O ENSINO DE CIÊNCIAS E SEUS DESAFIOS INCLUSIVOS:
O OLHAR DE UM PROFESSOR DE QUÍMICA SOBRE A DIVERSIDADE ESCOLAR

Vinícius Catão de Assis Souza1, Rosária S. Justi2
1Universidade Federal de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Educação, Faculdade de Educação, vcasouza@gmail.com
2 Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Química e Programa de Pós-graduação em Educação, Faculdade de Educação, rjusti@ufmg.br

Resumo: Este trabalho focaliza a inclusão na perspectiva de uma disciplina presente no currículo escolar – a química – buscando estabelecer os elos de ligação que se formam entre a ciência, o meio social e suas relações com a construção do saber científico. Para isso, busca-se estabelecer vínculos entre ambos (inclusão e ensino de química) e analisar quais seriam a abrangência e os pontos de intercessão existentes entre as duas vertentes. Além disso, o trabalho examina os processos de mudança em que estão imersas as instituições escolares e a profissão docente para, assim, buscar restituir a ambas o papel mais ativo que já tiveram no desenvolvimento social e na busca pela construção de novos saberes.

Palavras-chave: ensino de ciências; inclusão; alfabetização científica; diversidade.

 

O ENSINO DE CIÊNCIAS NOS CURSOS UNIVERSITÁRIOS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Welton Yudi Oda1, Nelson Rui Ribas Bejarano2
1 Depto. de Parasitologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). yoda@argo.com.br
2 Departamento de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA). bejarano@ufba.br.

Resumo: O Ensino das Ciências nos cursos universitários tem sido pouco estudado. Diversos estudos apontam para a necessidade de aprofundamento do conhecimento científico neste campo. Grande parte destes estudos tem abordado a formação/constituição dos professores universitários, revelando a influência de arcaicas concepções, tanto de ensino, quanto de ciência. Além disso, estes autores apontam para o insuficiente domínio das técnicas de ensino, o desprezo pelas teorias educacionais, o autoritarismo e o alheamento das questões sociais por parte dos professores universitários. Apesar disso, revelam que há possibilidades para a adoção de outras posturas e espaço para a construção de propostas alternativas, sugerindo o aprofundamento teórico em ensino das ciências por parte do professor universitário, seu genuíno envolvimento com o ensino, buscando desenvolver o raciocínio lógico e a criatividade do estudante e, sobretudo, a promoção da reflexão crítica sobre as atividades de ensino por parte de todos os atores envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave – educação superior, ensino de ciências, formação docente, estado da arte

 

O ENSINO DE CONCEITOS DE TERMODINÂMICA A PARTIR DO TEMA AQUECIMENTO GLOBAL

Luis Gustavo D`Carlos Barbosa1
Ruth Schmitz de Castro2
1Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG-MG); Centro de Ensino de Ciências
e Matemática de Minas Gerais – CECIMIG/FAE/UFMG - e-mail: luis_dcarlos@hotmail.com
2Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Escola do Legislativo da Assembléia
Legislativa do Estado de Minas Gerais - e-mail: schmitz@almg.gov.br

Resumo: O objetivo deste trabalho é propor uma unidade de ensino em termodinâmica a partir do tema aquecimento global, escolhido em função do crescente apelo assumido pela questão ambiental nos últimos anos, especialmente em 2007. Propõe-se abordar as interações entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente – CTSA dentro das dimensões conceitual, procedimental e atitudinal do conteúdo. No primeiro momento, da problematização inicial, provoca-se o questionamento sobre o tema a partir do filme “The day after tomorrow” e registram-se as concepções prévias dos educandos. No segundo momento, da organização do conhecimento, conceitos científicos são desenvolvidos para instrumentalizar a reinterpretação dos fenômenos a partir dos subtemas: efeito estufa, fenômenos climáticos e trocas de calor, atividade tecnológica e aquecimento global, conseqüências do aquecimento global. No terceiro momento, da aplicação do conhecimento, retoma-se o tema em sua complexidade para síntese em um mapa conceitual e propostas de intervenção social são elaboradas.

