FÍSICA NO BRASIL PARA O ENSINO MÉDIO: UMA PROPOSTA PARA COMPREENSÃO DA CIÊNCIA E DA ATIVIDADE CIENTÍFICA
Estevam Rouxinol1, Maurício Pietrocola2
1Instituto de Física e Faculdade de Educação da USP - umfisico@hotmail.com
2Faculdade de Educação da USP - mpietro@usp.br
Resumo: A construção da ciência engloba aspectos que vão além da objetividade científica. Encarar a ciência dessa forma tem propiciado associar conteúdos com elementos externos à atividade científica. Dessa forma, por entendermos que tais aspectos fazem parte da cultura científica, eles também deveriam fazer parte da educação científica. Neste sentido, o presente trabalho procurou identificar características presentes na ciência e na atividade científica que puderam ser percebidos e/ou compreendidos pelos alunos, principalmente no que diz respeito à percepção da ciência como construção humana, coletiva e não-neutra, no qual estão presentes fatores sócio-culturais na sua elaboração e construção. Com esse intuito, elaboramos e implementamos parte de um curso piloto de física de partículas voltado para o ensino médio em que foram abordados os dois principais trabalhos do físico brasileiro Cesar Lattes, um na radiação cósmica outro no acelerador de partículas.
Palavras-chave: Física Moderna, Física-Brasil, Física de partículas, Ensino de física.
FÍSICA PARA UMA SAÚDE AUDITIVA
Patrícia Weishaupt Bastos1, Cristiano Rodrigues de Mattos2
1 USP/Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências, pwbastos@if.usp.br
2 USP/Instituto de Física – USP, mattos@if.usp.br
Resumo: Neste trabalho apresentamos evidências de que os conhecimentos da física podem ser utilizados como critérios para compreensão de aspectos de uma vida saudável. Utilizamos um enfoque interdisciplinar relacionando os conhecimentos da física, da fisiologia da audição e da fonoaudiologia no sentido de complexificar os instrumentos de leitura do cotidiano. Nesse sentido fazemos um recorte sobre o conceito de vida saudável, explicitando aspectos ligados à saúde auditiva dos indivíduos. Neste trabalho apresentamos parte de uma investigação mais ampla. Aqui apresentamos os resultados da avaliação de uma intervenção cuja construção foi baseada nos pressupostos ditos acima. Ao longo deste trabalho expomos os resultados da intervenção, que foram aplicadas em uma Escola Estadual de Ensino Médio no interior do estado de São Paulo. Elaboramos um conjunto de atividades com base no ciclo descritivo de aprendizagem de Lawson em suas três fases: exploração, introdução do conceito e aplicação do conceito. Como resultado, mostramos que os estudantes passam a incluir, em seus enunciados, o conhecimento físico, em contexto interdisciplinar, como um critério para tomada de decisão no sentido de uma vida auditiva saudável. Um dos principais objetivos dessas atividades é possibilitar que os estudantes conheçam e entendam os malefícios proporcionados pelo hábito de escutar música em alta intensidade. Os resultados indicam uma apropriação de um conhecimento interdisciplinar na representação de problemas ligados à poluição sonora.
Palavras- chave: Interdisciplinaridade, Saúde auditiva, Complexidade, poluição sonora, ensino de ciências
FÍSICA: CAPITAL CULTURAL E TREINAMENTO
Maurício Urban Kleinke 1, Maria José Fontana Gebara 2
1 Instituto de Física “Gleb Wataghin”/Comvest1/Universidade Estadual de Campinas, kleinke@ifi.unicamp.br
2 Doutoranda do Instituto de Geociências2/ Universidade Estadual de Campinas, mgebara@ige.unicamp.br
Resumo: Neste trabalho investigamos o desempenho dos candidatos ao Vestibular da Unicamp, nos seus 20 anos de realização independente, em função de fatores externos à educação formal. Focalizamos nossa atenção nas questões de Física da primeira fase, e, através da análise estatística dos dados, acompanhamos o desempenho dos estudantes associado a duas variáveis: realização de cursinhos pré-vestibulares e capital cultural – aqui medido pelo grau de instrução dos pais. A análise individual das questões possibilitou identificar a profundidade com que determinados tópicos de Física são explorados nas redes pública e particular de ensino, bem como verificar que a interpretação de diferentes formas de linguagem está fortemente associada ao capital cultural do candidato.
