ETNOGRAFIA NA PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: UMA ANÁLISE DOS TRABALHOS
APRESENTADOS NOS ENPECS
Bianca Alves Dell´Areti1, Elaine Soares França2, Danusa Munford3
1Faculdade de Educação UFMG – Programa de Pós-Graduação – biancadellareti@yahoo.com.br
2Faculdade de Educação UFMG – Programa de Pós-Graduação/ Prefeitura de Belo Horizonte – lainesf@yahoo.com
3Faculdade de Educação UFMG – Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino – danusa@ufmg.br
Resumo: Nas últimas décadas, têm ocorrido discussões relativas à adoção da abordagem etnográfica em pesquisas no campo educacional. Neste trabalho examinamos apresentações orais nos ENPECs que fazem referência à etnografia. Procuramos conhecer as formas de desenvolvimento da etnografia nos estudos empíricos. Os resultados indicam uma pequena representatividade de pesquisas em relação à produção nesses encontros. Além disso, há dispersão menor de autores e instituições, sendo que as principais instituições envolvidas na pesquisa de pós-graduação no Brasil têm representatividade limitada. Entre os trabalhos selecionados, alguns não citam nenhum referencial teórico associado à pesquisa etnográfica. Entre os restantes, um dos principais referenciais metodológicos, está associado a um grupo da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara. No futuro, será essencial uma caracterização mais aprofundada a partir de análises mais detalhadas envolvendo vários tipos de relato de pesquisa e diversas áreas.
Palavras-chave: etnografia em educação, revisão bibliográfica, metodologia de pesquisa, pesquisa em educação em ciências.
EVALUACIONES EN CURSOS UNIVERSITARIOS DE QUÍMICA: ¿QUÉ COMPETENCIAS SE PROMUEVEN?
Liliana Viera1 ,Silvia Ramírez2, Cristina Wainmaier3
1,2,3 Universidad Nacional de Quilmes/ Departamento de Ciencia y Tecnología,
lviera@unq.edu.ar, sramirez@unq.edu.ar, cwainmaier@unq.edu.ar
Resumen: En este trabajo se analizan evaluaciones escritas aplicadas en cursos básicos de química universitaria con el objetivo de determinar en qué medida las mismas promueven la adquisición de competencias valoradas en graduados de carreras científico-tecnológicas. Se proponen tres categorías para la clasificación de las actividades planteadas, definidas en función de las capacidades requeridas para la resolución de las mismas: 1) la memorización de información y el cálculo, 2) el manejo significativo de teorías y conceptos, 3) la integración de aspectos conceptuales, metodológicos y de gestión de la información. Los resultados muestran que el 77 % de las actividades corresponden a la categoría 2, el 23 % a la 1 y no se encontraron actividades correspondientes a la categoría 3.
Palabras clave: evaluación, química, competencias
Evolução das concepções de futuros docentes de Física em um curso de formação inicial
Sandra Regina Teodoro Gatti1 e-mail sandragatti@gmail.com
Dirceu da Silva2 [e-mail (dirceuds@uol.com.br)].
Roberto Nardi3 [e-mail (nardi@fc.unesp.br)].
1Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Educação – Faculdade de Educação – UNICAMP. Mestre em Educação para a Ciência – Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência – UNESP – Campus de Bauru. Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências.
2 Professor Assistente Doutor do Departamento do Departamento de Metodologia de Ensino, Faculdade de Educação – UNICAMP.
3 Professor Adjunto, Livre Docente do Departamento de Educação, Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista, UNESP, Campus de Bauru. Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências. Apoio: CNPq.
Resumo: As dificuldades que se colocam na formação inicial de professores vêm sendo relatadas na literatura sobre o Ensino de Ciências. Um dos problemas refere-se ao fato de que os futuros docentes possuem concepções que podem influenciar sua prática. Nesta pesquisa buscamos discutir formas de envolver a História da Ciência no ensino de Ciências na disciplina de Prática de Ensino de Física, a partir de um curso tendo como pano de fundo o desenvolvimento histórico do tema atração gravitacional. A proposta procurava evidenciar as dificuldades para a mudança de postura na ação docente, propondo um modelo de formação que favoreça a adoção de metodologias de ensino mais voltadas para a construção de conhecimentos. Este trabalho evidencia a evolução das noções dos licenciandos, obtidas ao início e ao fim do processo através do questionário VOSTS. Os resultados revelam a existência e persistência de noções e sugerem dificuldades na adoção de metodologias inovadoras.
Palavras-chave: Ensino de Física, Formação de professores, História da Ciência.
