O CLUBE DE CIÊNCIAS COMO LABORATÓRIO PEDAGÓGICO: ANALISANDO A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS NAS INTERAÇÕES ENTRE ALUNOS.
Luciane de Assunção Rodrigues1, Inês Trevisan2
Ival Rabelo Barbosa Junior3, José Moysés Alves4
1Universidade Federal do Pará (UFPA)/Núcleo Pedagógico de Apoio ao Desenvolvimento Científico (NPADC)/Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM), lucianebelle@yahoo.com.br
2 UFPA/NPADC/PPGECM, inesatm@yahoo.com.br
3 UFPA/NPADC/PPGECM, ivalrabelo@yahoo.com.br
4 Universidade Federal do Pará/faculdade de psicologia, jmalves@amazon.com.br
Resumo: Este artigo relata uma pesquisa sobre construção de conhecimentos nas interações entre alunos em um espaço de educação não-formal, o Clube de Ciências da UFPA. A turma observada era composta por 12 alunos do ensino fundamental, de escolas públicas e com idades variando de 10 a 12 anos. As interações analisadas aconteceram em uma aula em que os alunos discutiram sobre o que entendiam por fósseis. Primeiro eles tentaram definir fósseis, por escrito, individualmente, depois em duplas e finalmente em quartetos. As conversas foram filmadas e posteriormente transcritas. O professor usou uma abordagem comunicativa dialógica. Os alunos mudaram suas definições iniciais, considerando as atividades realizadas em sala de aula, na visita a um museu e em suas experiências cotidianas. Os resultados ilustram superação de conflitos entre pontos de vista moderadamente divergentes e colaboração entre iguais, apontados na literatura como mecanismos interpsicológicos, que contribuem para o desenvolvimento cognitivo e sócio-afetivo.
Palavras-chave: Educação não-formal; abordagem dialógica; interações; construção de conhecimentos.
O CONCEITO DE ENERGIA EM UM LIVRO DIDÁTICO DE
OITAVA SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL
Vinicius Jacques1, Tathiane Milaré2
Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica – UFSC, vinicius@ced.ufsc.br
Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica – UFSC, tathiane@ced.ufsc.br
Resumo: O conceito de energia é de extrema importância ao aprendizado das Ciências e seu caráter unificador torna-o potente e frutífero para balizar, unir e inter-relacionar diferentes conteúdos de Ciências. É um conceito bastante complexo e, segundo pesquisas diversas sobre concepções alternativas, é freqüentemente compreendido de maneira reducionista, atrelado a um único ou poucos fenômenos. O livro didático, por sua vez, mesmo sendo alvo de programas governamentais que avaliam, selecionam e distribuem volumes às escolas, ainda apresenta deficiências e limitações, além de abordagens aquém das discussões realizadas nas comunidades de pesquisa em Ensino de Ciências, como é o caso da existência e importância das concepções alternativas dos alunos. Desta forma, o presente trabalho apresenta uma discussão acerca das concepções alternativas referentes ao conceito de energia e sobre a maneira de abordagem deste conceito proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e presente em um livro didático de oitava série do Ensino Fundamental.
Palavras-chaves: Energia; Livro Didático; Ensino de Ciências.
O CONCEITO DE ENERGIA NA OITAVA SÉRIE
Vinicius Jacques1
José de Pinho Alves Filho2
1 Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica - UFSC, vinicius@ced.ufsc.br
2 Departamento de Física – UFSC, jopinho@fsc.ufsc.br
Resumo: Este trabalho apresenta a análise da abordagem acerca do conceito de Energia em seis livros didáticos de Ciências da oitava série do Ensino Fundamental. Para tal, fizemos uso dos principais resultados provenientes de pesquisas em concepções alternativas para o conceito de Energia e da noção de Perfil Conceitual preconizada por Mortimer (1994). A análise foi realizada a partir dos pressupostos da Análise de Conteúdos preconizada por Bardin (1977), objetivando avaliar o tratamento dado à noção de Energia pelos livros didáticos e se estes levam em conta em seu discurso didático explicativo as concepções alternativas dos alunos.
Palavras-chave: Energia; Livro Didático; Ensino de Ciências.
O CONCEITO DE ONDAS NA VISÃO DOS ESTUDANTES
Shirley Takeco Gobara1 ,Nádia Cristina Guimarães Errobidart2,Simone Machado Marques3
Maria Inês Affonseca Jardim4, Hudson Azevedo Errobidart5, Luiz Felipe Plaça6
1 UFMS/ Professora e orientadora do Programa de Pós-graduação em Educação, gobara@dfi.ufms.br
2 UFMS/ Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação, nacriguer@terra.com.br
3 UFMS/ Mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação, simone_m_marques@yahoo.com.br
4 UFMS/ Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação, inesaffonseca@gmail.com
5 UFMS/ Mestrando do Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências, herobidart13@yahoo.com.br
6 UFMS/ Bolsista PEP- Física, jazsem_konj@yahoo.com.br
Resumo: O objetivo desse artigo é apresentar os resultados de uma pesquisa exploratória que foi realizada para investigar o que os alunos pensam sobre ondas e avaliar de que forma o conhecimento do senso comum pode interferir na aprendizagem de ondas sonoras. Essa investigação faz parte de uma das etapas de um projeto de pesquisa, que está sendo desenvolvido por um grupo de professores, que tem como objetivo geral realizar uma transposição didática que contribua para que o ensino de física, em particular das ondas sonoras, prepare o aluno para interpretar o mundo usando conceitos, leis e teorias científicas, para compreender sua realidade e se preciso transformá-la. O embasamento teórico usado para justificar e analisar as produções dos alunos foram a teoria de Ausubel e a teoria dos Modelos Mentais de Johnson-Laird. As representações mentais observadas nas respostas dos alunos estão baseadas em suas interações com o meio e com suas experiências sensoriais e não apresentaram diferenças significativas entre alunos que pertenciam às escolas de localidades diferentes.
