O QUE CONHECEM OS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO E ENSINO SUPERIOR SOBRE TRANSGÊNICOS
Maria Júlia Corazza-Nunes1; Vanessa Daiana Pedrancini2; Rosangela Araujo Xavier Fujii3; William Mário de Carvalho Nunes4; Ana Lúcia Olivo Rosas Moreira5; Maria Terezinha Bellanda Galuch6
1Universidade Estadual de Maringá – UEM/ Núcleo de Pesquisa em Biotecnologia Aplicada-NBA/ Departamento de Biologia/ mjcnunes@uem.br
2UEM/ Discente do Programa de Pós Graduação em Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática/vapedrancini@yahoo.com.br
3UEM/ Acadêmica do curso de Ciências Biológicas/ rosangelafujii@yahoo.com.br
4UEM/ Núcleo de Pesquisa em Biotecnologia Aplicada-NBA/ wmcnunes@uem.br
5 UEM/ Departamento de Biologia/ alormoreira@uem.br
6 UEM/ Departamento de Teoria e Prática da Educação/ galuch@brturbo.com.br
Resumo: Este estudo objetivou investigar o que alunos da educação básica e acadêmicos de Ciências Biológicas e Agronomia sabem sobre transgênicos e quais são suas opiniões sobre as aplicações desta biotecnologia. Na investigação, realizada em três escolas e uma universidade das redes estadual de ensino do Noroeste do Paraná, aplicamos questionários a alunos do 3o ano do ensino médio e a acadêmicos do primeiro e último anos de cursos de Ciências Biológicas e Agronomia. Por meio de análise quanti-qualitativa, verificamos que, diferentemente dos estudantes que estão finalizando a educação básica e iniciando o ensino superior, muitos dos acadêmicos que estão concluindo os cursos analisados apresentaram melhor compreensão do processo de transgenia e formação de atitudes quanto a sua aplicação. Estes resultados ressaltam a necessidade da apropriação dos conceitos científicos, que estão na base dos atuais avanços biotecnológicos, para que os sujeitos possam compreender e posicionar-se criticamente sobre seus benefícios e implicações.
Palavras-chave: Conhecimento Científico; Consciência Crítica; Biotecnologia.
O QUE SE TEM E O QUE SE PODE FAZER COM RELAÇÃO A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA NOS ANOS INICIAIS
Francine Pavan, Josiely Niederauer Brasil, Eduardo Adolfo Terrazzan
Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências, franzinhapavan@yahoo.com.br
Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências, jo_josysm1@yahoo.com.br
Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências, eduterrabr@yahoo.com.br
Resumo: Como as demais áreas, a ciência escolar tem como uma de suas atribuições contribuir para formar cidadãos críticos e responsáveis por suas ações no meio social. Acreditamos que desde cedo, deve-se promover uma educação que contemple o tratamento de assuntos científicos relacionando-os ao cotidiano dos alunos.
Por isso, inicialmente, procuramos estudar como a questão da alfabetização científica e tecnológica (ACT) estava sendo tratada nos trabalhos de pesquisa focados no Ensino de Ciências para as crianças.
Recorremos, então, às Atas dos Encontros Nacionais de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC), levantando e analisando os trabalhos apresentados que envolvessem os Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Produzimos, assim, uma caracterização e sistematização desses trabalhos, mediante as quais evidenciamos que a ACT parece ainda pouco presente como preocupação explícita daqueles que pesquisam esse aspecto da escolaridade.
Palavras-chave: Ensino de Ciências, Anos iniciais do Ensino Fundamental, Alfabetização Científica e Tecnológica.