Palavras chaves: Abordagem temática; Ciência, Tecnologia e Sociedade e Ambiente (CTSA); aquecimento global.


O ENSINO DE FÍSICA ATRAVÉS DE TEMAS NO ATUAL CENÁRIO DO ENSINO DE CIÊNCIAS

Licurgo Peixoto de Brito1, Nilzilene Ferreira Gomes2
1Universidade Federal do Pará/Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemática e Departamento de Física/licurgo@ufpa.br
2Universidade Federal do Pará/Mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemática/nilfergo@yahoo.com.br

Resumo: Nesse artigo tratamos de uma proposta de ensino-aprendizagem em Física, o Ensino Através de Temas, buscando situá-la no atual cenário do ensino de ciências. Para tal, fazemos um resgate histórico da aplicação da proposta em um curso de Licenciatura Ciências oferecido pela Universidade Federal do Pará, para posteriormente relacionarmos essa proposta com outras utilizadas em aulas de Física presentes na literatura da área, como a abordagem por microtemas, as Ilhas de Racionalidade e os Temas Geradores de Paulo Freire. Analisando as semelhanças e diferenças entre essas propostas, caracterizamos a proposta do Ensino Através de temas como mediadora entre a prática docente atual e as tendências hoje apontadas pelas pesquisas em ensino de ciências. Percebemos na proposta alguns elementos da abordagem Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) e uma tendência ao rompimento da estrutura curricular dominante no ensino de ciências.

Palavras-Chave: Ensino de Física, Ensino através de temas, Temas geradores, Processo ensino-aprendizagem, CTS.

 

O ENSINO DE QUÍMICA E A APRENDIZAGEM DE ALUNOS SURDOS:
UMA INTERAÇÃO MEDIADA PELA VISÃO

Lidiane de Lemos Neto1, Maria Madalena Alcântara1,Cláudio R. Machado Benite1,2 Anna M. Canavarro Benite2
1Universidade Estadual de Goiás/Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas,
lidilemossp@yahoo.com.br
2Universidade Federal de Goiás/Instituto de Química/ Laboratório de Pesquisa em Ensino de Química
anna@quimica.ufg.br

Resumo: Sob a ótica da Educação Inclusiva deparamo-nos com o avanço tecnológico da sociedade, que há tempos preconiza uma dependência em relação às ciências. Os PCN, por sua vez, defendem a importância de se ensinar ciências, assumindo que, num mundo onde o saber científico e tecnológico é cada dia mais valorizado, é impossível a formação de um cidadão crítico sem conhecimentos básicos necessários para a realização de julgamentos e conseqüentes opções. Considerando que a cidadania se refere à participação efetiva dos indivíduos, tenham eles necessidades educativas especiais ou não, em todas as esferas da sociedade, torna-se evidente a necessidade do ensino de ciências. Pretendemos aprofundar aspectos da educação de surdos, assumindo a “visão” como fundamental no processo de mediação pedagógica. Pautados em bases sócio-históricas e culturais apresentamos uma pesquisa participante sobre o processo ensino-aprendizagem de química numa escola inclusiva do Estado de Goiás. Esta abordagem demonstrou contribuir para o processo ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: educação de surdos, ensino de química, mediação pedagógica, recursos visuais.


O ENSINO NÃO-FORMAL EM MUSEUS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Roberta Smania-Marques1, Rejâne Maria Lira-da-Silva2
12Ciência, Arte & Magia: Programa de Educação e Divulgação Científica da Bahia, Instituto de Biologia, Universidade Federal da Bahia, robertasm@gmail.com
2Ciência, Arte & Magia: Programa de Educação e Divulgação Científica da Bahia, Instituto de Biologia, Universidade Federal da Bahia, rejane@ufba.br

