PLANILHA PARA AVALIAÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA PARA O ENSINO MÉDIO: UM INSTRUMENTO DE AUXÍLIO AO PROFESSOR

Sandra Maria de Oliveira Santos1
Gerson de Souza Mól2
Universidade de Brasília/ Instituto de Química/Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências, 1sandrapeqs@uol.com.br
2gmol@unb.br

Resumo: Por sua grande influência no processo de ensino-aprendizagem, o livro didático é a principal ferramenta utilizada por professores de Ensino Médio. Por isso, devido à grande variedade de propostas disponíveis no mercado editorial, sua escolha deve ser feita de forma consciente e criteriosa. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo desenvolver um instrumento que auxilie o professor na tarefa de avaliação e escolha de livro didático de Química – LDQ. A Planilha para Avaliação de Livros Didáticos de Química – PLANLDQ – é uma ferramenta para auxiliar os professores do ensino médio a avaliar e escolher, de forma mais consciente, o LDQ a utilizar com suas turmas. Para cumprir esse objetivo, a PLANLDQ faz uso de um conjunto de critérios organizados nos seguintes grupos: funções das imagens, aspectos gráfico-editoriais e textuais; linguagem; manual do professor; atividades experimentais e suas funções; abordagem de aspectos históricos da construção do conhecimento; abordagem de aspectos sociais e ambientais; emprego e formas de contextualização da Química; conteúdo químico e abordagem metodológica.

Palavras-chave: livro didático, avaliação de livros didáticos

 

POR FORA BELA VIOLA, POR DENTRO PÃO BOLORENTO!

Suzele Novossate1, Christiane Gioppo2
1 Graduada em Ciências Biológicas, participante voluntária das atividades realizadas pelo Centro de Formação Continuada de Professores (CINFOP/ UFPR) no Vale do Ribeira/
sz_bio@yahoo.com.br
2 Universidade Federal do Paraná-UFPR/Setor de Educação/cgioppo@yahoo.com

Resumo: Este estudo visou à identificação de concepções de professoras e alunos das séries iniciais, da região do Vale do Ribeira - Paraná, sobre fungos.  O estudo foi desenvolvido em duas etapas: na primeira as professoras responderam questões referentes à abordagem pedagógica do assunto: Fungos.  Na segunda etapa foram realizadas oficinas para alunos dessas professoras.  Nestas oficinas os alunos observaram alimentos contendo fungos e responderam questões relacionadas à identificação dos fungos como seres vivos.  As respostas das professoras indicaram que tal conteúdo, quando abordado, tem um tratamento superficial.  Algumas reportaram a carência de material para desenvolver o tópico.  As respostas dos alunos revelaram que o termo bolor é conhecido, mas não houve compreensão dos fungos como seres vivos.  A maioria dos alunos pesquisados entendeu que os fungos faziam parte da constituição do pão e do mamão.  Este estudo trouxe contribuições para a implementação de propostas metodológicas mais efetivas no tópico fungos.

Palavras chave: ensino de ciências; fungos; concepções de alunos; concepções de professores; cultura.

 

Possibilidades de ação comunicativa na trajetória formativa de professores de ciências

Daisi Teresinha Chapani, Lizete Maria Orquiza de Carvalho
Docente do DCB- UESB-Jequié-BA. Doutoranda do PPG “Educação para Ciência”-UNESP-Bauru-SP.
chapani@uesb.br
Docente do Dpto de Física e Química, FEIS/UNESP- Ilha Solteira-SP e PPG “Educação para Ciência”-UNESP-Bauru-SP -  lizete@dfq.feis.unesp.br 

Resumo : Este estudo teve por intenção identificar possibilidades de ação comunicativa na trajetória formativa de professores de ciências e, dessa forma, colaborar com a discussão dos tipos de racionalidade que fundamentam essa formação. Assim, esperamos contribuir para a elaboração de um modelo formativo que favoreça a emancipação do ser humano. Para tanto, utilizamos conceitos provenientes da Teoria da Ação Comunicativa proposta por Habermas. Os dados foram constituídos por meio de entrevistas semi-estruturadas. Notamos que, embora as ações estratégicas predominem entre aquelas usadas pelos docentes em sua formação, ocorreram focos de tensão que podem ser identificados, tematizados e ampliados, de maneira que se alarguem as possibilidades de ações comunicativas na formação docente. Identificamos fatores políticos e epistemológicos como impedimentos para que essas possibilidades se concretizem.

Palavras-chave: formação docente, ação comunicativa, Habermas


POSSIBILIDADES E DESAFIOS NA FORMAÇÃO REFLEXIVA DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Tânia Aparecida Silva Klein1
Vera Lúcia Bahl de Oliveira2
Odila Mary Elisabeth Pegoraro3
1Depto. de Biologia Geral, Universidade Estadual de Londrina, PR taniaklein@uel.br.
2Depto de Biologia Geral, Universidade Estadual de Londrina, PR oliveir@sercomtel.com.br
3Depto. de Biologia Geral, Universidade Estadual de Londrina, PR marypegoraro@uel.br

Resumo: Discussões sobre a formação dos professores e os saberes necessários ao desenvolvimento da prática educativa é uma temática antiga, mas ainda presente no âmbito educacional. Como formadoras de professores de ciências sentimos o desafio de desenvolver um projeto de pesquisa sobre prática cotidiana do professor de ciências e a formação inicial reflexiva, estreitanto o vínculo entre o Ensino Básico e Superior. Para isso, durante os estágios de prática de ensino do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, foi realizada uma investigação inicial para identificar os saberes utilizados com maior freqüência pelos professores do Ensino Básico na sua prática educativa, com o intuito de propiciar momentos periódicos de reflexão junto aos professores em formação inicial. Os entrevistados apontaram o descompasso entre sua formação acadêmica (inicial e continuada) e as exigências do contexto social e a disponibilidade de recursos materiais tecnológicos, como principais questões que afetam diretamente sua prática educativa.

