“FAZ CALOR” EM MOSSORÓ?

Francisco Josélio Rafael1, André Ferrer Pinto Martins2
1Centro de Educação Integrada Prof. Eliseu Viana / Mossoró-RN, joselio1969@hotmail.com
2Departamento de Educação / UFRN, aferrer34@yahoo.com.br

Resumo: Neste trabalho relatamos os principais resultados de uma pesquisa empírica levada a cabo com 50 estudantes da 2ª série do Ensino Médio do Centro de Educação Integrada Professor Eliseu Viana, na cidade de Mossoró (RN). Investigaram-se, no âmbito de uma pesquisa qualitativa de caráter diagnóstico, as principais concepções alternativas manifestas pelos sujeitos, em relação aos conceitos de calor e temperatura. Para tanto, foi utilizado um questionário com 9 perguntas, aplicado antes e depois do desenvolvimento de uma estratégia de ensino. Os resultados indicam que: 1) as concepções manifestas pelos questionados estão em acordo com os dados presentes na literatura especializada a esse respeito; e 2) a aplicação da estratégia representou ganhos para os estudantes da turma, em termos do aprendizado das leis e conceitos da Termodinâmica (especificamente dos conceitos de calor e de temperatura), assim como no que se refere à superação de suas concepções iniciais.

Palavras-chave: Concepções alternativas, calor, temperatura, termodinâmica

 

FAZERES PEDAGÓGICOS E PESQUISA SOBRE ARGUMENTAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS

Francimar Martins Teixeira
UFPE/Centro de Educação/ Pós-Graduação em Educação/fmtm@terra.com.br

Resumo: No presente trabalho analisamos pesquisas sobre o discurso argumentativo no processo de ensino e aprendizagem das ciências naturais buscando identificar como a argumentação pode contribuir para desenvolver operações intelectuais características da produção e do aprendizado do conhecimento cientifico tais como comparações, julgamentos, negociações, justificativas, além de atitudes essenciais para a vida em geral como, por exemplo, o aprendizado da escuta, cooperação, respeito e enfrentamento de críticas. Defendemos a relevância deste gênero discursivo nas aulas de ciências desde as séries iniciais do sistema formal de ensino. Apontamos estratégias utilizadas pelos professores para promover a argumentação em sala de aula, dificuldades nos usos destas estratégias e sugerimos alguns caminhos para novas pesquisas e práticas pedagógicas.

Palavras-chave: Argumentação, Ensino de Ciências, Séries Iniciais.

 

FEIRA DE CIÊNCIAS COMO ESPAÇO NÃO FORMAL DE ENSINO: UM ESTUDO COM ALUNOS E PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL

Aline Mendes do Amaral Corsini1, Elaine Sandra Nicolini Nabuco de Araújo2
1Faculdade de Ciências/Unesp/Bauru-SP, aline.corsini@yahoo.com.br
2Pós-graduação em Educação para a Ciência/Faculdade de Ciências/Unesp/Bauru-SP, centro@fc.unesp.com.br

Resumo: Feiras de Ciências são importantes locais de divulgação científica, cujo principal desafio é levar informações científicas e tecnológicas ao público sem ocasionar “reducionismos” nos conceitos. Várias pesquisas sobre ensino-aprendizagem em ambientes não formais buscam verificar se e como as demonstrações experimentais ou as atividades interativas contribuem para a compreensão dos conceitos científicos pelos visitantes. A presente pesquisa constou de duas etapas, na primeira, investigamos se houve aprendizagem de conteúdos científicos, a partir da visita dos alunos da 4ª série do Ensino Fundamental a uma Feira de Ciências. Nosso referencial foi Vigotiski. Na segunda etapa, verificamos a opinião dos professores sobre as Feiras de Ciências. Os resultados obtidos, revelaram que, após a visita, os alunos demonstraram compreensão dos conteúdos abordados. Por outro lado, a maioria dos professores encara as feiras de ciências mais um espaço de entretenimento do que como locais de aprendizagem efetiva.

Palavras-chave: educação em ciências, feira de ciências, ensino-aprendizagem

 

FEIRA DE CIÊNCIAS:O GRUPO DE PROFESSORES E A SUSTENTAÇÃO DE UMA PROPOSTA CURRICULAR

Joana Góes¹, Elisabeth Barolli²
1Programa de pós-graduação/Unicamp/Faculdade de Educação, jojuju@gmail.com
2Faculdade de Educação/Departamento de Ensino e Práticas Culturais/Unicamp, ebarolli@unicamp.br

Resumo: O objeto dessa pesquisa é uma Feira de Ciências que ocorre anualmente numa escola paulistana. Nosso objetivo foi identificar os elementos que sustentam a participação dos professores nesse evento, considerando que as ações desse grupo docente vêm se mostrando fundamentais para a continuidade e evolução qualitativa da Feira como projeto curricular. É uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso. Nos apoiamos em quatro fontes de dados: uma entrevista com o diretor; outra com a coordenadora; uma reunião pedagógica com o grupo de professores; e suas respostas a um questionário. As análises foram realizadas a partir do conceito de intermediário, que buscamos no referencial psicanalítico de Kaës. Como conclusão, identificamos dentre os sujeitos desse grupo a imagem de um ideal de Feira, que sustenta o investimento dos professores em diferentes elementos constituintes da Feira, os quais atuam como intermediários para a manutenção do grupo.

Palavras-chave: feira de ciências, grupo, formação de professores, intermediário, psicanálise.

