QUAL FOI O OBJETIVO DA AULA HOJE?*

Bruno A. Rodrigues1
A. Tarciso Borges2
1Programa de Pós-graduação em Educação: conhecimento e inclusão social, brunoaugustorodrigues@gmail.com
2Universidade Federal de Minas Gerais/Colégio Técnico e Programa de Pós-graduação em Educação: conhecimento e inclusão social, tarciso@coltec.ufmg.br

Resumo: A literatura sobre atividades prático-experimentais aponta a existência de uma discrepância da percepção dos objetivos das atividades práticas entre alunos e professores. Neste trabalho apresentamos a aula introdutória de uma seqüência de ensino destinada a estimular os estudantes a formarem uma imagem mais adequada do trabalho científico e a atividade de elaboração de um plano de investigação para avaliação. Em seguida apresentamos quais foram os objetivos da aula para 132 alunos e quatro professores de física do ensino médio noturno de escolas públicas. Identificamos quatro objetivos distintos apontados pelos alunos e dois percebidos pelos professores, o que representou um acordo percentual de cerca de 50% entre professores e estudantes. Aparentemente não existe relação entre os objetivos atribuídos pelos alunos à atividade e a qualidade de seus planos. Acreditamos na necessidade dos professores explicitarem seus objetivos para que os alunos se conscientizem dos processos de aprendizagem escolar.

Palavras-chave: Ensino e aprendizagem de física, atividade investigativa; Percepção de objetivo da atividade.

 

QUANDO O PROFESSOR É AUTOR: ANALISANDO TEXTOS DE PROFESSORES DA ESCOLA BÁSICA COM BASE NO CONCEITO BAKHTINIANO DE GÊNERO

Maria Cristina Ribeiro Cohen1
Isabel Martins2
Laboratório de Linguagens e Mediações/NUTES – UFRJ, criscohen@superig.com.br1
Laboratório de Linguagens e Mediações/NUTES – UFRJ, isabelgrmartins@uol.com.br2
Programa de Pós-graduação Educação em Ciências e Saúde
Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde
Universidade Federal do Rio de Janeiro

RESUMO: Neste trabalho analisamos, baseados em pressupostos teóricos que enfatizam o caráter social e histórico das produções discursivas (BAKHTIN; 1986, 1975/1988, 1929/2002-1979/2000 e 1979/2003), um conjunto de textos autorados por professores que foram apresentados no I Encontro Regional de Ensino de Biologia (I EREBIO), realizado em 2001 na cidade do Rio de Janeiro e publicados nas Atas do evento. Caracterizamos estes textos com respeito ao seu formato de apresentação, intenção discursiva, estrutura composicional, temáticas e estilo. Nossos resultados mostram como os padrões enunciativos observados nos textos estão relacionados às características das esferas de atividade social às quais estes se vinculam, a saber, o ensino escolar e a comunicação acadêmica.

Palavras – chave: análise de discurso – gênero discursivo – formação de professores


QUE CURRÍCULO É ESTE? AS DIRETRIZES CURRICULARES DA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO PARANÁ NO ENSINO DE CIÊNCIAS: O QUE HÁ DE NOVO?

Rosineide de Jesus Caetano
Orientadora Marta Bellini
UEM – Universidade Estadual de Maringá
rosineidejcaetano@hotmail.com
martabellini@uol.com.br

Resumo: Diante do contraponto estabelecido sobre a construção das Diretrizes Curriculares no Estado do Paraná como proposta inovadora e mais adequada aos objetivos educacionais que os dos PCNs, a proposta de pesquisa em relação às Diretrizes Curriculares do Paraná para o Ensino de Ciências, objetiva uma análise dos pressupostos teóricos e metodológicos que embasaram a sua elaboração, examinando as propostas de ensino de Ciências (currículo, conteúdos, livro didático), pontuando as inovações e os limites dessa proposta para o ensino de Ciências e verificando como a proposta das DCs do Paraná vincula a teoria histórico-crítica à metodologia de ensino de Ciências.

Palavras-Chave: Construção Curricular, Implementação, Influência na prática pedagógica.

 

¿QUÉ ES UN PROBLEMA CIENTÍFICO ERUDITO Y UN PROBLEMA CIENTÍFICO ESCOLAR? REPRESENTACIONES DE LOS PROFESORES DE QUÍMICA EN CHILE

Johanna Patricia Camacho González1,
 Mario Quintanilla2
1Pontificia Universidad Católica de Chile. Departamento de Didáctica Grupo GRECIA, jpcamach@uc.cl
2Pontificia Universidad Católica de Chile. Departamento de Didáctica Grupo GRECIA, mquintag@uc.cl

Resumo: En esta comunicación, que corresponde a la segunda etapa de una investigación más extensa sobre la incorporación del componente metacientífico Historia de la Ciencia en la enseñanza de la química a través del enfrentamiento a la resolución de problemas científicos escolares, se presenta una propuesta de investigación, teórica y metodológicamente fundamentada desde la visión epistemológica naturalista pragmática, con el objetivo de identificar y caracterizar las representaciones que tiene el profesorado de Química en Santiago de Chile acerca de: a) Problemas Científicos Eruditos; b) Problemas Científicos Escolares y c) Actividad Química Escolar.

