INDICADORES DE NEGOCIAÇÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA
Noemi Sutil1, Paulo Cezar Santos Ventura2, Rejane Aurora Mion3
1UNESP/Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, noemisutil@hotmail.com.
2CEFET-MG/LACTEA - Mestrado em Educação Tecnológica, pcventura@deii.cefetmg.br
3UEPG/Programa de Pós-Graduação em Educação-Mestrado em Educação e Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino, ramion@uepg.br
Resumo: Apresentamos algumas considerações a partir dos dados coletados em pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação-Mestrado em Educação, Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG. A pesquisa teve como objetivo discutir possibilidades e desafios para a formação de professores de Física com a elaboração de propostas educacionais, a partir da análise das negociações entre elementos epistemológicos e sociológicos. A concepção de pesquisa utilizada foi a investigação-ação educacional de perspectiva emancipatória em abordagem etnográfica; os dados são constituídos por registros escritos em “diário de campo”, gravações em áudio e trabalhos escritos elaborados pelos alunos de graduação. Os dados coletados na pesquisa foram reanalisados com o objetivo de identificar e discutir indicadores de negociação e formação de professores de Física. Delineamos os procedimentos para verificação desses indicadores e destacamos o papel que eles desempenham na utilização da análise de negociações como ferramenta para a proposição de interpretações.
Palavras-chave: Formação de Professores de Física, Proposta Educacional. Negociações. Análise de Negociações. Indicadores de Negociação.
INDICADORES PARA DESCREVER MODELOS DO CICLO DA ÁGUA
Pedro W. Gonçalves1, Natalina A.L. Sicca2, Jesus A. Ribeiro3, Maria Â. Garófalo4, Maurílio A.R. Alves5
1Universidade Estadual de Campinas/ Instituto de Geociências/ Departamento de Geociências Aplicadas ao Ensino, pedrog@ige.unicamp.br
2Centro Universitário Moura Lacerda/ Mestrado em Educação, nalsicca@yahoo.com.br
3Rede Municipal de Ribeirão Preto
4Diretoria de Ensino da Região de Ribeirão Preto, magarofalo@uol.com.br
5Universidade de São Paulo/ Departamento de Biologia Campus de Ribeirão Preto
Resumo: Este trabalho procura formular indicadores para descrever o ciclo da água. Considera os modos mais freqüentes de aparecimento desse modelo, procura casos em que há um modelo global e integrado e aproxima o debate do ensino desse modelo. Recorre a atividades realizadas pelo Grupo de Estudos Ensino de Ciência do sistema Terra e formação continuada de professores de 2003 a 2006. No período foi constituído um processo de formação continuada de professores mediante pesquisa colaborativa cujos resultados possibilitam acompanhar mudanças no ensino médio. O ensino de Ciência do sistema Terra mostrou-se importante catalisador de projetos de inovação curricular para ensinar o ciclo da água. Os eixos curriculares perseguidos trataram do ciclo da água, teoria de sistemas, local e cidade e tempo geológico. Houve mudança no modelo de ciclo da água a medida que os professores implementaram inovações curriculares com seus alunos.
Palavras-chave: Ensino de Geociências, ciclo da água, modelo, formação de professores
AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO – TIC E O ENSINO DE BIOLOGIA NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA UEPA
Tânia Roberta Costa de Oliveira1, Jesús Angel Meneses Villagrá 2
1Universidade do Estado do Pará/Departamento de Ciências Naturais/Secretaria Executiva de Estado de Educação, troberta@uepa.br
2Universidade De Burgos/Departamento de Didácticas Específicas, meneses@ubu.es
Resumo: Neste trabalho apresentamos os resultados de uma pesquisa de opinião exploratória realizada com professores de Biologia da Universidade do Estado do Pará, que atuam nos cursos de graduação para Formação de Professores com o objetivo de identificar as dificuldades para a inclusão das Tecnologias da Informação e Comunicação no ensino de Biologia. Trata-se de uma ferramenta importante para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem em Biologia na organização, armazenamento e manipulação do conhecimento. Descrevemos as condições de infra-estrutura física e pessoal disponibilizadas para o desenvolvimento das TIC e apresentamos algumas sugestões para a inclusão dessa ferramenta pedagógica na prática docente como auxiliar na elaboração dos planos de trabalho, estudos e implementação em sala em aula.