EXPERIMENTAÇÃO E PESQUISA EM AULAS DE QUÍMICA
Carla Barbieri
PUCRS / Porto Alegre, carl.h2o@terra.com.br
Resumo: O presente trabalho é parte da dissertação de mestrado, defendida em janeiro de 2003, do curso de Educação em Ciências e Matemática da PUCRS. Pretendeu-se com ele compreender como os alunos reconstroem seus argumentos, nas aulas de Química, a partir de atividades experimentais. Para tanto foram abordadas as questões: educar pela pesquisa, experimentação e construção de argumentos. O processo de pesquisa deu-se a partir da elaboração de atividades experimentais dialógico-interpretativas, para as quais foram reservados momentos de previsão, descrição subjetiva, a partir de sua prática, e explicação do fenômeno. Da pesquisa, é possível inferir que as atividades experimentais promovem a reconstrução de um conhecimento mais contextualizado e pertinente.
Palavras-chave: experimentação; argumentos; educar pela pesquisa.
EXERCÍCIOS/PROBLEMAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA DO ENSINO MÉDIO: FORMA DE APRESENTAÇÃO E PROPOSIÇÃO
Luiz Clement1, Laís Perini2
1Professor do Departamento de Física da UDESC – Joinville/SC, lclement@joinville.udesc.br
2Aluna do Curso de Licenciatura em Física da UDESC – Joinville/SC, lais.fisica@gmail.com
Resumo: Nas aulas de Física do Ensino Médio há uma dedicação expressiva da carga horária para sessões de resolução de exercícios/problemas. Mesmo assim, o que chama atenção é o baixo desempenho dos alunos nestas atividades didáticas (Gil Pérez et all, 1988; Peduzzi, 1997; Pozo & Crespo, 1998; Clement, 2004). Neste trabalho apresentamos e discutimos alguns aspectos que julgamos importantes na proposição de exercícios/problemas. Para isso, realizamos uma análise dos exercícios/problemas presentes em uma Coleção Didática de Física para o Ensino Médio e relacionamos os resultados com orientações presentes na literatura. Constatamos que a maioria dos exercícios/problemas presentes nos livros didáticos possui o objetivo de fazer com que os alunos aprendam pela memorização, uma vez que, há um número expressivo de problemas quantitativos, de aplicação direta de equações. Em contra partida, poucos são os exercícios/problemas que levam os alunos a processos de reflexão e tomada de decisões, visando uma aprendizagem significativa.
Palavras-chave: Resolução de Problemas, Ensino de Física, Livros Didáticos
EXPERIMENTOS INVESTIGATIVOS EM LABORATÓRIO DE QUÍMICA FUNDAMENTAL
Maria Stela da Costa Gondim1, Gerson de Souza Mól (orientador)2
1Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências - UnB , stelagondim@yahoo.com.br
2Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências - Instituto de Química - UnB, gmol@unb.br
Resumo: Este trabalho relata uma experiência desenvolvida, no primeiro semestre de 2006, na disciplina Laboratório de Química Fundamental, que é oferecida no primeiro período do curso de licenciatura em química da Universidade de Brasília – UnB, correspondente à parte prática de disciplinas de Química Geral. O foco de tal trabalho consistiu em trabalhar atividades experimentais em diferentes níveis de diretividade, considerando uma escala que leva em conta se o problema, os caminhos e meios e a resposta são dados ou não. Dessa forma, os alunos podem seguir um roteiro no qual até a resposta é dada e no outro extremo trabalhar numa situação na qual apresentamos um problema e os grupos de alunos devem propor metodologias viáveis para investigá-lo, executá-las e encontrar as respostas. Assim, desenvolvemos a percepção dos alunos para diferentes abordagens experimentais e os instigamos a desenvolverem o senso crítico e a criatividade na resolução de problemas químicos.
Palavras-chave: experimentos investigativos, química geral, laboratório
EXPLICAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS_ UM CAMINHO A PERCORRER
Mirtes Lira1, Francimar Martins Teixeira2
1UFPE/Educação/ mirtesrl@uol.com.br
2UFPE/Educação/ fmtm@terra.com.br
Resumo: Este estudo trata de uma revisão teórica a respeito da explicação como atividade verbal, e tem como objetivo investigar suas implicações no processo de ensinar e aprender em Ciências Naturais. A escola é um espaço privilegiado em que diferentes explicações sobre o mundo, fenômenos da natureza e as transformações produzidas pelo homem podem ser expostos e comparados. Embora sabendo que a explicação aparece como presença indiscutível na sala de aula, ela se torna despercebida como elemento de reflexão na prática pedagógica. Assim, recorremos aos estudos sobre o ensino de Ciências por ele ser considerado como um espaço de expressão das explicações espontâneas dos alunos e daquelas oriundas de vários sistemas explicativos. Contrapor e avaliar diferentes explicações favorece o desenvolvimento de postura reflexiva, crítica, questionadora e investigativa, de não-aceitação a priori de idéias e informações.
