OS RECURSOS DA INFORMÁTICA COMO MEIO POTENCIALMENTE SIGNIFICATIVO PARA A APRENDIZAGEM DE ONDAS SONORAS: O JOGO DO ERRO

Rodrigo Claudino Diogo1, Shirley Takeco Gobara2
1Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Programa de Pós-graduação em Educação, rdiogo@gmail.com
2Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Programa de Pós-graduação em Educação, gobara@dfi.ufms.br

Resumo: Este trabalho apresenta as análises preliminares de uma pesquisa de campo em que as tecnologias da informação e comunicação foram utilizadas como recurso educacional para o ensino introdutório da Física do Som. O objetivo foi verificar se a seqüência elaborada na forma de desafios facilita a aprendizagem de conceitos em Física. Foi realizada inicialmente uma revisão bibliográfica sobre o uso de recursos computacionais na pesquisa em ensino de Física que revelou poucos trabalhos sobre ondas sonoras. O material foi desenvolvido tendo como base a teoria da aprendizagem significativa. Este artigo traz a análise de apenas um dos desafios intitulado “O Jogo do Erro” que foi testado com grupos de controle e experimental. Os resultados sugerem que o desafio testado favorece a aprendizagem e a construção do conhecimento pelo aluno.

Palavras-chave: ensino de Física, ondas sonoras, desafios, computador no ensino de Física.

 

OS SENTIDOS DAS RESISTÊNCIAS: POSSIBILIDADES CONSTITUTIVAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Rodrigo Launikas Cupelli1, Maria do Carmo Galiazzi2
1FURG/PPGEA/CEAMECIM, cupelli@gmail.com
2FURG/PPEGA/CEAMECIM, mcgaliazzi@yahoo.com.br

Resumo: O conceito de resistência, presente nos discursos educacionais e de formação de professores, carece de um aprofundamento teórico, tendo geralmente um sentido próximo de uma negação a determinada ação. Neste artigo, propomos a resistência em seus sentidos constitutivos. Apresentamos inicialmente o entendimento de Giroux, segundo uma perspectiva crítica. Consideramos que para esse autor, resistir é o resultado de um processo político de formação que tem como principal meta a emancipação social. Em seguida, abordamos o pensamento de quatro autores que nos fornecem sentidos constitutivos para as resistências: Dilthey, Foucault, De Certeau e Horkheimer. A partir desses teóricos, concluímos que as resistências são processos propositivos, associados diretamente à constituição de nossa subjetividade. Assim, apostamos que as resistências devam ser pensadas como possibilidades, pois é a partir delas e não contra elas, que problematizamos nossas transformações enquanto indivíduos e sociedade.

Palavras-chave: resistência, formação de professores, subjetividade.

 

OS TEMAS POLÊMICOS EM BIOLOGIA E SUAS REPERCUSSÕES SOBRE O ENSINO CIENTÍFICO ESCOLAR

Maria Cristina Pansera-de-Araújo1, Neusa Maria John Scheid2
1UNIJUÍ, Departamento de Biologia e Química, Mestrado em Educação nas Ciências, pansera@unijui.edu.br
2URI-Santo Ângelo, Departamento de Ciências Biológicas, scheid.neusa@gmail.com

Resumo: Nos últimos anos, o interesse pela Genética vem crescendo significativamente, na sociedade em geral e nos diferentes graus de ensino. Seus aspectos positivos (transgênicos, clonagem humana, células-tronco...) são supervalorizados, enquanto muitas das questões éticas, morais e riscos da aplicação das novas tecnologias genéticas são desconsiderados. Busca-se refletir como a Escola Básica e Universidade lidam com essas questões e quais são suas implicações sobre o ensino. A metodologia envolveu a realização de questionários semi-estruturados com dezesseis graduandas e um graduando concluintes de um curso de Ciências Biológicas. Segurança ao ensinar Genética, domínio do conteúdo, complexidade do contexto da sala de aula, conhecimento dos conceitos fundantes e metodologia são categorias emergidas da análise. A compreensão das novas tecnologias genéticas exige dos formadores a discussão dos contextos de produção desse conhecimento, a fim de lhes permitir avaliar os aspectos positivos e os cuidados no tratamento dessas questões sociais e éticas polêmicas.

