ENTRE A INFORMAÇÃO E A MOTIVAÇÃO: UMA ANÁLISE DE VÍDEOS EDUCATIVOS PARA PREVENÇÃO E DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO

Mariana Pinheiro Brendim1, Luiz Augusto Coimbra de Rezende Filho2, Ana Lucia Pinto da Silva3
1Mestranda do Laboratório de Vídeo Educativo / Nutes - UFRJ,  marianabrendim@gmail.com
2Coordenador de Laboratório de Vídeo Educativo / Nutes – UFRJ, luizrezende.ufrj@gmail.com
3Mestranda do Laboratório de Vídeo Educativo / Nutes – UFRJ, annalu_kemmer@hotmail.com

Resumo: Este artigo analisa a produção de vídeos educativos em prevenção e detecção precoce dos cânceres de cabeça e pescoço, com o objetivo de fundamentar uma futura formulação de diretrizes pedagógicas para um vídeo de motivação nesta temática, voltado a graduandos da área da saúde. O resultado da análise de quatro vídeos revela o predomínio do caráter informativo e a necessidade de reavaliação dos recursos estéticos audiovisuais utilizados. Nota-se, na maioria dos vídeos, uma ambigüidade no direcionamento ao público alvo, o predomínio do “formato telejornalístico” e da “narração-off”. O artigo indica alguns princípios para uma nova abordagem no uso e produção de audiovisuais na área da saúde atenta não apenas à informação, mas também aos aspectos motivacionais do espectador, considerando os pressupostos sócio-interacionistas e o contexto sócio-cultural desses sujeitos.

Palavras-chave: vídeo – educação em saúde – prevenção e detecção precoce do câncer  – sócio-interacionismo.


ENTRE OS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS E A SALA DE AULA DE FÍSICA: A PERSPECTIVA DE UMA PROFESSORA

Maria Aparecida Laurindo Polizelle1, Lizete Maria Orquiza de Carvalho2
1 FC-UNESP/PPG em Educação para a Ciência, malpolizelle@ig.com.br
2 FEIS-UNESP/Departamento de Física e Química, lizete@dfq.feis.unesp.br

Resumo: Nesta pesquisa, articulamos uma investigação sobre termos empregados nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), destacando competências e habilidades. Explorando nossa condição de pesquisadora e professora, lançamo-nos numa pesquisa participativa, e estudamos a literatura da área de educação científica relacionada. Analisamos a luz dos PCN, a prática de sala de aula, tanto nossa como dos nossos alunos, que se constituiu de uma série de projetos apoiados na construção de maquetes.  Através da análise de conteúdo, identificamos processos de mobilização de conhecimento, valores ou decisões, tanto dos alunos como da professora. Nossas considerações apontam falta de sentido da meta tácita colocada para os professores pelos textos governamentais ao propor uma lista pré-estabelecida de competências e habilidades. Além disso, recolocamos a relevância de pesquisas como a nossa em que professores em exercício produzem uma sistematização de seu próprio trabalho de professor quando este é pautado nos parâmetros curriculares nacionais.

Palavras-chave: competências e habilidades, formação docente, políticas publica.

 

EPISTEMOLOGIA E FORMAÇÃO DOCENTE: CONCEPÇÕES E APRENDIZAGENS REGISTRADAS NA MEMÓRIA

Paulo Sérgio Araújo da Silva1, Sílvia Nogueira Chaves2
1Universidade Federal do Pára/NPADC,paulo_a_s@yahoo.com.br
2Universidade Federal do Pára/NPADC, schaves@ufpa.br

Resumo: Este trabalho consiste em pesquisa, na qual se busca compreender relações entre reflexão epistemológica e formação docente. Particularmente, investigamos que tipos de reflexões os professores de ciências constroem a partir de discussões sobre o processo de produção e apropriação social da ciência e as relações que estabelecem com suas histórias de atuação e formação profissional. Com essa intenção, investigamos em narrativas memorialísticas produzidas por participantes de um curso de formação continuada: Que reflexão emergiu da inclusão de discussões epistemológicas em seus processos formativos? Como essas reflexões afetaram concepções de ciências, ensino e educação em ciências? Utilizamos, ainda, como fontes as transcrições de aulas do curso; respostas a um questionário e anotações de campo. A análise desse material sinaliza que dentre os aspectos nos quais o debate epistemológico estimulou reflexões, está a dimensão ético-política da ciência. Tais reflexões levaram os professores a reverem seus processos formativos, estabelecendo relações entre produção científica e critérios sociais de validação da ciência, como também a submeterem a análise de suas próprias práticas educativas a esses critérios.

Palavras-chave: Formação docente, epistemologia da ciência, prática pedagógica, concepções de ciência.


ESPAÇO INTERATIVO DO CBME: UMA EXPERIÊNCIA EM
EDUCAÇÃO NÃO FORMAL

Daniel Fernando Bovolenta Ovigli1, Vanessa Soriano Barbuto2, Ana Cláudia Ribeiro Guerra3, Márcia Rozenfeld Gomes de Oliveira4, Leila Maria Beltramini5, Nelma Regina Segnini Bossolan6
Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) / Centro de Biotecnologia Molecular
Estrutural (CBME/CEPID/FAPESP)
1danielovigli@yahoo.com.br; 2vanessasb@ursa.if.sc.usp.br; 3acrg@cdcc.sc.usp.br; 4maroz@ursa.if.sc.usp.br;
5leila@if.sc.usp.br; 6nelma@ifsc.usp.br

Resumo: O Espaço Interativo do CBME compreende uma exposição interativa que contempla assuntos relacionados à Biologia Molecular, Microbiologia e Biotecnologia. Esse Espaço tem por finalidade a divulgação científica, possibilitando à população o acesso a assuntos como doenças tropicais negligenciadas (por exemplo, leishmaniose e doença de Chagas) e o uso da bactéria Escherichia coli em biologia molecular, tratados por meio de painéis explicativos e outros recursos. A estruturação desse espaço de educação não formal iniciou-se com a aplicação de um questionário que considerou as principais dúvidas e interesses de alunos e professores dos ensinos fundamental e médio sobre a temática. A segunda etapa consistiu na elaboração das atividades e expositores segundo uma abordagem interativa e vinculada ao cotidiano. A terceira etapa consiste na avaliação das atividades pelo público visitante, a qual vem indicando resultados satisfatórios, que estão subsidiando melhorias no Espaço.