Palavras-chave: Vestibulares, análise de questões, Física, capital cultural, treinamento
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS: UMA PERSPECTIVA DE DESENVOLVIMENTO DOS CONHECIMENTOS DOCENTES A PARTIR DE PESQUISA-AÇÃO COLABORATIVA
Kristianne Lina Figueirêdo1, Rosária Silva Justi2
1Universidade Federal de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Educação, Faculdade de Educação, kristiannelina@yahoo.com.br
2Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Química e Programa de Pós-graduação em Educação, Faculdade de Educação, rjusti@ufmg.br
Resumo: Este trabalho apresenta uma discussão teórica sobre o potencial da pesquisa-ação colaborativa na formação continuada de professores de ciências, sustentado pelos pressupostos do paradigma emergente: a racionalidade prática. Esse direcionamento fundamenta-se em vários relatos da literatura sobre incoerências nos programas de formação continuada desses docentes que continuam a serem pensados como “treinamento” de professores para a correta implementação dos conhecimentos produzidos por indivíduos mais experientes, geralmente em cursinhos de curta duração. As argumentações deste trabalho baseiam-se em duas concepções centrais: a) dentre os conhecimentos que constroem e sustentam a excelência profissional dos professores de ciências, o Conhecimento Pedagógico de Conteúdo é extremamente relevante; e b) a aprendizagem docente ocorre segundo a perspectiva cognitivo-psicológica, na qual seus conhecimentos são desenvolvidos segundo o Modelo de Raciocínio Pedagógico.
Palavras-chave: formação de professores, pesquisa-ação, colaboração, conhecimentos dos professores.
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: INTEGRANDO A ANÁLISE DE SOFTWARES EDUCATIVOS SOBRE QUÍMICA A ESSE PROCESSO
Wanderlei Sebastião Gabini1, Renato Eugênio da Silva Diniz2
1UNESP-FC-BAURU/Doutorando-Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, wgabini@uol.com.br
2UNESP-FC-BAURU/Docente-Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, rdiniz@ibb.unesp.br
Resumo: O presente estudo tem como propósito discutir a inserção da análise de softwares educativos em um processo de formação continuada de professores de química, que integra uma tese de Doutorado, bem como apresentar avaliações realizadas pelos docentes a respeito de seis desses recursos. Considerando-se a necessidade de que os recursos tecnológicos criem novas possibilidades para o processo de ensino e aprendizagem, é reconhecida a importância de uma reflexão crítica sobre esses recursos por parte dos professores. Uma interação ativa dos alunos com os conteúdos de química dos softwares pode representar o caminho para a garantia de uma utilização adequada dessa tecnologia.
Palavras-chave: formação continuada de professores, softwares, ensino de química.
FORMAÇÃO CULTURAL DO PROFESSOR DE QUÍMICA: AS ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO
Ms. Ana Cláudia Kasseboehmer1, Prof. Dr. Luiz Henrique Ferreira2
1Departamento de Química/UFSCar, claudiaka@gmail.com
2Departamento de Química/UFSCar, ferreira@dq.ufscar.br
Resumo: Este trabalho propõe-se discutir a importância da formação cultural para os futuros professores de Química e como as atividades acadêmico-científico-culturais (AACC) vêm sendo compreendidas e conduzidas nos cursos de Licenciatura em Química das IES públicas paulistas. Em alguns dos cursos houve a preocupação no planejamento das atividades a serem oferecidas aos alunos, de modo a colaborar para a diversificação de sua formação. Entretanto, em outros, pode ser que a contribuição esperada pelo acréscimo de AACC nos currículos de Licenciatura não seja alcançada e que estas acabem sendo utilizadas para outras finalidades. A primeira impressão, expressa por formadores sobre as AACC, revela uma baixa valorização destas atividades, porém aqueles que buscaram conhecer e compreender os objetivos atribuídos a esta carga horária perceberam a sua importância e passaram a defendê-las também para as outras habilitações do curso de Química.
