NECESSIDADES FORMATIVAS DE PROFESSORES DE QUÍMICA NO ENSINO SUPERIOR: VISÕES DE ALUNOS DE PÓS-GRADUAÇÃO
Dulcimeire Aparecida Volante Zanon1
Jane Raquel Silva de Oliveira2, Salete Linhares Queiroz3
1Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)/Departamento de Didática/Campus de Araraquara, cdzanon@uol.com.br
2Universidade de São Paulo (USP)/Instituto de Química de São Carlos, janeraquelo@yahoo.com.br
3Universidade de São Paulo (USP)/Instituto de Química de São Carlos, salete@iqsc.usp.br
Resumo: O objetivo deste trabalho consiste em analisar as visões de alunos de pós-graduação sobre as necessidades formativas do professor de Química do Ensino Superior. A partir de questões relacionadas ao “saber” e “saber fazer” do professor de Química, nesse nível de ensino, os alunos apresentaram suas opiniões sobre os conhecimentos necessários para se ter um bom desempenho na prática de sala de aula. Os resultados demonstraram que a maioria dos alunos priorizou a necessidade de conhecer a matéria a ser ensinada, ou seja, os saberes conceituais. Aliado a esse saber, mas em menor grau, os alunos destacaram a importância dos saberes metodológicos e atitudinais da área específica, como conhecer e aplicar estratégias de ensino, criar uma boa relação entre aluno e professor em sala de aula, reconhecer as concepções espontâneas dos alunos e saber avaliar a aprendizagem.
Palavras-chave: Formação de professores, Ensino Superior, Química.
NOVAS PERSPECTIVAS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO ATRAVÉS DA TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA PARA O CURSO DE ZOOTECNIA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRO-AMBIENTAIS
José Carlos Coelho da Rocha1
Rosangela F. T.de Freitas2, Marco Aurélio de A. Montes3, Claudia Teresa V. de Souza4
1Faculdade de Ciências Agro –Ambientais-Fagram/Núcleo de Pesquisa e Ética, e-mail:pesquisa@fagram.edu.br
2 - Faculdade de Ciências Agro –Ambientais-Fagram/Coordenação do Curso de Zootecnia, e-mail:cordenacao@fagran.edu.br
3 – Doutorando da Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde/Instituto Oswaldo Cruz/ Fundação Oswaldo Cruz -Rio de Janeiro/Brasil, e-mail: montes@ioc.fiocruz.br
4 – Docente do Programa Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde/Instituto Oswaldo Cruz/Pesquisadora do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas/Fundação Oswaldo Cruz –-Rio de Janeiro/Brasil,
e-mail : clau@fiocruz.br
Resumo: No curso de zootecnia, temos a disciplina Bioclimatologia Animal (BA) que enfoca principalmente a adaptabilidade de diferentes espécies de animais de produção a condições climáticas adversas e suas implicações na produtividade, ocupando posição de destaque na formação dos profissionais da área. Neste artigo pretendeu-se avaliar a opinião dos alunos do 5o período em relação ao ensino de BA no curso de zootecnia da Faculdade de Ciências Agro-Ambientais, Rio de Janeiro. Dentre as principais considerações sinalizadas pelos alunos a principal foi à realização de mais atividades práticas. Assim, novas estratégias serão implantadas como: criação de uma disciplina optativa denominada “Práticas em Bioclimatologia Animal” que contará com laboratório móvel. Acreditamos que esta estratégia pode ser uma alternativa eficaz para que o aluno assimile o conteúdo da disciplina, pois possibilitará a construção de significados que passam a fazer parte da história cognitiva individual e conseqüentemente haverá condições propícias para ocorrência da aprendizagem significativa.
Palavras – chave: zootecnia, bioclimatologia animal, ensino-aprendizagem.