O SIGNIFICADO PEDAGÓGICO DA CONTEXTUALIZAÇÃO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS: ANÁLISE DOS DOCUMENTOS CURRICULARES OFICIAIS E DE PROFESSORES
Danilo Seithi Kato1, Clarice Sumi Kawasaki2
1 Programa de pós-graduação da Faculdade de Educação da USP – FEUSP, ensino de 2 ciências e matemática, katods@usp.br
2 Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Departamento de Psicologia e Educação, sumi@ffclrp.usp.br
Resumo: A contextualização dos conteúdos escolares é uma das abordagens metodológicas propostas pelas DCNEM. Todavia as interpretações sobre esta diretriz variam tanto na literatura quanto entre os professores. Este trabalho buscou identificar as diferentes concepções de contextualização no ensino de ciências (CE) presentes nos documentos curriculares oficiais, visando construir um referencial teórico para analisar as concepções de professores desta área. A partir do referencial teórico construído, realizou um estudo de caso, identificando as concepções de (CE) de professores de ciências participantes de uma oficina de ensino na qual buscavam contextualizar o tema da biodiversidade. Finalmente analisou os significados pedagógicos destas concepções para o ensino de ciências. Estas se realizaram a partir da análise qualitativa do conteúdo dos documentos curriculares e das atividades/falas de professores nesta oficina. Resultados parciais sobre estas concepções serão apresentados, os quais já trazem um leque de possibilidades para a abordagem desta importante diretriz no ensino de ciências.
Palavras-chave: contextualização, ensino de ciências, concepções, documentos curriculares, formação de professores.
O SIMPÓSIO COMO SÍTIO INTERATIVO ENTRE LICENCIATURA E ESCOLA
Nora Ney Santos Barcelos1, Viviane Rodrigues Alves de Moraes2
1Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia (INBIO)/ norasb@netsite.com.br
2Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia (INBIO)/ vrdmoraes@yahoo.com.br
Resumo: Neste trabalho apresentamos os resultados e percepções decorrentes da terceira edição do Simpósio Educativo como atividade final da disciplina Estágio de Ciências no Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia, especificamente o recorte que propõe a articulação entre duas modalidades de Estágio: Regência e Investigação. Tal evento está se configurando como mais um espaço de aprendizado docente, pelas novas descobertas em razão da discussão coletiva e reflexão pós-ação docentes, que acontecem a partir das condições reais vivenciadas e investigadas ao longo do Estágio. Além dos Estagiários e seus Supervisores participaram também professores das escolas-campo de Estágio. Vinte e seis produções foram apresentadas nas temáticas: Inter-relações e implicações do Estágio docente; Currículo e Avaliação na Educação Básica; Material e Modalidades didáticas. Percebeu-se que os Estagiários sentiram-se protagonistas do processo de formação docente, discutindo com interesse, ênfase e convicção suas primeiras experiências docentes. Acreditamos que este trabalho representa uma possibilidade de compartilhar com outros profissionais nossas tentativas de melhoria da Formação Inicial, visando maior aprofundamento de discussões sobre questões ligadas ao ensino e aprendizado docente.
Palavras-chave: Estágio Regência; Formação inicial; Simpósio educativo
O TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA COMO RECURSO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM LEVANTAMENTO DAS PRODUÇÕES NOS ENPEC
Lidiane Limana Puiati1, Halana Garcez Borowsky2, Eduardo A. Terrazzan3
1Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências/ lidianepuiatti@yahoo.com.br
2Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências/ halanagarcezborowsky@yahoo.com.br
3Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências/ eduterrabr@yahoo.com.br
Resumo: Vivendo numa sociedade em constantes avanços científicos e tecnológicos, torna-se necessário estarmos alfabetizados em Ciência e Tecnologia. Esse processo pode ter ajuda dos Textos de Divulgação Científica (TDC) como importante recurso didático. Assim, consideramos relevante realizar um estudo analítico das produções científicas recentes sobre o uso do TDC em sala de aula para verificarmos o que essas apontam sobre o uso de TDC em sala de aula e como ele é abordado/recebido por professores e alunos. Para isso, fizemos um levantamento das produções que tratam desta temática apresentadas nas edições do Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC). Classificamos tais pesquisas em 1) modo de utilização de TDC em sala de aula; 2) relação dos alunos com os TDC. Em síntese, os professores recorrem a fontes diversificadas de Divulgação Científica como suporte para suas atividades didáticas, mas sentem grandes dificuldades em organizá-las e utilizá-las. Por outro lado, os alunos demonstram grande interesse e motivação pelos TDC.