Palavras-chave: educação; ensino; biologia; tecnologia; metodologia.
INNOVACIÓN DIDÁCTICA EN EL AULA UNIVERSITARIA: UN ESTUDIO DE CASO
Cristina T. Speltini 1, María Beatriz Roble 2 y Jorge N. Cornejo3
Facultad de Ingeniería (Universidad de Buenos Aires)/Departamento de Física – Gabinete de Desarrollo de Metodologías de la Enseñanza (GDME)/1cristinaspeltini@yahoo.com.ar /2mbroble@fi.uba.ar/3jcornej@fi.uba.ar
Resumen: Los programas de Física básica de nivel universitario, en general, se encuentran alejados de los desarrollos científico – tecnológicos actuales. Entre los obstáculos para realizar cualquier innovación se hallan: el problema del error, la caducidad de los conocimientos, la pertinencia del conocimiento y los saberes previos. El presente estudio analiza la introducción de un contenido habitualmente no tratado en las curricula de las carreras de Ingeniería, como son los conceptos vinculados con Astronomía. Esta innovación se analiza como un sistema complejo, desde diferentes dimensiones de análisis. Se tienen en cuenta la diversidad de estudiantes y docentes, la variedad de los contenidos a enseñar y las múltiples interacciones entre estos factores.
Palabras claves: innovación, transposición didáctica, astronomía, física.
INTERDISCIPLINARIDADE SOB OLHARES DISTINTOS
Valdir Pedro Berti(PG)1;, Carmen Fernandez(PQ)2* carmen@iq.usp.br
1 Universidade de São Paulo – Programa Interunidades de Ensino de Ciências – IQ/IF/IB/FE
2 Universidade de São Paulo – Departamento de Química Fundamental – Instituto de Química
Resumo: A interdisciplinaridade é um termo que tem sido extensamente utilizado no contexto educacional sendo que as interpretações dadas a esse conceito, nem sempre são convergentes. A proposta deste trabalho é a de investigar as concepções de interdisciplinaridade presentes na
literatura e nos documentos oficiais e compará-las com concepções desse termo apresentadas por alguns professores universitários atuantes na pesquisa em ensino de ciências que trabalham na formação inicial e continuada de professores (alguns dos quais foram consultores dos PCNs) e alunos da pós-graduação em Ensino de Química e de professores atuantes do EM. Nossos dados estão baseados em entrevistas semi-estruturadas e a partir delas, elaboramos mapas cognitivos. Nossos resultados mostram que esse termo parece conviver com interpretações bastante distintas.
Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Concepções de professores, Mapa Cognitivos.
INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS DISCIPLINAS CIÊNCIAS NATURAIS E BIOLOGIA: UMA ANÁLISE A PARTIR DE PESQUISAS PUBLICADAS EM ANAIS DE EVENTOS
Noemi Boer
Centro Universitário Franciscano – UNIFRA - Área de Ciências Humanas - nboer@terra.com.br
Resumo: A inserção da educação ambiental nas disciplinas de Ciências Naturais e Biologia é investigada a partir da análise de sete trabalhos de pesquisa acadêmica publicados em anais de eventos com relevância na área educacional brasileira. A análise é de abordagem qualitativa, fundamentada na técnica de Análise de Conteúdo de Bardin (1977). É elaborada a partir de três categorias descritas por Amaral (2001) para reconhecimento do papel desempenhado pelo tema meio ambiente no currículo de Ciências. Consideram-se ainda, na análise, os aspectos transversal e interdisciplinar da educação ambiental. Os resultados indicam a prevalência de concepções e de práticas pedagógicas centradas nas categorias apêndice e eixo paralelo. Os aspectos da transversalidade e da interdisciplinaridade são mais claramente observados nos casos em que a educação ambiental é eixo integrador dos conteúdos das disciplinas em questão.
Palavras-chave: Educação Ambiental. Ensino de Ciências. Eixo integrador.