O “ABC NA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA – MÃO NA MASSA”:
CONSTRUINDO UMA PROPOSTA DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL COM BASE EM PESQUISA SOBRE A IMPLANTAÇÃO DO PROJETO
Dra. Danielle Grynszpan1 , Msc. Sandra Maria Gomes de Azevedo2,
Msc. Paulo César da Cruz de Azevedo³
1 Setor Alfabetismo Científico LABAIIR/ IOC – Fiocruz, Rio de Janeiro, RJ
2 FAETEC -Instituto Superior de Educação e 2 SEE-RJ, Colégio Estadual Deodato Linhares, Miracema, RJ
³SENAI – Itaperuna , RJ
Resumo: Este trabalho de pesquisa tem como tema o estudo da implantação de um projeto que trouxe uma nova metodologia ligada à melhoria do ensino das ciências em sua interação com a linguagem, adotada em um colégio estadual localizado em Miracema, interior do Estado do Rio de Janeiro. Buscou-se realizar um acompanhamento avaliativo de um projeto educacional, a fim de verificar sua contribuição para o estímulo a um processo investigativo e ao desenvolvimento da argumentação oral e escrita. Foram propostas ações concretas decorrentes do ensino de ciências, ligadas à qualidade de vida e à melhoria do entorno habitado pelos alunos. O projeto contribui para a inclusão social, na medida em que favorece a diminuição da repetência e, conseqüentemente da evasão escolar. Nossa intenção é colaborar para promover o alfabetismo científico-cultural, que significa um letramento que permita maior desenvolvimento cognitivo associado ao fomento a uma prática ética e, cada vez mais, cidadã.
Palavras-chave: Processo investigativo, avaliação, ensino fundamental.
O alcance da teoria do contrato didático: analisando a interação professores, estudantes e novas TECNOLOGIAS
Resumo: Tecnologias da informação e comunicação vêm gradativamente se estabelecendo no ambiente educacional. Da decorrente conseqüência, colocamos em voga nesse trabalho, o processo de ensino-aprendizagem de Física com a utilização desse tipo de ferramenta. Para isto, passamos a tecer nossas reflexões frente à teoria do contrato didático proposto inicialmente por Brousseau (1986), no “jogo das relações” existentes entre professor, aluno e saber, com o propósito aprofundar o entendimento e a compreensão de como a inserção da tecnologia computacional no trabalho escolar, engloba os elementos presentes nesse contrato. Assim, tomaremos como estudo, um trabalho de dissertação, desenvolvido com base no Ambiente Multimídia Telemático (AMEM) da Universidade Federal de Santa Maria, onde mostraremos as implicações para a educação no tocante aos elementos do contrato didático, fundamentais na organização do ensino mediado por tecnologia, por revelar diferentes elementos que perpassam a instituição educacional e qual é o papel da ferramenta nesse processo educativo.
O ALUNO EGRESSO DO ENSINO MÉDIO E SUA ESCOLHA PELA CARREIRA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS: ESFORÇOS REALIZADOS NO CURSO DE ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO DO UNICENP
Nestor Saavedra1
Edson Pedro Ferlin2
1,2Centro Universitário Positivo – UNICENP / Engenharia da Computação / saavedra@unicenp.edu.br
Resumo: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, definiu os perfis dos níveis da educação no Brasil e, através das habilidades e competências, o conseqüente perfil dos alunos egressos do Ensino Médio. Os currículos dos cursos de Engenharia e Ciências Exatas não encontravam-se aptos a lidar com tais mudanças, o que, juntamente com as novas aspirações dos alunos, terminou por provocar uma diminuição na procura pelas carreiras de Ciências Exatas e Tecnológicas, bem como a retenção nas primeiras séries daqueles alunos que procuravam tais cursos.
Tal quadro exigiu uma série de revisões e adaptações dos currículos, atrativos e objetivos dos cursos de Ciências Exatas e Tecnológicas. Este artigo relata os esforços feitos com os alunos das duas séries iniciais do curso de Engenharia da Computação do UnicenP para melhorar a sua adaptação, aprendizado e orientação, para um melhor início em sua carreira tecnológica.