Palavras-chave: Profesorado de química, problemas científicos eruditos, problemas científicos escolares, actividad química escolar

  

QUÍMICA AMBIENTAL:
REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE ESTUDANTES DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO

Lailton Passos Cortes Junior1;
 Carmen Fernandez2
Universidade de São Paulo – Programa Interunidades de Ensino de Ciências – IQ/IF/F
E-mail: lailton@iq.usp.br
2 Universidade de São Paulo – Departamento de Química Fundamental – Instituto de Química
E-mail:Carmen@iq.usp.br

Resumo: Neste trabalho investigamos as representações realizadas por estudantes do 1° ano do Ensino Médio em relação à Química Ambiental segundo a teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici e sua colaboradora Denise Jodelet. Para isso, solicitamos aos alunos que representassem através da evocação livre de palavras e de um texto suas idéias sobre química ambiental. A metodologia utilizada buscou associar a evocação livre de palavras e a relação textual como diferentes formas de representação, facilitando sua identificação. A análise das representações mostra que a possível centralidade se estrutura na idéia de que a química ambiental está relacionada aos processos que ocorrem na natureza, associada à poluição do meio ambiente por produtos químicos.

Palavras Chaves: Química Ambiental, Representações Sociais, evocações livres


RAÇAS BIOLÓGICAS E “RAÇAS HUMANAS” EM LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA

Luiz Felipe Peçanha Stelling1
 Sonia Krapas2
1CEFET Química-RJ/ lufe1966@gmail.com
2UFF/Departamento de Física/ sonia@if.uff.br

Resumo: Historicamente, na biologia e nas ciências sociais, as concepções de raças biológicas e “raças humanas” são polissêmicas, ambíguas e sem consenso. Na atualidade, causam controvérsia e podem ser utilizadas com fortes vieses ideológicos. Nossa pesquisa avaliou tais concepções em livros didáticos recentes de biologia. O corpus analisado mostrou-se muito heterogêneo no modo de desenvolvimento das concepções de raças humanas: enquanto alguns livros apresentam textos não verbais (fotos, etc) que parecem evidenciar grupos raciais humanos, outros livros explicitamente negam a existência de raças, mas utilizam o conceito cultural de grupos étnicos de forma intencional, eufêmica ou não.

Palavras-chave: raças humanas, raças biológicas, livros didático

 

RACISMO: BUSCANDO RELACÕES COM O ENSINO DE CIÊNCIAS

Welington Francisco1
Wilmo E. Francisco Junior2
1Universidade Estadual Paulista - UNESP/Instituto de Química/10welington@bol.com.br
2Universidade Federal de São Carlos - UFSCar/Departamento de Metodologia de Ensino/wilmojr@bol.com.br

Resumo: Embora muitos autores venham debatendo a questão do racismo, a mesma ainda é pouco discutida dentro da comunidade dos pesquisadores de educação em ciências. O presente trabalho discute, a partir de bases teóricas importantes, questões subjacentes ao racismo. Além disso, são apresentadas possíveis contribuições do ensino de ciências no combate ao racismo presente na sociedade.

Palavras-chave: racismo, ensino de ciências, educação anti-racista.

 

Reconhecimento do céu na formação continuada de professores do ensino fundamental em ciências

Juliana Castilhos dos Reis1. Sandro Ricardo de Souza2, Sérgio Mascarello Bisch3
1Centro de Formação Continuada (CeFoCo)/UFES, julianadosreis@gmail.com
2Centro de Formação Continuada (CeFoCo)/UFES, sandro.fisica@gmail.com
3Departamento de Física/UFES, smbisch@cce.ufes.br

Resumo: A abordagem do eixo temático "Terra e Universo" em Ciências, no Ensino Fundamental, conforme recomendado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), deve incluir atividades de observação do céu. Uma das mais simples e interessantes, que pode ser realizada desde as séries iniciais, é o reconhecimento de constelações. Geralmente esse tema é pouco trabalhado pelos docentes dessas séries, por vários motivos, entre eles o desconhecimento do assunto ou de como desenvolvê-lo em sala de aula. Em cursos de formação continuada em Ciências para professores do Ensino Fundamental, ministrados pelo CeFoCo/UFES, no Espírito Santo, realizamos atividades com materiais de baixo custo, apropriados para a sala de aula. Assim, fornecemos meios para os docentes trabalharem a observação do céu a olho nu em atividades simples e interdisciplinares. Os professores participantes do curso mais recente apresentaram relatórios mostrando o sucesso das atividades e a facilidade de identificar constelações no céu após esse "contato" com elas.

Palavras-chave: Ensino de Astronomia, ciências, formação continuada, interdisciplinaridade

 

RECONHECIMENTO DO CÉU NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL EM CIÊNCIAS

Juliana Castilhos dos Reis1, Sandro Ricardo de Souza2, Sérgio Mascarello Bisch3
1Centro de Formação Continuada (CeFoCo)/UFES, julianadosreis@gmail.com
2Centro de Formação Continuada (CeFoCo)/UFES, sandro.fisica@gmail.com
3Departamento de Física/UFES, smbisch@cce.ufes.br

Resumo: A abordagem do eixo temático "Terra e Universo" em Ciências, no Ensino Fundamental, conforme recomendado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), deve incluir atividades de observação do céu. Uma das mais simples e interessantes, que pode ser realizada desde as séries iniciais, é o reconhecimento de constelações. Geralmente esse tema é pouco trabalhado pelos docentes dessas séries, por vários motivos, entre eles o desconhecimento do assunto ou de como desenvolvê-lo em sala de aula. Em cursos de formação continuada em Ciências para professores do Ensino Fundamental, ministrados pelo CeFoCo/UFES, no Espírito Santo, realizamos atividades com materiais de baixo custo, apropriados para a sala de aula. Assim, fornecemos meios para os docentes trabalharem a observação do céu a olho nu em atividades simples e interdisciplinares. Os professores participantes do curso mais recente apresentaram relatórios mostrando o sucesso das atividades e a facilidade de identificar constelações no céu após esse "contato" com elas.

Palavras-chave: Ensino de Astronomia, ciências, formação continuada, interdisciplinaridade.