Palavras-chave: educação não formal, divulgação científica, biotecnologia, microbiologia, educação em museus.

 

ESTAÇÃO CIÊNCIA: FORMAÇÃO DE EDUCADORES E ACOMPANHAMENTO PARA O PROJETO INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO CICLO I - MÃO NA MASSA EM PARCERIA COM A SME/SP

Beatriz A. C. de Castro Athayde, Rita de Cássia P. Borges, Simone Falconi, Erika R. Mozena,
Alexandre H. Kobashigawa
Estação Ciência/USP, beatriz@eciencia.usp.br
Escola Agrotécnica Federal de Cáceres MT/FEUSP/ Bolsista do PIQDTec - MT, maribor@usp.br
Estação Ciência/USP, sifalconi@yahoo.com.br
Estação Ciência/USP, erikamozena@hotmail.com
Estação Ciência/USP, hirofis@yahoo.com.br

Resumo: Este artigo trata-se de um relato da estrutura da formação continuada de educadores em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e seu acompanhamento, que se iniciou em 2006. Apresentamos a estrutura de formação, que se baseia na proposta preconizada pelo programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”. Esse programa é desenvolvido pela equipe da Estação Ciência/USP em São Paulo, sob a coordenação do professor Ernst W. Hamburger, e fundamentado na implementação da metodologia investigativa no ensino de ciências nas séries iniciais do Ensino Fundamental.

Palavra-chave: metodologia investigativa – formação de formadores – ensino de ciências


ESTÁGIO CURRICULAR EM CURSOS DE LICENCIATURA DE BIOLOGIA: DISCUSSÕES SOBRE O PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Lisandra Almeida Lisovski1, Eduardo A. Terrazzan2
1Faculdade Integrado Campo Mourão/Departamento de Biologia, lisandra.lisovski@grupointegrado.br
2Univerdidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências, eduterrabr@yahoo.com.br

Resumo: Este trabalho buscou identificar aspectos relevantes para caracterizar a organização e o desenvolvimento dos Estágios Curriculares de Cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas. No trabalho estiveram envolvidos: professores orientadores de estágio e alunos estagiários de Universidades; professores de biologia (regentes de turma) e membros de equipes diretivas de Escolas Estaduais de Educação Básica (EEB). Neste trabalho pretendemos caracterizar o processo de organização e desenvolvimento do Estágio Curricular dos Cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas nas Universidades envolvidas, bem como das EEB que recebem os alunos estagiários. Buscamos ainda sinalizar caminhos para que essas Instituições de Ensino possam efetivar práticas compartilhadas no que se refere ao planejamento, acompanhamento e avaliação dos Estágios Curriculares.

Palavras-chave: Estágio Curricular, Formação Inicial, Biologia.

 

ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE CIÊNCIAS: ANTES E DEPOIS DA SALA DE AULA

Maria Luiza Gastal1 , Delano Moody Simões da Silva2
1Núcleo de Educação Científica/IB – NECBIO da UnB, gastal@unb.br
2Núcleo de Educação Científica/IB – NECBIO da UnB, delanom@terra.com.br

Resumo: O presente trabalho investiga o impacto da disciplina de Estágio Supervisionado em Ensino de Ciências e da atividade docente nela implicada sobre alunos de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade de Brasília. Para isso, investigou-se, por meio de questionários, qual a percepção que os alunos possuem sobre a disciplina e a prática docente no início e ao final do semestre. Também se buscou identificar as principais resistências ao estágio e as expectativas que cercam esse momento de formação profissional.

Palavras chave: Formação de professores, estágio supervisionado, prática docente.

 

Estágio Supervisionado em Ensino de Química e Diários de Classe: Parceria no Processo de Formação Inicial de Professores de Química

Silvia R. Q. Aro Zuliani

Resumo: O controle pessoal do processo de aprendizagem é uma das linhas mais promissoras na pesquisa educacional. Em relação à formação de professores, parece-nos que esta habilidade seja de fundamental importância como parte integrante da confiança do aprendiz em suas próprias capacidades e habilidades de progressão. Este trabalho tem por base as aulas da disciplina Estágio Supervisionado em Ensino de Química e os sujeitos foram quatorze alunos e a professora. No início do trabalho, a professora solicitou aos alunos que elaborassem semanalmente um diário de classe a fim de relatar e discutir pontos importantes, dúvidas, dificuldades e interesses referentes aos conteúdos desenvolvidos nas aulas cuja construção foi voluntária, e, semanalmente os diários foram lidos e respondidos. A análise dos resultados aponta para uma evolução significativa do processo de reflexão sobre o próprio conhecimento e sua construção. Além disso, os diários apresentados indicam uma crescente auto-regulação da aprendizagem e, conseqüentemente, na construção de conhecimentos aplicáveis a situações de ensino.

Palavras chave: Diários de classe; formação de professores de química; reflexão; regulação e controle da aprendizagem.