INSERÇÃO DA TEMÁTICA AMBIENTAL NO CURRÍCULO DE UM CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS: PANORAMA INICIAL A PARTIR DA ANÁLISE DAS EMENTAS
Alessandra Aparecida Viveiro1, Luciana Maria Lunardi Campos2
1UNESP - alessandraviv@yahoo.com.br
2UNESP - camposml@ibb.unesp.br
Resumo: A formação de professores deve atuar numa perspectiva crítica que resultará em práticas inovadoras, questionadoras, criativas e transformadoras no que tange a temática ambiental. Nessa perspectiva, analisou-se as ementas de um curso de formação de professores de ciências. Os resultados apontam reduzida inserção da temática ambiental no currículo e utilização de obras de referência que não contemplam as discussões mais recentes na área de Educação Ambiental. Aponta-se a necessidade da inserção da temática ambiental durante todo o período de formação de professores para que estes possam atuar de forma crítica e inovadora em sala de aula.
Palavras-chave: formação de professores, ensino de ciências, Educação Ambiental.
INSTALAÇÃO DE UMA CÉLULA GIGANTE: AVALIAÇÃO DE UM INOVADOR PROGRAMA DE VISITA A ESCOLAS
Nigro, Rogério G. Campos, Maria C. C. Dessen, Eliana M. B.
Resumo: Neste Trabalho Apresentamos A Avaliação De Um Programa De Visita A Escolas Cuja Atração Principal Era Uma Instalação De Uma ‘Célula Gigante’, Montada Em Uma Estrutura De 4mx4mx2,5m. Essa Instalação Foi Exibida Para Cerca De 7000 Alunos Do Ensino Médio Juntamente Com Várias Atividades Complementares Relacionadas Ao Tema Biologia Celular. Duas Escolas De Perfil Sócio-Econômico-Cultural Muito Distintos Foram Selecionadas Para Esse Estudo. Verificamos Que Estudantes De Uma Destas Escolas, Mais Velhos E De Uma Classe Social Menos Privilegiada, Valorizaram Mais As Atividades Complementares Da Exposição. Por Outro Lado Concluímos Que A ‘Célula Gigante’ Representa Um Recurso De Grande Potencial Para Contextos De Educação Não Formal, Uma Vez Que Esta Instalação Agradou Igualmente Aos Diferentes Públicos Envolvidos Nesse Estudo.
Palavras-chave: Educação não formal; Célula, Educação de Jovens e Adultos.
INTEGRANDO LICENCIATURA E PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AFETIVO SEXUAL - SEE (MG)
Nora Ney Santos Barcelos1 , Viviane Rodrigues Alves de Moraes2, Eleusa Gallo Rosenburg3 , Danielle Akemi Jogo24 Elisa Colombini 4, Jannaina M. E. Martins 4, Rafael F. Freitas 4,
Rafael Faria4
1Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia (INBIO)/ norasb@netsite.com.br
2Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia (INBIO)/ vrdmoraes@yahoo.com.br
3Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia (FAPSI)/ Curso de Ciências Biológicas/
4Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia/ Curso de Ciências Biológicas/
4Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia/ Curso de Ciências Biológicas/
4Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia/ Curso de Ciências Biológicas/
4Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Biologia/ Curso de Ciências Biológicas/
Resumo: Objetivando conciliar o cotidiano da educação dos adolescentes, as possibilidades que o Ensino e Extensão da Universidade Federal de Uberlândia podem oferecer, com as necessidades de uma escola de implementar o Programa de Educação Afetivo Sexual (SEE-MG), um grupo composto por profissionais e acadêmicos de Ciências Biológicas e Psicologia, professores e alunos da escola elaborou e desenvolveu em conjunto, o Projeto Adolescência, Saúde e Sexualidade: pontes nas inter-relações. Subsidiado, na parte teórica pela disciplina Educação, Saúde e Sexualidade e material didático do Programa, Oficinas foram oferecidas para alunos da 7a e 8a série e professores. Nosso maior triunfo foi a construção conjunta do Projeto como parceria curricular entre Licenciatura e Escola, respeitando e conciliando autonomia e demanda de ambas instituições, criando possibilidades de reflexão sobre questões atuais envolvendo sexualidade, adolescência e suas relações, bem como a convivência geradora de aprendizado, que contribuiu com a academia em sua tarefa de formação.
Palavras-Chave: Licenciatura; Programa Educação Afetivo-Sexual