Palavras-chave: Formação de professores; temas polêmicos em biologia, ética.

 

PARÂMETROS UTILIZADOS PARA CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA NA ÁREA DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: ESTUDOS PRELIMINARES

Glória Georges Feres1, Roberto Nardi 2
1Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências – Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência. Faculdade de Ciências - UNESP Câmpus de Bauru.  [gloria@fc.unesp.br]
2Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências - Professor Assistente Doutor - Departamento de Educação – Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência - Faculdade de Ciências - UNESP - Campus de Bauru [nardi@fc.unesp.br]

Resumo: A área de Educação em Ciências no Brasil vem se constituindo desde o final da década de 60 do século passado. Diversos são os fatores atribuídos à sua constituição. A forma com que a comunidade de pesquisadores que militam nesta área se constituiu parece estar relacionada às características próprias desta área. Neste estudo, procura-se verificar como a pluralidade de objetos e metodologias de pesquisa, bem como a diversidade de formação acadêmica dos pesquisadores que atuam nesta área, pode influenciar em parâmetros de avaliação da produção gerada bem como em sua caracterização e organização. Referenciais ligados à sociologia da ciência como Merton (1974), Bordieu (1983) e Gibbons et al (1994) fornecem modelos teóricos que descrevem forças que influenciam e orientam a dinâmica das interações entre cientistas e a prática científica e procuram embasar este estudo. Pretende-se contribuir para melhorar a visibilidade da produção nesta área e, consequentemente, para sua consolidação.

Palavras-chaves: Educação em Ciências. Área de Ensino de Ciências. Comunidade Científica.


PEDAGOGIA ABERTA: O ENSINO DE CIÊNCIAS NO CONTEXTO DA CIÊNCIA CONTEMPORÂNEA A PARTIR DA EPISTEMOLOGIA BACHELARDIANA

José Ernane Carneiro Carvalho Filho
Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
Escola Normal de Serrinha, e-mail: ernanefilho@bol.com.br

Resumo: A problemática do ensino de ciências na perspectiva bachelardiana está voltada para adequação deste às características da ciência atual: o processo contínuo de retificação, a ruptura com o senso comum e a feição abstrata da ciência hodierna. Neste sentido, o processo de ensino-aprendizagem deve estabelecer estratégias que realce tais características. Esta maneira de tratar o ensino está em consonância com as transformações sofridas pela ciência, especialmente a Física, no século XX. As referidas mudanças foram a ruptura com a ciência newtoniana de espaço e tempo absolutos, as dificuldades oriundas da Física Quântica quanto à possibilidade de localização e velocidade de uma partícula. Estas transformações, segundo Bachelard, exigiram uma nova metodologia diversa da utilizada até então, para serem capazes de atender às demandas da ciência contemporânea.

Palavras-Chave: Ensino de Ciências. Pedagogia Aberta. Perfil Conceitual. Ruptura. Retificação.

 

PENSANDO A RELAÇÃO MUSEU – ESCOLA: O MAST E OS PROFESSORES

Andréa F. Costa1
Cecília M. P. do Nascimento2, Carla Mahomed3, Flávia Requeijo4 , Sibele Cazelli5
1Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST/MCT /Coordenação de Educação em Ciências/andrea@mast.br
2 Museu de Astronomia e Ciências Afins-MAST/MCT /Coordenação de Educação em Ciências/cecilia@mast.br
3 Museu de Astronomia e Ciências Afins- MAST/MCT /Coordenação de Educação em Ciências/carla@mast.br
4 UNICAMP/ Instituto de Geociências/ flavia.requeijo@gmail.com
5 Museu de Astronomia e Ciências Afins-MAST/MCT /Coordenação de Educação em Ciências/sibele@mast.br

Resumo: O presente trabalho pretende apresentar reflexões acerca da relação museu – escola, tendo como objeto de análise a atividade Visita Escolar Programada, concebida e implementada pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins- MAST. Temos como objetivos deste trabalho: avaliar os limites e potencialidades da assessoria pedagógica; avaliar se esta influencia a prática docente; levantar a concepção dos docentes acerca da Proposta Metodológica Trilhas Educativas: entre o MAST e a Escola e discutir se a mesma está de fato conseguindo promover uma parceria efetiva entre museu e escola. Para tanto, aplicamos aos professores participantes desta atividade, em dois momentos distintos, dois questionários semi-estruturados auto-respondentes. Os resultados preliminares sugerem que a proposta metodológica, bem como a assessoria pedagógica atendem às expectativas dos professores e vêm fazendo da visita escolar mais do que uma simples visita orientada, mas algo que é discutido e refletido antes e depois da visita ao museu.