Resumo: Preocupados com a relação entre os museus e o ensino das ciências, desenvolvemos esta pesquisa, investigando 4 dos Museus da Universidade Federal da Bahia, enquanto espaços de ensino não-formal. O objetivo principal deste artigo é mostrar como se caracteriza, se comporta e o que pensa o público escolar que freqüenta estes espaços. Foram aplicados questionários com 10% da média do público escolar mensal de cada um destes museus. Entre os 215 estudantes entrevistados impressionou os 56,3%(n=121) das respostas que afirmaram ser a primeira vez que visitavam um museu. Todos os professores entrevistados(14) afirmaram que estavam trabalhando o conteúdo das exposições em sala de aula, sendo que a maioria(78,5%, n=11) referiu-se a conteúdos ligados à Lei 10.639(temática da “História e Cultura Afro-Brasileira” na educação). Os relatos sobre o programa de educação dos museus da UFBA, tanto de educadores quanto de educandos foram positivos de uma forma geral, com algumas ressalvas.

Palavras-chave: Museus Universitários, Ensino Não-Formal, Divulgação do Conhecimento Científico, Público Escolar em Museus.

 

O ENTENDIMENTO E A IMAGEM DE TRÊS CONCEITOS: DNA, GENE E CROMOSSOMO NO ENSINO MÉDIO.

Alexandra de Castro Lima 1
Márcia Regina Gomes Mayrink Pinton 1, Andréa Carla Leite Chaves2
1PUC-MG. PREPES. Acadêmicas do Mestrado em Ensino de Biologia. E-mail: alexandra.biologia@hotmail.com
2PUC-MG. PREPES. Profa. Dra. do Mestrado em Ensino de Biologia. E-mail: andreacarlachaves@gmail.com


Resumo: O presente estudo teve como objetivo investigar e comparar o entendimento, a imagem e as relações estabelecidas por alunos do ensino médio sobre os conceitos de DNA, gene e cromossomo. Os dados para a análise foram obtidos através da análise de questionário e de desenhos elaborados por estudantes do primeiro, segundo e terceiro ano de Escolas estaduais e particulares de Minas Gerais. De modo geral observamos baixo nível de compreensão destes conceitos, principalmente nos alunos do segundo ano. Os alunos do primeiro ano foram os que apresentaram melhor entendimento dos conceitos mencionados acima, seguidos pelos alunos do terceiro ano. As respostas dos estudantes, independente do ano investigado, foram constituídas de concepções cientificamente incorretas, especialmente em relação ao conceito de cromossomo. Um dos principais problemas detectados foi a dificuldade de relacionar os conceitos de DNA, gene e cromossomo.

Palavras-chave: Conceitos de genética, Entendimento, Imagens, Ensino Médio.


O HUMANO, SEUS DIREITOS E O DISCURSO BIOLÓGICO MODERNO

Eduardo Paiva de Pontes Vieira¹, Silvia Nogueira Chaves²
¹ UFPA/NPADC/SEDUC -PA
² UFPA/NPADC/CENTRO DE EDUCAÇÃO

Resumo: Nessa pesquisa investigamos no discurso biológico moderno, teorias e proposições que legitimam as igualdades e desigualdades sociais a partir de argumentos considerados científicos, a fim de relacioná-las à Educação em Direitos Humanos. Nossa motivação inicial para tal estudo decorreu da identificação de concepções contrárias aos valores humanísticos propostos na Declaração Universal dos Direitos Humanos entre estudantes da educação básica. Com o propósito de estabelecer relações entre Discurso Biológico e Educação em Direitos Humanos, analisamos três obras de referência da Biologia Moderna. O material selecionado foi organizado e investigado com a utilização de princípios metodológicos da análise de conteúdo, proporcionando a visualização de discursos que refutam ou corroboram valores próximos às concepções humanísticas presentes nos Direitos Humanos. A diversidade dos discursos biológicos analisados indicam a necessidade do ensino de valores altruístas e cooperativos, quer por trazerem argumentos reveladores de nossa natureza egoísta quer por defenderem a manutenção de nossa tendência ao altruísmo inato.

Palavras-chave: Biologia Moderna, Ensino de Biologia, Educação em Direitos Humanos, transversalidade.