do Ensino Médio de duas escolas particulares da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A pesquisa utilizou uma abordagem qualitativa e a análise das informações foi realizada utilizando-se a metodologia da análise de conteúdo. A análise dos dados foi realizada a partir de textos elaborados pelos professores, direção e tutorandos durante o desenvolvimento da UA. Os resultados da análise mostraram que os participantes consideram que as atividades inseridas na UA podem colaborar para que professores e alunos enfrentem novas situações de aprendizagem. Nesse sentido, a participação dos alunos da graduação, auxiliando os professores das escolas, foi considerada como uma importante oportunidade para a qualificação de sua futura prática profissional, uma vez que puderam experimentar uma proposta inovadora.

Palavras-chave: unidade de aprendizagem, formação docente, qualificação profissional.


USANDO CLADOGRAMAS NO ENSINO DE EVOLUÇÃO: O PAPEL DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS ESTUDANTES

Márcio Andrei Guimarães1
Washington Luiz Pacheco de Carvalho2
1Unesp - FC, Pós Graduação em Educação para a Ciência, marcio_andrei@terra.com.br
2Unesp - FEIS, Departamento de Física e Química, washcar@dfq.feis.unesp.br

Resumo: Várias pesquisas no ensino e aprendizado de biologia têm mostrado que evolução é um tópico difícil de ensinar e aprender. Isso pode ser devido a diversos fatores, como o fato de que a teoria evolutiva de Charles Darwin dispensa a intervenção divina e a própria natureza conceitual da evolução darwiniana. Mesmo com esses problemas, a evolução é considerada a linha unificadora da biologia e sua principal teoria, portanto o ensino de evolução deveria ter uma perspectiva evolutiva em seus diversos conteúdos. Uma possibilidade real de abordagem evolutiva em biologia é a utilização de cladogramas no ensino de tópicos como zoologia, botânica e fisiologia, entre outros. Entretanto, mesmo com o uso de estratégias diferenciadas como os cladogramas, o ensino de evolução tem que enfrentar as representações sociais dos estudantes, as quais afetam a maneira como eles vêem o mundo e a maneira como eles como eles aprendem o conteúdo científico.

Palavras-chave: Evolução, Cladogramas, Representações Sociais.

 

USANDO REPRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS PARA INICIAR O DIÁLOGO NA SALA DE AULA DE CIÊNCIAS

Edson Rodrigues Santana1
 Agnaldo Arroio2.
1Faculdade de Educação - USP, edsonrodriguessantana@hotmail.com.
2Faculdade de Educação – USP, agnaldoarroio@yahoo.com.

Resumo: Este trabalho tem como objetivo discutir os aspectos relacionados às interações orais professor-estudante e estudante-estudante procurando compreender como estas acontecem de acordo com os tipos de abordagens comunicativas descritas por Mortimer e Wertsch. Outro ponto analisado foi como os estudantes ressignificam os conceitos científicos utilizando os elementos do cotidiano. Para tal utilizamos representações artísticas do cotidiano escolar pesquisado. Esta estratégia foi pensada, pois os estudantes apresentavam dificuldades para iniciar e manter o diálogo durante as aulas, porém em atividades na sala e extra-sala que inserissem recursos artísticos estas dificuldades eram menores. A proposta da atividade consistia que os estudantes construíssem rimas de modo que as articulassem com os conceitos científicos trabalhados antes e durante a atividade, a mesma foi filmada e os dados foram transcritos e analisados dentro da teoria sócio-cultural.

Palavras-chave: representações artísticas, conceitos científicos, diálogo.


USO DE ANALOGIAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA: UM ESTUDO COMPARATIVO

Carla Vargas Pedroso1, Mary Angela Leivas Amorim2, Eduardo Adolfo Terrazzan3
1Universidade Federal de Santa Maria/ Centro de Educação/ Núcleo de Educação em Ciências, carlabio_ufsm@yahoo.com.br
2Universidade Federal de Santa Maria/ Centro de Educação/ Núcleo de Educação em Ciências,
maryamo@smail.ufsm.br
3Universidade Federal de Santa Maria/ Centro de Educação/ Núcleo de Educação em Ciências, eduterrabr@yahoo.com.br

Resumo: Este trabalho insere-se em um projeto mais abrangente, denominado Ampliando a Concepção de Conteúdo de Ensino através da Resolução de Problemas, que estuda o uso de analogias no Ensino de Ciências Naturais. Nesta etapa, relatamos à análise comparativa de duas Coleções Didáticas de Biologia, dos autores Linhares e Gewandsznajder, publicadas em 1994 e 2004. Verificamos a evolução na “qualidade” e “quantidade” das apresentações analógicas e também o uso nos tópicos conceituais da Biologia. Efetivando essa verificação, analisamos as apresentações analógicas segundo o modelo Teaching with Analogies (Glynn, 1991 e modificado por Harrison e Treagust, 1993), e classificamos as mesmas de acordo com as categorias propostas por Curtis e Reigeluth (1984). Encontramos 82 apresentações analógicas na Coleção de 1994, e 75 na de 2004. Constatamos que não há uma distribuição uniforme na freqüência do uso de apresentações analógicas nos tópicos conceituais da Biologia, e que as apresentações não são didaticamente exploradas.

Palavras-chave: analogias, Ensino de Biologia, livro didático, modelo TWA.

 

USO DE ANALOGIAS EM LIVROS DIDÁTICOS

Rodrigo Gularte Ricordi1L uciana Bagolin Zambon2, Eduardo A. Terrazzan3
1Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências
karekaricordii@gmail.com
2Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências
lbzambon@yahoo.com.br
3Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências
eduterrabr@yahoo.com.br

Resumo: Analogias podem ser facilmente encontradas em diversos materiais tais como livros didáticos e vídeos de divulgação científica. Por outro lado, pesquisas sobre o uso de analogias no Ensino de Ciências vêm evidenciando a utilidade deste recurso por professores dos diversos níveis da educação escolar. Nesse sentido, consideramos importante realizar uma análise do “potencial didático” de “Apresentações Analógicas” (AA) presente neste tipo de material. Como amostra, utilizamos a Coleção Didática “Física” voltada para o Ensino Médio de Alberto Gaspar (GASPAR, 2000). Identificamos e catalogamos as AA em Quadros-Síntese para, em seguida, avaliar o seu grau de contemplação destas com os passos do modelo TWA (GLYNN, 1991) e classificá-las segundo a tipologia de Curtis e Reigeluth (1984). Constatamos que, não só houve maior incidência de analogias nos assuntos de Eletricidade, como também, estas, em geral foram melhor exploradas. Posteriormente, tais analogias serão utilizadas na elaboração de Atividades Didáticas Baseadas em Analogias.

Palavras-chave: Analogias, Coleções Didáticas, Potencial Didático.