MAPEAMENTO DO CAMPO A PARTIR DE PUBLICAÇÕES EM PERIÓDICOS DAS ÁREAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO NO PERÍODO DE 1999 A 2006.
Laísa Maria Freire dos Santos1
Isabel Martins2
Laboratório de Linguagens e Mediações/NUTES – UFRJ, laisa@biologia.ufrj.br 1
Laboratório de Linguagens e Mediações/NUTES – UFRJ, isabelgrmartins@uol.com.br 2
Resumo :O artigo caracteriza os trabalhos de Educação Ambiental publicados em periódicos da área da educação, ensino de ciências e educação ambiental quanto ao seu caráter temático, suas metodologias e referenciais teóricos e discute sobre como a pesquisa na área problematiza a formação de educadores ambientais. A análise de conteúdo mostrou que os dissensos que constituem o campo refletem na diversidade de abordagens práticas que vão desde atividades de sensibilização até atividades reflexivas problematizadoras da realidade socioambiental na qual estamos imersos, fazendo-se constituir um campo eminentemente interdisciplinar. Além disso, sugerem que o educador ambiental deve ser capacitado para o trabalho interdisciplinar considerando novos modos de relação com o meio ambiente.
Palavras-Chave: Educação Ambiental; Pesquisa em Educação Ambiental; Estado da Arte.
Marcadores-estruturantes: a proposta de um “guia” para a elaboração de cursos de Física Moderna e Contemporânea para o Ensino Médio
Maxwell Siqueira [maxwell_siqueira@hotmail.com]
Guilherme Brockington [mercer112@hotmail.com]
Maurício Pietrocola [mpietro@usp.br]
1Universidade de São Paulo – FEUSP/NuPIC
2Universidade de São Paulo– FEUSP/NuPIC
3Universidade de São Paulo– FEUSP/NuPIC
Resumo: Considerando a necessidade de atualização curricular do ensino de Ciências, novas propostas de conteúdos ou novas metodologias procuram levar, de forma inovadora, conteúdos para à sala de aula do Ensino Médio. Uma dessas maneiras é por meio da inserção de tópicos de Física Moderna e Contemporânea. No entanto, não há na literatura uma ferramenta de análise para tais propostas. Assim, estamos propondo as noções de “marcadores” e “marcadores-estruturantes”, forjadas no contexto da teoria da Transposição Didática, para analisar novas propostas de seqüências de ensino. Apresentamos também um exemplo de como esses “marcadores-estruturantes”podem ser definidos.
Palavras-chave: Atualização curricular, Física Moderna e Contemporânea, Transposição Didática.
MATEMÁTICA COMO ESTRUTURANTE E FÍSICA COMO MOTIVAÇÃO: UMA ANÁLISE DE CONCEPÇÕES SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE MATEMÁTICA E FÍSICA
Ricardo Avelar Sotomaior Karam1
1Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina, karam@cefetsc.edu.br
Resumo: Estudos históricos e epistemológicos evidenciam as inter-relações entre a Matemática e a Física desde a mais remota essência do conhecimento científico, porém, dentro do contexto escolar, essas duas disciplinas têm sido tratadas de forma independente e isso tem contribuído para um distanciamento do interesse dos estudantes pelas áreas exatas. A noção de que é preciso dominar o ferramental matemático inicialmente para poder estudar fenômenos da Física é amplamente divulgada e aplicada em todos os níveis de ensino. Muitos professores de Física creditam o insucesso de seus estudantes à falta de conhecimento matemático dos mesmos, enquanto que diversos docentes da disciplina de Matemática tendem a menosprezar a importância de fenômenos físicos para a criação de objetos matemáticos. Neste trabalho, fomentamos essa discussão e apresentamos um instrumento desenvolvido para categorizar as concepções dos estudantes acerca das relações entre o conhecimento matemático e o físico.
Palavras-chave: Matemática, Física, Inter-relações, Concepções.