Palavras-chave: Textos de Divulgação Científica, Alfabetização científica, Ensino de Ciências
O TRABALHO EM CAMPO E O ENSINO DE BOTÂNICA NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA: UM ESTUDO PRELIMINAR
Janice Schwantes1, Marisa Terezinha Lopes Putzke2, Jair Putzke3, Rossano André Dal-Farra4
1Mestranda no PPGECIM da ULBRA-RS/janiceschwantes@yahoo.com.br
2Professora UNISC/marisa@unisc.br
3Professor UNISC/jair@unisc.br
4Professor PPGECIM ULBRA-RS/rossanodf@uol.com.br
Resumo: O trabalho em campo representa um método eficiente no ensino de Botânica como uma atividade complementar às aulas teóricas, tornando possível a aprendizagem significativa pelo maior conhecimento das espécies locais e contribuindo para a Educação Ambiental. Portanto, avaliar as aulas de campo permite uma melhor compreensão a respeito do ensino de Botânica nos cursos de Graduação em Biologia, sendo este o objetivo deste estudo. Dados de trinta e três questionários aplicados a estudantes de Biologia foram analisados e os resultados parciais são apresentados neste artigo.
Palavras-chave: Aprendizagem significativa, educação ambiental, ensino de Botânica, ensino de Ciências, trabalho em campo.
O TRABALHO PRÁTICO COMO ROTA ALTERNATIVA PARA A APRENDIZAGEM DOS CONCEITOS PRESSÃO E DENSIDADE: O CASO DO OSCILADOR DE DENSIDADE
Wilson Alvarez Rodriguez1 e Yedisson Melo Torres2
E. Borragini3, J. B. S. Harres4, M.C Cifuentes5
1 Departamento de Física, Universidad Pedagógica Nacional, e-mail: willalvarez_1@hotmail.com
2 Departamento de Física, Universidad Pedagógica Nacional, e-mail: yedisson_melo@hotmail.com
3 Centro Universitário UNIVATES, e-mail: borragini@yahoo.com.br
4 Centro Universitário UNIVATES, e-mail: jbharres@univates.br
5 Departamento de Física, Universidad Pedagógica Nacional, e-mail: mcifuentes@pedagogica.edu.co
Resumo: Uma das prioridades do ensino de física é fornecer ao estudante ferramentas que lhe permitam ter compreensão mais ampla e integrada da natureza e desenvolver habilidades para procurar soluções heurísticas a problemas práticos. Para tanto, o professor deve fazer uso de trabalhos práticos que podem ser utilizados como caminhos por meio dos quais os estudantes têm a oportunidade de confirmar ou falsear suas teorias sobre o mundo, propiciando a modificação de seus conceitos, suposições ou hipóteses, procurando construir uma teoria que resista a novos intentos testáveis, modificando ou reconstruindo as que já existem por meio de diferentes estratégias mentais. Com vistas neste foco, nossa proposta parte do estudo de um sistema concreto, chamado oscilador de densidade, e tem como objetivo a configuração de uma estratégia didática alternativa para a experimentação em sistemas de fluidos, que gera novas ferramentas para o ensino e a aprendizagem da física.
Palavras-chave: ensino de física; oscilador de densidade; experimentação.
O TRATADO DE LUZ DE HUYGENS: IMPLICAÇÕES DIDÁTICAS
Sonia Krapas1,Glória Queiroz2, Diego Uzêda3, José Paulo Correia4
1,3,4Universidade Federal Fluminense/Departamento de Física/sonia@if.uff.br
2Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Departamento de Física Aplicada e Termodinâmica/ gloria@uerj.br
Resumo: Huygens é conhecido no ensino introdutório de Física por dar conta da refração segundo um modelo ondulatório. Os livros didáticos lhe rendem homenagem atribuindo seu nome a um princípio, mas em sua obra máxima, Tratado da luz, é possível se ver muito mais: sua inventividade na defesa de um modelo ondulatório para a luz numa época em que o modelo corpuscular era um forte concorrente. Neste trabalho tenta-se capturar o raciocínio de Huygens, mostrando que sua obra continua bastante acessível. Explicações com possibilidades de didatizações inovadoras são destacadas. Analisando situações vividas por cientistas antigos, se percebe que a ciência tem se desenvolvido em meio a muitos debates, aos quais se encontram associados processos de construção de modelos, tornando evidente que houve um caminho sinuoso para se chegar ao que está sendo estudado hoje de forma atemporal. A modelagem dos fenômenos ópticos pode propiciar o crescimento intelectual de estudantes e professores.
Palavras-chave: Tratado da luz, Huygens, didática