RECURSOS INTERPRETATIVOS FUNCIONAIS COMO SABERES DOCENTES NA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA E MATEMÁTICA
Deise Ap. Peralta Sparvoli ¹, Prof. Dr. Jair Lopes Júnior ²
¹ UNESP-Bauru/ Departamento de Psicologia, deiseperalta@gmail.com
² UNESP-Bauru/ Departamento de Psicologia, jlopesjr@fc.unesp.br
Resumo: Dentre os saberes docentes vinculados com educação científica e matemática advogados pela literatura destacam-se comportamentos definidos pelo estabelecimento de relações funcionais entre propriedades do desempenho dos alunos e estratégias de ensino e avaliação de conteúdos curriculares. Este estudo verificou se o contato com os vídeos das aulas ministradas pelos próprios professores poderia se constituir em condição instrucional para manifestação desta modalidade de saber docente. Participaram dois professores do ensino estadual que lecionavam matemática para oitava série. Foi gravada uma unidade didática ministrada por cada docente. Na seqüência aplicou-se uma entrevista na ausência e, posteriormente, na presença dos vídeos das aulas. Os professores, independente do contato com os vídeos, descreveram propriedades dos desempenhos dos alunos desvinculadas das práticas disponibilizadas. Tais resultados salientaram a insuficiência deste tipo de registro, bem como a necessidade de práticas de interação com os professores para o devido fomento de saberes docentes expressos como recursos interpretativosfuncionais.
Palavras–chave: educação científica e matemática, saberes docentes
REFERENCIAIS TEÓRICOS DA PESQUISA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM TRABALHOS ACADÊMICOS
Lucas André Teixeira1 , Juliana Pereira Neves2, Fabiane de Paula Silva3, Marília Freitas de Campos Tozoni-Reis4 , Roberto Nardi5
1Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Bauru – Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência/ Faculdade de Ciências, teixeira_geo@fc.unesp.br
2Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Bauru – Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência/ Faculdade de Ciências,jupneves@yahoo.com.br
3Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Bauru – Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência/ Faculdade de Ciências, biofabby@hotmail.com
4Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Bauru – Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência/Faculdade de Ciências, mariliaedu@ibb.unesp.br
5Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Bauru – Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência/ Faculdade de Ciências, nardi@fc.unesp.br
Resumo: Este trabalho busca identificar os principais referenciais teóricos das pesquisas produzidas na área da educação ambiental pelo levantamento dos autores citados nos trabalhos apresentados no EPEA - Encontro de Pesquisa em Educação Ambiental e o ENPEC – Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências. Por meio das análises apresentadas, temos o objetivo de contribuir para o debate sobre as pesquisas em educação ambiental, caracterizada por uma pluralidade e diversidade de propostas teórico-metodológicas.
Palavras-chave: Educação Ambiental, EPEA, ENPEC, Referencias Teóricos das Pesquisas em Educação Ambiental.
Reflexões sobre equívocos na formação de conceitos no estudo do conteúdo equilíbrio QUÍMICO E O LIVRO DIDÁTICO NO ENSINO MÉDIO
Fabia Maria Gomes de Meneses
Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte, fabia@cefetrn.br
Resumo: Entendemos que a dificuldade de aprendizagem encontrada pelos alunos do Ensino Médio ao estudarem o conteúdo Equilíbrio Químico na disciplina de Química, muitas vezes se deve, sobretudo ao não entendimento ou desconhecimento de conceitos, palavras ou símbolos. Apresentamos um estudo onde propomos uma reflexão, a partir das dificuldades de aprendizagem advindas de alguns erros apresentados pelos alunos ao definir o conceito Equilíbrio Químico e a representação da dupla seta em equações químicas; e como o livro didático pode contribuir para a formação desses equívocos. O estudo foi realizado a partir da aplicação de um questionário a alunos de três escolas do Ensino Médio da cidade do Natal/RN, após os mesmos terem estudado esse conteúdo. Também foram analisados dois livros didáticos utilizados nessas escolas e averiguamos que esses instrumentos podem ter influenciado na formação dos equívocos conceituais relacionados ao conceito e representação citados anteriormente.
Palavras-chave: equívocos, conceito, livro didático
REFLEXOS DAS NORMATIVAS LEGAIS SOBRE FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM CONFIGURAÇÕES CURRICULARES DE CURSOS DE LICENCIATURA EM QUÍMICA
Edna Falcão Dutra1
Eduardo A. Terrazzan2
1UFSM/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências, ednaduttra@yahoo.com.br
2UFSM/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências, eduterrabr@yahoo.com.br
Resumo: Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do Projeto de Pesquisa DIPIED, sendo uma de suas atividades o estudo das configurações curriculares de Cursos de Licenciatura. Nele, analisamos como configurações curriculares de Cursos de Licenciatura em Química estão organizadas a partir das suas interpretações sobre as normativas legais para formação de professores. Como fontes de informação, tomamos os Projetos Político-Pedagógicos de cursos de seis Instituições de Ensino Superior: UFPel, UFSCar, UFSM, UFSJ, UNIFAL e URI. Constatamos que apenas dois cursos consideraram parte da carga horária de algumas disciplinas “específicas da matéria de ensino” como Prática como Componente Curricular, a fim de possibilitar a mobilização dos “saberes pedagógicos do conteúdo”. Outro fato, que nos causa surpresa, é que dois cursos oportunizam o desenvolvimento do estágio no Ensino Fundamental, visto que esta não é uma prática usual nestes cursos. Como esses documentos não permitem conhecer a operacionalização efetiva das atividades previstas, propomos estudos complementares de acompanhamento do desenvolvimento desses cursos.