Palavras-chave: ensino de Ciências, formação de professores, saberes dos professores.

 

PROBLEMAS MATEMÁTICOS ABERTOS E O PREDOMÍNIO DA CALCULADORA

Luciane Paula de Souza1
Sandro Aparecido dos Santos2
1COLÉGIO ESTADUAL DR. GASTÃO VIDIGAL/Matemática/ luciane.p.s@hotmail.com
2UNICENTRO/Departamento de Física/ sandroinca@hotmail.com

Resumo: Os problemas matemáticos são fundamentais no desenvolvimento da matemática, mas, em sala de aula, são trabalhados como exercícios repetitivos, resolvidos por meio de procedimentos padronizados, previsíveis para aluno e professor. Neste trabalho investigamos o uso da calculadora na sala de aula de matemática, na resolução de problemas matemáticos abertos. Um dos objetivos foi observar como os alunos modificavam seus procedimentos quando passavam a usar a calculadora na resolução. Também procuramos analisar a estrutura e o funcionamento dos recursos didáticos em duas situações distintas: jogos e desafios. Esses jogos são elaborados evitando as características das brincadeiras, para não serem resolvidos pelo uso de procedimentos padronizados. Os resultados mostram que a calculadora pode servir para agilizar a resolução e, possivelmente, melhorar o cálculo mental.

Palavras-chave: ensino da matemática; resolução de problemas, uso da calculadora.

 

PROBLEMAS, QUESTÕES E OBJETOS NA PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: COMO ESSES IMPORTANTES COMPONENTES DE INTERVENÇÃO CIENTÍFICA TÊM SIDO CONSTRUÍDOS PELOS PESQUISADORES DA ÁREA?

Aline Andréia Nicolli 1
José Luiz Saldanha da Fonseca2 [et all] 3
1 Professora da Universidade Federal do Acre, Departamento de Educação, aanicolli@gmail.com
2 Professor do CEFET- MG, zeluizf@uai.com.br
3 Demais autores da pesquisa da qual se originou o artigo: Eliane Ferreira de Sá, Geraldo José da Silva, Nilma Soares da Silva, Poliana Flávia Maia Ferreira, Simone Aparecida Fernandes e Tânia Afonso Chaves

Resumo: Este artigo é resultado de uma pesquisa bibliográfica que teve como foco principal identificar como os problemas, as questões e os objetos têm sido construídos pelos pesquisadores da área de Educação em Ciências, nos artigos publicados de 2003 a 2006, no periódico Investigações em Ensino de Ciências.
Para a obtenção dos dados, fez-se necessária a construção de um aporte teórico, bem como de um instrumento de coleta de dados. Para tanto, optamos por sustentar nossas argumentações em teóricos reconhecidos no meio acadêmico e em categorias apresentadas nos Encontros Nacionais de Pesquisas de Educação em Ciências.
A relevância do estudo se deve ao fato de realizar a apresentação de um “mapeamento” sobre como os componentes da intervenção científica - problemas, questões e objetos - têm sido construídos pelos pesquisadores nos artigos publicados em um periódico que é referência para a comunidade que se interessa pela Educação em Ciências.
Como resultado, o que se percebeu é que os objetos, os problemas e principalmente as questões não são, na maioria das vezes, explicitados nos artigos.

Palavras-chave: Componentes de Intervenção Científica, Educação em Ciências; Publicações Acadêmicas.

 

PROCEDIMENTOS DISCURSIVOS DIDÁTICOS DE UM FORMADOR EM SITUAÇÕES ARGUMENTATIVAS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE FÍSICA

Rodrigo Drumond Vieira1
Silvania Sousa do Nascimento2
1UFMG/DMTE, rodrigo_vdrumond@yahoo.com.br
2UFMG/DMTE, silnascimento@ufmg.br

Resumo: A partir da integração de referenciais teóricos do campo da argumentação e de um contexto de situações argumentativas na formação inicial de professores de física, buscamos apresentar os Procedimentos Discursivos Didáticos (PDD) de um professor formador. Num segundo momento, realizamos o esforço de confrontar dois dos procedimentos apresentados com uma estrutura analítica do discurso em sala de aula (MORTIMER & SCOTT, 2003) na tentativa de sugerir possibilidades para o professor conduzir e controlar o discurso em situações argumentativas de ensino e aprendizagem. Além disso, pretendemos demonstrar com tal confrontação o caráter exemplar dos PDD.

Palavras-chave: Formação de Professores de Física; Argumentação; Procedimentos Discursivos Didáticos.


PROCESSOS METACOGNITIVOS ENVOLVIDOS NA ELABORAÇÃO DE EXPLICAÇÕES

Carmen Maria De Caro Martins 1
Oto Borges 2
1.Universidade Federal de Minas Gerais/ Setor de Biologia/COLTEC, carmen@coltec.ufmg.br
2.Universidade Federal de Minas Gerais/ Setor de Física/COLTEC, oto@coltec.ufmg.br

Resumo: Apresentamos neste artigo uma pesquisa sobre o papel do conhecimento científico-escolar e dos processos metacognitivos na elaboração de explicações por estudantes do ensino médio. Nossos resultados sugerem que tanto a proficiência em osmose quanto as habilidades metacognitivas são importantes na resolução de uma tarefa, em especial, o papel da familiaridade e das pistas. Identificamos que estudantes com alta habilidade metacognitiva reconhecem as pistas fornecidas pela tarefa e produzem explicações mais complexas sobre o murchamento de uma folha de alface após ter sido temperada.