Palavras-chave: formação cultural; AACC; formação inicial; ensino de Química.
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS
Fernanda da Rocha Branco, Mariana A. Bologna Soares de Andrade,
Deividi Márcio Marques
1 UNESP-BAURU (frochabrando@fc.unesp.br)
2.UNESP/BAURU/BOLSISTA CAPES (marianabologna@yahoo.com.br)
3. 2.UNESP/BAURU (deivid
fc
unesp
br)
Resumo:Os obstáculos encontrados pelos professores de educação básica no ensino de ciências são muitos, ainda mais na educação infantil, onde as dificuldades agravam-se por diversos motivos, entre eles a carência de uma formação mais específica nessa área do conhecimento. Entendemos que atividades de formação continuada são momentos propícios para que professores possam entrar em contato ou atualizar seus conhecimentos científicos. Tendo como objetivo investigar as possibilidades de um curso que utiliza a cozinha como espaço contextualizador para o ensino de ciências na formação de professores da Educação Infantil, esta pesquisa promoveu uma reflexão da prática docente atrelada ao diálogo sobre as diferentes vivências das professoras, proporcionando novos significados que poderão ser incorporadas às suas práticas nas situações concretas de ensino.
Palavras chaves: ensino de ciências, formação continuada, contextualização
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA A DISTÂNCIA: EM BUSCA DE NOVAS PRÁTICAS
Geraldo W. R. Fernandes1, Elisa M. Quartiero2, José A. P. Angotti3,
1UFSC/PPGEC/geraldo@cfm.ufsc.br
2UDESC/Departamento de Educação/elisa@ead.ufsc.br
3 UFSC/PPGECT/angotti@ced.ufsc.br
Resumo: Este artigo é resultado de uma pesquisa empírica qualitativa intitulada: “Práticas Pedagógicas Mediatizadas: delineando caminhos para a formação de professores de Física na modalidade a distância.” Surge aqui, uma preocupação com o crescente número de instituições que oferecem cursos de licenciatura em Física na modalidade a distância, sem antes ter uma metodologia embasada em referenciais com perspectivas didáticas e epistemológicas. Apresenta-se então, um estudo de caso, de uma disciplina do curso de Física na modalidade a distância da UFSC, com o objetivo de elencar elementos que evidenciem as práticas pedagógicas dos docentes e tutores que lecionaram nesta disciplina à luz do Projeto Pedagógico do Curso, de modo a criar uma discussão teórica a respeito deste processo de formação.
Palavras-chave: ensino a distância; formação de professores de Física; práticas pedagógicas.
FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA ÁREA DE CIÊNCIAS: O CONHECIMENTO DIDÁTICO DO CONTEÚDO
Maria Cristina de Senzi Zancul1
1 UNESP /Departamento de Ciências da Educação /Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, mczancul@fclar.unesp.br
Resumo: O objetivo deste texto é discutir questões relacionadas à formação de professores da área de Ciências, partindo de uma reflexão crítica sobre os resultados da aprendizagem científica na educação básica. Observa-se, de modo geral, que os cursos de formação inicial de professores para a área de Ciências, assim como para as demais áreas, apresentam uma separação entre as formações referentes aos conteúdos específicos e aos conhecimentos pedagógicos. Além disso, no caso específico de Ciências para os anos finais do ensino fundamental, a formação é feita, geralmente, em uma única disciplina e não contempla os conteúdos específicos das outras disciplinas que compõem o campo. A partir de uma exposição sobre o conhecimento didático do conteúdo aponta-se que a formação efetiva do professor se revela não apenas em um saber teórico e um saber pedagógico específicos, mas também, e especialmente, em uma capacidade de transformação desses saberes em conteúdos de ensino suscetíveis de aprendizagem efetiva.
Palavras-chave: ensino de ciências; formação de professores; conhecimento didático do conteúdo.