Palavras-chave: Ensino Médio, Ensino de Engenharia, Projetos de Adaptação
O AMBIENTE E SUAS ABORDAGENS NO ENSINO DE CIÊNCIAS: MÉTODOS E REPRESENTAÇÕES
Rossano André Dal-Farra1, Daniela Ripoll2, Marise Basso Amaral3
1Universidade Luterana do Brasil/Programa de Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática/E-mail: rossanodf@uol.com.br
2Universidade Luterana do Brasil/Programa de Programa de Pós-Graduação em Educação e Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática/E-mail:daniela_ripoll@terra.com.br
3Universidade Luterana do Brasil/Programa de Programa de Pós-Graduação em Educação/E-mail: marybas@brturbo.com.br
Resumo: Nas últimas décadas, houve um aumento pronunciado na produção de conhecimento em relação à Educação Ambiental, acompanhado de matérias de jornais e revistas, peças publicitárias e programas televisivos em relação ao tema, repercutindo sobre as atividades realizadas nas escolas, especialmente em relação ao Ensino de Ciências. Diante deste cenário, este estudo tem como objetivo avaliar trabalhos relativos ao tema ambiente e as suas interfaces com o ser humano, visando analisar as representações de ambiente que circulam nas práticas pedagógicas utilizadas em sala de aula. Foram analisados artigos publicados no ENPEC entre os anos de 1999 e 2005, por serem considerados como uma fonte de excelência para verificar o “estado da arte” da pesquisa em Ensino de Ciências no Brasil.
Palavras-chave: Educação Ambiental, Ensino de Ciências, metodologia, representações
O CARÁTER VERIFICACIONISTA (?) DO LABORATÓRIO
ESTRUTURADO
Adelson Fernandes Moreira1
Andréa Rodrigues Guimarães2
1CEFET-MG/Programa de Mestrado em Educação Tecnológica e Coordenação de
Ciências/adelson@deii.cefetmg.br
2CEFET-MG/Coordenação de Ciências/andrearmg@gmail.com.br
Resumo: Neste trabalho, são apresentados os resultados de uma pesquisa cujo objetivo foi conhecer as visões dos estudantes de ensino médio profissional do CEFET-MG sobre as suas vivências no laboratório de Física, que tem um caráter estruturado. Foi elaborada uma ficha com afirmações sobre o laboratório estruturado, utilizada como mediação em entrevistas realizadas com grupos de estudantes totalizando vinte e dois entrevistados. Os estudantes foram solicitados a se posicionar diante das afirmações, que abordaram o seu interesse, sua compreensão sobre os objetivos, as ações realizadas no laboratório, a natureza do conhecimento científico e a relação entre teoria e prática. Essa etapa buscou refinar a ficha para, em um segundo momento, aplicá-la a cento e oitenta estudantes concluintes do ensino médio profissional. Os resultados evidenciaram que a caracterização do laboratório estruturado como verificacionista pode significar um reducionismo, que não reconhece aspectos relevantes do processo vivido pelos estudantes nesse ambiente de aprendizagem.
Palavras-chave: Ambientes de Aprendizagem, Ensino no Laboratório, Laboratório Estruturado
O CICLO DA ÁGUA: A PERSPECTIVA DA COMPLEXIDADE
Giselle Watanabe1, Maria Regina Dubeux Kawamura2
1Instituto de Física/ FEP/ Universidade de São Paulo, gizwat@if.usp.br
2Instituto de Física/ FEP/ Universidade de São Paulo, mrkawamura@if.usp.br
Resumo:As representações sobre o ciclo da água, tanto nos livros didáticos como na expressão de jovens e adultos, contêm, quase sempre, os mesmos elementos de esquematização e resultam bastante simplificadas. Na perspectiva de uma educação ambiental crítica, abordar a eventual escassez futura de água requer um tratamento mais apropriado desse tema. Esse trabalho analisa a possibilidade de se introduzir uma abordagem complexa para o ciclo da água, buscando investigar em que consiste tal abordagem e quais sentidos da questão podem vir a ser incorporados. Para isso, são analisadas inicialmente representações de alunos futuros professores sobre o ciclo da água, tomando-as como indicadoras das simplificações a serem superadas. Em contrapartida, é construída uma abordagem mais ampla, onde procura-se identificar os elementos da complexidade envolvidos. Parte-se do pressuposto de que esses elementos podem contribuir para uma discussão sobre os aspectos relacionados ao ensino-aprendizagem em uma abordagem temática.
Palavras-chave: ciclo da água, complexidade, educação ambiental.