Palavras-chave: Formação de professores, Cursos de Licenciatura, Projeto Político Pedagógico, Estágios Curriculares, Prática como Componente Curricular
REFLEXOS DO REGIME DE TUTORIA NO DESEMPENHO DE ESTAGIÁRIOS EM ATIVIDADES DOCENTES
Andréia Aurélio da Silva1
Eduardo Adolfo Terrazzan2
1Universidade Federal de Santa Maria/ Centro de Educação/ Núcleo de Educação em Ciências, a_andreia_s@yahoo.com.br
2Universidade Federal de Santa Maria/ Centro de Educação/ Núcleo de Educação em Ciências, eduterrabr@yahoo.com.br
Resumo: Este trabalho foi realizado como uma das atividades do projeto DIPIED, que estuda os limites e as possibilidades do desenvolvimento do Estágio Curricular (EC) em regime de tutoria. Especificamente, buscamos identificar e discutir qual contribuição às vivências proporcionadas por este modelo traz em termos de capacitação do estagiário para o desempenho de suas tarefas. Para isso, analisamos documentos produzidos durante o acompanhamento do EC de um dos autores (AAS), realizado em regime de tutoria. Identificamos e comentamos tanto aspectos positivos (construção de saberes relacionados à gestão do tempo destinado a atividades em sala de aula), como aspectos negativos (práticas autoritárias para a condução das aulas) do trabalho desenvolvido.
Palavras-chave: Estágio Curricular, Tutoria, Formação de Professores, Formação Inicial.
RELAÇÃO ENTRE A PRÁTICA DOCENTE E A FORMAÇÃO ACADÊMICA ESTABELECIDA POR UM DE UM GRUPO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA PARTICIPANTES DE UM CURSO DE FORMAÇÃO EM SERVIÇO
Daisi Teresinha Chapani
Profa. Assistente do Departamento de Ciências Biológicas da UESB-Jequié-BA. Doutoranda do Programa de Pós-graduação “Educação para Ciência” da UNESP-Bauru-SP.
chapani@esb.br
Resumo: Este trabalho tem por objetivo discutir as relações estabelecidas entre o conhecimento acadêmico e a experiência prática na constituição dos saberes, de um grupo de docentes participantes de um curso de Licenciatura em Ciências Biológicas. Para a consolidação dos dados foram utilizados: questionários, entrevistas e observações, aplicados ao longo dos três anos do curso. Observou-se que, desde o ingresso, a experiência profissional desempenhou importante papel seleção de focos de interesse, tanto com relação aos conteúdos quanto aos procedimentos didáticos. Ao final do curso, o saber oriundo da prática passou a ser questionado por alguns professores. Deve-se considerar que a formação docente é um processo, no qual o curso foi um episódio que colaborou na constituição de novos saberes, pois, contribuiu para o aumento do conhecimento acadêmico (tanto dos conteúdos específicos de ciências e biologia, como os de natureza didático-pedagógica), o qual se amalgamou com aqueles oriundos da experiência prática.
Palavras-chave: formação docente, formação em serviço, relação teoria e prática.
RELAÇÕES ENTRE MOTIVAÇÃO, VALOR E PERFIL CONCEITUAL: UM EXEMPLO
Jackelini Dalri1, Cristiano Rodrigues de Mattos2
1Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências, Universidade de São Paulo, jdalri@if.usp.br
2Universidade de São Paulo / Instituto de Física, mattos@if.usp.br
Resumo: Temos com principal hipótese de trabalho a idéia de que a motivação para ensinar-aprender Física está relacionada com a valorização dada pelo indivíduo a esse objeto de estudo. Entendemos os conceitos como perfis conceituais, com dimensões epistemológicas, ontológicas e axiológicas que integram aspectos cognitivo-afetivos do processo de significação da realidade; e se constituem na interação sujeito-mundo, num processo de atribuição de sentidos/significados. Neste trabalho procuramos estabelecer relações entre motivação, valor e perfil conceitual partindo do pressuposto de que se um objeto tem sentido/valor para o indivíduo dentro da sua rede de significações/representações, este sentido/valor se manifestará na sua interação com o mundo. Portanto, o valor e o sentido que professores e estudantes dão à Física e à Educação, por exemplo, é que motivaram/motivam suas escolhas profissionais, como também sua relação com o saber e seu envolvimento nas atividades de ensino-aprendizagem. Dessa forma, uma crise de valores pode, então, caracterizar uma mudança de motivação.
Palavras-chave: motivação; valores; perfil conceitual; ensino-aprendizagem de Física.