Palavras-chave: Explicação, ensino de ciências, prática pedagógica, concepções, sistemas explicativos.
EXPLICAÇÃO NO ENSINO DE FÍSICA: O USO DE ANALOGIAS EM SALA DE AULA POR LICENCIANDOS
Fernanda C. Bozelli 1, Roberto Nardi 2
1Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências – Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência. Faculdade de Ciências - UNESP Câmpus de Bauru. Apoio: FAPESP – ferboz@fc.unesp.br
2Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências - Professor Assistente Doutor - Departamento de Educação – Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência - Faculdade de Ciências - UNESP - Campus de Bauru. Apoio: CNPq – nardi@fc.unesp.br
Resumo: Esta pesquisa trata do emprego de analogias por licenciandos no ensino de tópicos de termologias e eletricidade em uma situação de estágio de regência. Estamos estudando como explicações utilizando analogias em estratégias didáticas na sala de aula são utilizadas para que ocorra aprendizagem. Descreve-se aqui episódios de ensino acompanhados no âmbito da formação inicial de professores de Física de uma Universidade Pública, durante o estágio de regência, parte integrante de disciplinas de Prática de Ensino de Física. Trata-se de parte de um estudo mais amplo, visando investigar o papel da linguagem no ensino de Física.
Palavras-chave: Ensino de Física; Formação inicial de professores de Física; Linguagem, Explicação, Analogias.
EXPOSIÇÕES MUSEOLÓGICAS DE CIÊNCIA PARA MOTIVAR APRENDIZADO
Franco de Salles Porto1, Erika Zimmermann2
1 Universidade de Brasília/PPGEC/SENAI, franco.porto@df.senai.br
2 Universidade de Brasília/PPGEC/erika@unb.br
Resumo: Pesquisas mostram que aprender é decisão do aluno e que, para isso, há que ser motivado (STIPK, 1996). Esse trabalho trata da exposição museológica como forma de instigar a curiosidade do aluno e, dessa forma, motivá-lo a aprender. Inspirados em Queiroz, Lima e Santiago (2006) organizou-se uma exposição itinerante piloto, exibida durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia realizada em Brasília em 2006, envolvendo conhecimentos de ótica e arte. Este estudo de caso teve como objetivo examinar o impacto da exposição “Câmara Escura” na motivação dos alunos-visitantes para aprender sobre as técnicas dos pintores e a física da máquina fotográfica. Para isso, foram registrados e analisados os diálogos ocorridos durante as visitas. Os resultados apontam para um aumento da motivação para aprender dos visitantes e, portanto, uma exposição museológica, com uma intensa interação entre monitores e visitantes, pode estimular a curiosidade, motivando a aprendizagem.
Palavras-chave: Ensino de Ciências, Espaços Informais de Educação, Exposições Museológicas de Ciência, Interatividade, Aprendizagem em Museus.
EXTENSÃO DA TABELA PERIÓDICA E PROJETO MANHATTAN: HISTÓRIAS TECIDAS NUMA PERSPECTIVA FLECKIANA
Cristhiane Cunha Flôr
Universidade Federal de Santa Catarina – Programa de Pós Graduação em Educação Científica e Tecnológica – cristhianeflor@yahoo.com.br
Resumo: Atualmente, na área da educação científica, a história da ciência aparece como um dos caminhos possíveis para trabalhar como a ciência se desenvolve, e uma visão epistemológica de episódios históricos pode contribuir com abordagens sobre a ciência. No presente trabalho emprego alguns aspectos da teoria do conhecimento de Ludwik Fleck na leitura de episódios históricos envolvendo a síntese de elementos transurânicos e conseqüente alteração da Tabela Periódica, no contexto da execução do Projeto Manhattan. Particularmente, analiso como ocorreu a comunicação das idéias e produções científicas à luz dos conceitos fleckianos de circulação intracoletiva e circulação intercoletiva de idéias. Considero que textos que abordam episódios históricos a partir referenciais epistemológicos podem e devem ser utilizados na licenciatura, a fim de que os futuros professores tenham a experiência da utilização de abordagens históricas. Além disso, a publicação de trabalhos envolvendo episódios históricos pode constituir um acervo de pesquisa para os professores.
Palavras-chave: Abordagens epistemológicas e História da ciência; Ludwik Fleck; Tabela Periódica