Palavras-chave: modelo mental, onda, aprendizagem.
O CONCEITO DE UNIDADE DE MASSA ATÔMICA
NO LIVRO DIDÁTICO SOB UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA E FILOSÓFICA DA CIÊNCIA
Abraão Felix da Penha1, Álvaro Lima Machado2,
Carmen Silvia da Silva Sá3, Tatiana do Amaral Varjão4
Universidade do Estado da Bahia / Departamento de Ciências Exatas e da Terra -Campus I
1afpenha@uneb.br, 2alma@uneb.br, 3csa@uneb.br, 4tvarjao@uneb.br
Resumo: Este trabalho procura analisar o conceito de unidade de massa atômica nos livros didáticos indicados pelo PNLEM, sob uma perspectiva da História e da Filosofia da Ciência, contrapondo-se ao que é comumente observado, de caráter normativo, oriundo da IUPAC. Tem-se como finalidade subsidiar uma discussão a respeito da construção desse conceito no processo de ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: unidade de massa atômica, ensino de conceitos, História e Filosofia da Ciência.
O CURRÍCULO DA LICENCIATURA EM QUÍMICA DA UFRJ: TENSÕES E DESAFIOS
Elisa Prestes Massena1
1 Universidade Federal do Rio de Janeiro/Faculdade de Educação/Programa de Pós-Graduação em Educação/Doutoranda, elisamassena@yahoo.com.br
Resumo :Pretendemos investigar a história do currículo da Licenciatura em Química da UFRJ, que nos auxiliará na compreensão do processo de constituição da identidade profissional. Este trabalho se apóia em Goodson e Moreira. Foram analisadas as grades curriculares da Licenciatura em Química de 1993 e 2005 e, a participação dos Institutos de Química, Matemática, Física, Geociências, Filosofia e Ciências Sociais, Faculdade de Letras e Educação na oferta de disciplinas para esse curso. Foram investigadas ainda a oferta de disciplinas pelos distintos departamentos do Instituto de Química. Posteriormente, foram comparadas as grades curriculares da Licenciatura com as do curso de Química no mesmo período, fazendo-se uma análise da oferta de disciplinas pelos departamentos. Com os dados obtidos pudemos constatar a maior influência de alguns departamentos, em detrimento de outros na oferta de disciplinas para a Licenciatura, e entender as disputas de poder e influência de determinadas áreas do conhecimento de Química.
Palavras-chave: história do currículo, licenciatura em Química, currículo, identidade;
O CURRÍCULO DE CIÊNCIAS E AS ATUAIS REFORMAS: O QUE DIZEM AS PESQUISAS?
Luciane Cortiano Liotti 1
Odisséa Boaventura de Oliveira 2
1 Mestranda em Educação - UFPR luliotti@hotmail.com
2 UFPR/ Departamento de Educação de Teoria e Prática de Ensino –DETPEN/ odissea@terra.com.br
Resumo: A presente investigação é parte de um estudo maior que aborda as reformas curriculares ocorridas no Estado do Paraná e sua influência na prática pedagógica dos professores de Biologia. Neste trabalho discutimos sobre as pesquisas que abordam temáticas relacionadas ao Currículo das Ciências da Natureza, objetivando observar as diferentes visões e preocupações dos pesquisadores da área ao analisar as implicações das reformas curriculares. Buscamos as publicações nos principais periódicos nacionais, como Ciência & Educação, Investigações em Ensino de Ciências, Ensaio – Pesquisa em educação em ciências; Educação & Sociedade e livros publicados na área. Optamos por pesquisas desenvolvidas a partir de 1999 até 2006, com a finalidade de observar os estudos realizados a partir da elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Encontramos alguns enfoques que classificamos em epistemológicos (abordam relações entre conhecimento escolar e poder), políticos (enfatizam a produção do currículo e sua implementação) e discursivos (envolvem saberes, práticas e discursos pedagógicos).
Palavras chave: currículo, reformas curriculares, prática pedagógica, ensino.
O DESAFIO DE FORMAR PROFESSORES DAS SERIES INICIAIS PARA ENSINAR CIÊNCIAS
Lenir Silva Abreu, Nelson Bejarano, Eliane Greice Davanço,Vânia Finholdt Ângelo Leite
1Universidade Federal da Bahia/Faculdades Jorge Amado, lenirabreu@uol.com.br
2 Universidade Federal da Bahia, bejarano@ufba.br
3 Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, eg.nogueira@uol.com.br
4 Universidade Federal da Bahia, vfaleite@uol.com.br
Resumo: Este artigo faz parte de uma pesquisa de mestrado em Ensino, Filosofia e História das Ciências. Tem o objetivo de analisar a influência da perspectiva reflexiva na formação de professoras de ciências das séries iniciais do ensino fundamental e as conseqüentes mudanças na atuação dos professores. As informações apresentadas baseiam-se na análise dos registros escritos pelas professoras (questionários, reflexões sobre os textos lidos e aulas, e-mails e planejamentos) e dos áudios feitos nos grupos de estudo realizados com professores de uma escola pública municipal de Salvador. Os dados levantados até o momento indicam que a reflexão feita pelo professor sobre sua prática por meio da ajuda de outros e das atividades propostas possibilita um novo olhar sobre o ensino de ciências, além de promover uma maior articulação com o ensino da leitura e da escrita.
Palavras-chave: formação continuada, ensino de ciências, séries iniciais, reflexão.