MATERIAIS INSTRUCIONAIS NUMA PERSPECTIVA CTSA: UMA ANÁLISE DE UNIDADES DIDÁTICAS PRODUZIDAS POR PROFESSORES DE QUÍMICA
Maria Eunice Ribeiro Marcondes1
Fábio L. Souza2, Erivanildo L. da Silva3, Miriam P. do Carmo4, Rita C. Suart5, Luciane H. Akahoshi6, João B. Santos Jr7, Daniele Torralbo8
1-8Instituto de Química USP/Química Fundamental, mermarco@iq.usp.br
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo investigar como um grupo de professores manifesta concepções de contextualização no ensino de Química com enfoque CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente) na construção de suas unidades didáticas. Os dados foram coletados em um curso de formação continuada para professores da região metropolitana de São Paulo, que teve como estratégia a elaboração de materiais didáticos. A análise dessas unidades foi feita considerando-se: a presença ou não de problematização e seu desenvolvimento ao longo do material; a relação dos experimentos propostos com o tema e a sua natureza (investigativo, ilustrativo, conhecimento de fatos); a relação dos textos com o tema e a natureza das informações (científica, tecnológica, social, ambiental). Foram construídos 4 perfis de contextualização para caracterizar as treze unidades produzidas. Quatro unidades mostraram perfis pouco elaborados de contextualização (exemplificação e descrição) e seis apresentaram perfis mais complexos (problematização e compreensão da realidade).
Palavras-chave: contextualização, CTSA, formação de professores, ensino de química.
MATERIAL DE EQUACIONAMENTO TÁTIL PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIA VISUAL
A. L. Tato 1
M. C. Barbosa Lima 2
1 Colégio Pedro II/ CEFET-RJ, andretato@gmail.com
2 IFADT- UERJ/CEFET-RJ, mcablima@uol.com.br
Resumo: Este trabalho, parte integrante de uma dissertação de mestrado em andamento, teve sua origem durante o acompanhamento semanal extraclasse dos alunos portadores de necessidades especiais visuais, matriculados no curso regular de Ensino Médio do Colégio Pedro II. Nesta atividade de inclusão, foi observada a extrema dificuldade no desenvolvimento matemático de algumas equações básicas para análise de dados pelos alunos com cegueira total, cuja escrita é feita integralmente em Braille. Com o intuito de minimizar tais dificuldades de integração escolar, foi elaborado um material para equacionamento físico matemático que possibilite a equiparação entre deficientes visuais e videntes na realização de atividades que exijam equacionamento de dados. Tal dificuldade, muitas vezes, é disfarçada numa sala de ensino regular, devido ao “auxílio” fornecido pelos colegas que ditam respostas prontas, corroborando e, algumas vezes, aumentando a dependência desses alunos, retirando-lhes a autonomia na execução de tarefas e reduzindo seu valor na atuação de atividades em grupo. Somente através da produção de materiais que atendam às necessidades desses alunos, gerando igualdade de possibilidades, podemos ter um ensino realmente inclusivo.
Palavras-chave: Inclusão, integração, equacionamento de dados, autonomia, atividades em grupo.
MATOFOBIA: COMO PREVENIR ESTE SENTIMENTO NOS ALUNOS ATRAVÉS DE PRÁTICAS DE ENSINO DIVERSIFICADAS
Vera Lucia Felicetti1 , Lucia M.M. Giraffa2
1PUCRS/Faculdade de Física - Mestrado em Educação em Ciências e Matemática, verafelicetti@ig.com.br.
2 PUCRS/Faculdade de Física - Mestrado em Educação em Ciências e Matemática, giraffa@pucrs.br.
Resumo: Este artigo aborda aspectos metodológicos que permeiam o ensino de Matemática. Ressalta a relação existente entre estes e a formação do sentimento de Matofobia no educando. Evidencia o fator linguagem como aspecto fundamental para se estabelecer a comunicação entre professor e aluno, na qual, através da reciprocidade da comunicação, desenvolve-se o contrato didático, reforçado pela transposição didática. Apresenta práticas pedagógicas e metodológicas diversificadas, as quais podem ser utilizadas pelos professores a fim de proporcionar uma melhor compreensão dos conteúdos, evitando a formação da Matofobia, e, conseqüentemente, o sucesso na disciplina de Matemática.
Palavras-chave: Matofobia. Ensino de Matemática. Práticas Metodológicas.
MECÂNICA QUÂNTICA EM SALA DE AULAQUANTUM
Andréia Guerra1
Marco Braga2
José Cláudio Reis3
1- CEFET-RJ, Grupo Teknê, grupo@tekne.pro.br
2- CEFET-RJ, Grupo Teknê, grupo@tekne.pro.br
3- Colégio PedroII, Grupo Teknê, grupo@tekne.pro.br
Resumo: Esse artigo apresenta os resultados de uma pesquisa realizada com estudantes da segunda série do ensino médio de uma escola do Rio de Janeiro. As intervenções dos alunos, durante as atividades, e suas avaliações ao final do processo mostram que o estudo da mecânica quântica a partir de uma abordagem histórico-filosófica, onde as relações entre a ciência e as outras produções culturais são exploradas é um possível caminho para abordar este tema.
Palavras-Chave: Ensino, história e filosofia da ciência