 

FERRAMENTAS COLABORATIVAS VIRTUAIS: NOVOS ESPAÇOS PARA PESQUISAR E FORMAR PROFESSORES DE CIÊNCIAS

Vanderlei André Cima1, Sônia Maria S.C de Souza Cruz2
1PPGECT/UFSC, vanderlei@cfm.ufsc.br
2Departamento de Física/PPGECT-UFSC, sonia@fsc.ufsc.br

Resumo: Neste artigo são retratados elementos procedentes da interação em uma comunidade virtual formada por um grupo de professores de Física, convidados a discutir sobre um dos grandes desafios da área: a abordagem de temas relacionados com ciência e tecnologia contemporâneas no Ensino Médio. O debate ocorre em um ambiente virtual de ensino-aprendizagem onde vinte docentes de diversas regiões do país freqüentam um fórum assíncrono, registram suas opiniões e acessam uma gama de materiais que servem de suporte à discussão. A partir dos dados obtidos se apresentam algumas evidências da relação de colaboração ocorrida entre os participantes durante o processo, justificando o uso da ferramenta tanto como mecanismo para crescimento profissional e interação social como para fins de registro e pesquisa.

Palavras-chave: Ambientes virtuais colaborativos, Formação de professores, Ensino de Física, Física Moderna e Contemporânea.

 

FÍSICA DE PARTÍCULAS ELEMENTARES NO ENSINO MÉDIO: AS PERSPECTIVAS DOS PROFESSORES EM RELAÇÃO AO ENSINO DO MODELO PADRÃO

Cláudia de Oliveira Lozada1, Mauro Sérgio Teixeira de Araújo2
1  Universidade Cruzeiro do Sul, clalloz@yahoo.com.br
2  Universidade Cruzeiro do Sul, mstaraujo@uol.com.br

Resumo: O presente trabalho é parte de uma pesquisa de Mestrado em andamento cujo objetivo é a introdução do conteúdo de Física de Partículas Elementares no Ensino Médio.
Apresentamos o resultado de uma pesquisa qualitativa com professores de Física do Ensino Médio durante a 16ª Oficina de Física “César Lattes” – Partículas Elementares, promovida pelo Instituto de Física Gleb Wataghin da UNICAMP no mês de junho de 2006. A pesquisa procurou levantar as perspectivas dos professores acerca do ensino do Modelo Padrão no Ensino Médio e, por conseguinte, propor por meio deste trabalho alternativas para a implementação do conteúdo de Física de Partículas Elementares no Ensino Médio. Os resultados evidenciam não somente a predisposição dos professores em ensinar Física de Partículas no Ensino Médio, bem como a preocupação em aliar o ensino de Física de Partículas com suas aplicações, buscando um ensino contextualizado que permita uma melhor compreensão por parte dos alunos.

Palavras-chave: Ciências, Ensino de Física, Partículas Elementares, Modelo Padrão, Formação de professores

 

FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA NO ENSINO MÉDIO:
REVISITANDO ARTIGOS DE REVISTAS

Aline D’Agostin1, Nilson Marcos Dias Garcia2, Álvaro Emílio Leite3
1Universidade Federal do Paraná /PPGE - alinedagostin@bol.com.br
2UTFPR/DAFIS,PPGTE, UFPR/PPG - nilson@utfpr.edu.br
3Universidade Federal do Paraná /PPGE - aelfis@yahoo.com.br

Resumo: Apresenta-se um levantamento bibliográfico de artigos que tratam sobre Física Moderna e Contemporânea (FMC), realizado em três revistas da área de ensino de Física, no período de 2002 a 2007. O objetivo do trabalho foi identificar os artigos que tratem sobre aspectos relativos à presença de conceitos de FMC no Ensino Médio. Os resultados apontam que inúmeras são as propostas de inserção dos conteúdos de FMC, mas que pouco delas chega ao Ensino Médio e que na graduação isso não é muito diferente, com o ensino baseado em formalismos em detrimento dos conceitos. Nos livros didáticos é indicado que aparecem conceitos de FMC de forma errônea ou equivocada. Os artigos que apresentam propostas testadas evidenciam que os alunos do Ensino Médio são capazes de aprender os conceitos de FMC, mas é necessário antes disso dar subsídios para os professores para que eles possam trabalhar de forma significativa esses conceitos.

Palavras-chave: Física Moderna e Contemporânea, ensino de Física, Física no Ensino Médio.

 

FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA NO ENSINO MÉDIO:
EXPECTATIVAS E TENDÊNCIAS

Ligia Valente1, Marcília Elis Barcellos2, Sonia Salem3, Maria Regina Dubeux Kawamura4
1Instituto de Física-USP/ligia@if.usp.br
2Instituto de Física-USP/marcilia@if.usp.br
3Instituto de Física-USP/sosalem@if.usp.br
4Instituto de Física-USP/mrkawamura@if.usp.br

Resumo: O objetivo deste trabalho é analisar as tendências para inserção de conhecimentos de Física Moderna e Contemporânea no Ensino Médio, que vêm se estabelecendo através dos livros didáticos recentes. Pretende-se investigar de que forma essas tendências respondem às expectativas da comunidade de pesquisa em Ensino de Física, expressas nos últimos anos. Para isso, procuramos explicitar as justificativas para a inserção desses novos conteúdos, expressas no âmbito da pesquisa em ensino e em orientações curriculares recentes, confrontando-as com as edições atuais dos textos didáticos de Ensino Médio. Ainda, tendo em vista as reflexões propostas no âmbito da transposição didática, confrontamos os conteúdos desses livros a conhecimentos que adotamos como um “saber de referência”.  Essa análise sinaliza que as principais justificativas para a inserção da Física Moderna e Contemporânea no Ensino Médio não estão incorporadas nos livros didáticos e apontam para a necessidade de que venham a ser melhor discutidas em propostas futuras.

Palavras-chave: Física Moderna e Contemporânea, Ensino Médio, Livro Didático, Seleção de Conteúdos, Transposição Didática.