Palavras-chave: educação não formal, relação museu-escola, visita escolar programada

 

PENSAR O ENSINO DE CIÊNCIAS A PARTIR DO CODITIDIANO: UMA ABORDAGEM CTS

Rômulo Marinho do Rego1, Rogéria Gaudêncio do Rego2
Cidoval Morais de Sousa3, Cássia Lobão Assis4, Jussara Patrícia Alves5
1 Professor do Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Estadual da Paraíba. E-mail: romulomate@gmail.com
2 Professora do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba. E-mail: rogéria@mat.ufpb.br
3 Professor do Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Estadual da Paraíba. E-mail: cidoval@gmail.com
4 Professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba. E-mail: cla7@terra.com.br
5 Professora de Ensino Médio do Colégio Marista de João Pessoa.

Resumo: Neste artigo apresentamos como resultado de pesquisa uma proposta de ensino de ciências na educação básica utilizando conhecimentos oriundos do cotidiano e da cultura popular a partir de um estudo empírico sobre o uso de padrões de simetria existentes em figuras traçadas nas carrocerias de madeiras de caminhões. Propõe-se possibilitar uma aprendizagem significativa e contextualizada de saberes científicos por meio da inserção no currículo escolar de atividades didáticas envolvendo conhecimentos extra-escolares que considerem as dimensões sociológicas e os aspectos psico-sociais envolvidos no processo de ensino-aprendizagem de conceitos e procedimentos científicos. Voltados para as demandas educacionais de uma formação cidadã segue, em grande medida, a orientação teórico-metodológica e as influências do campo CTS, que torna possível uma educação científica onde a dimensão sociocultural está presente em todos os momentos do processo.

Palavras-chave: ensino de ciências; cultura popular; cotidiano

 

PERCEPÇÃO DE ALUNOS DE ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE A BIODIVERSIDADE: RELAÇÕES ENTRE NOMES DE ORGANISMOS,MÍDIA E PERICULOSIDADE.

Marcelo X.A. Bizerril1
Daniel Louzada-Silva2, Dulce M.S. Rocha3, Juscilene M. Peres4, Giovanna L. Furoni5.
1 Universidade de Brasília / Faculdade UnB Planaltina, bizerril@unb.br .
2 Centro Universitário de Brasília / Faculdade de Ciências da Saúde, daniellouzada@uol.com.br
3 Universidade de Brasília / Faculdade UnB Planaltina, dmsrocha@unb.br
4 Centro Universitário de Brasília / Faculdade de Ciências da Saúde.
5 Centro Universitário de Brasília / Faculdade de Ciências da Saúde.

Resumo: Este trabalho avalia as atitudes de estudantes do ensino fundamental em relação a dois elementos representativos da biodiversidade: plantas-carnívoras e alguns mamíferos brasileiros da Ordem Carnivora. A investigação foi realizada em duas escolas públicas do Distrito Federal com alunos do ensino fundamental (13-16 de idade). Verificamos a concepção e a forma de representação de estudantes em relação às plantas-canívoras, bem como o efeito do nome comum de espécies de mamíferos carnívoros e de suas imagens sobre a percepção do grau de periculosidade de cada espécie. Os casos apresentados nesse estudo reforçam a necessidade do ensino formal de ciências enfocar com maior profundidade a biodiversidade brasileira. Destaca-se também a importância da divulgação das imagens das espécies na formação das concepções dos alunos sobre as mesmas e a força dos meios de comunicação em atribuir valores morais às espécies.

Palavras-chave: biodiversidade, mamíferos carnívoros, plantas carnívoras, percepção ambiental, educação ambiental.