ENSINO DE EVOLUÇÃO BIOLÓGICA E A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO CONTINUADA

Roberta Lipp Coimbra, Juliana da Silva
Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática – PPGECIM, Canoas-RS, juliana.silva@ulbra.br

Resumo: Considerada um conteúdo difícil de trabalhar, a teoria da evolução biológica, muitas vezes é trabalhada ao final do plano de ensino por apresentar barreiras conceituais por parte de professores, bem como a influência das crenças religiosas. Esta pesquisa objetivou traçar o perfil acadêmico e profissional de professores de diferentes escolas de Novo Hamburgo-RS, onde se procurou igualmente determinar suas formações, relacionando-as com estratégias e metodologias empregadas face às posturas assumidas pelas escolas sobre o assunto. As concepções que os professores manifestam em suas práticas em sala de aula, bem como pelas dificuldades inerentes ao ensino do assunto evolução biológica, também foram avaliadas. Os resultados revelaram uma forte influência das crenças religiosas na postura dentro da sala de aula. Os dados obtidos apontam para a necessidade de se propor iniciativas tanto para a formação inicial quanto para a formação continuada de professores de biologia, contemplado, de forma integrada o tema evolução biológica.

Palavras-Chave: ensino de evolução biológica, ensino de biologia, crença religiosa, formação de professores

 

ENSINO DE FÍSICA A DISTÂNCIA: COLABORAÇÃO E INVESTIGAÇÃO NA ELABORAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS

Fábio da Purificação de Bastos1, Elena Maria Mallmann2, Sônia Maria Souza Cruz de Souza Cruz3, Araci Hack Catapan4, José André Angotti5
1UFSM/CE/MEN, fbastos@ce.ufsm.br 2UFSC/CED/PPGE, elena@ced.ufsc.br
3UFSC/CFM, sonia@fsc.ufsc.br 4UFSC/CED/MEN, araci@ead.ufsc.br
5UFSC/CED/MEN, angotti@ced.ufsc.br

Resumo: As mediações pedagógica e tecnológica em Educação a Distância (EaD) são caracterizadas pelas etapas cíclicas-espiraladas de elaboração, implementação e avaliação dos materiais didáticos. Em EaD, o caráter hipermidiático é atributo essencial nos escopos das  Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC), com destaque para os Ambientes Virtuais de Ensino-Aprendizagem (AVEA). Nossa preocupação temática é a análise do processo de elaboração de materiais didáticos para o curso de Física na Modalidade a Distância da Universidade Federal de Santa Catarina, tendo como categorias-chave as condutas investigativa e colaborativa numa equipe multidisciplinar. A organização do trabalho potencializou referência aos princípios teórico-metodológicos da investigação-ação escolar. Os indicadores empíricos da participação ativa, ao longo de três anos, qualificam e sinalizam inovação na estrutura conceitual dos materiais didáticos. Destacamos conclusivamente relações entre as mediações em EaD, na formação de professores de Física, com intuito de otimizar as interações docente-discente nas perspectivas  investigativa e colaborativa.

Palavras-chave: Educação a Distância de Física, Material Didático, Colaboração Docente, Investigação-Ação Escolar e Hipermídia.

 

ENSINO DE FÍSICA A ESTUDANTES CEGOS NA PERSPECTIVA DOS PROFESSORES

Amauri Carlos Ferreira1, Adriana Gomes Dickman2
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais/Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática, 1 mitolog@pucminas.br, 2 adickman@pucminas.br

Resumo: Neste trabalho discutimos os desafios enfrentados pelos professores do Ensino Médio ao ensinar Física para estudantes cegos. Utilizamos o método de história oral em sua vertente temática, entrevistando professores que lecionam física para estudantes cegos em escolas regulares. Com base na análise de depoimentos, percebemos que ocorre uma aprendizagem diferenciada desses estudantes em relação a certos conteúdos. Segundo a percepção do professor, conteúdos como a cinemática, que se apóia fortemente na manipulação de fórmulas, privilegiando a utilização da memória, são assimilados rapidamente pelos estudantes cegos em relação aos estudantes videntes. Observamos que, para conteúdos que exigem visualização de diagramas, gráficos e situações, esse grupo apresentou maior dificuldade, expressa principalmente no tempo maior gasto para seu aprendizado.

Palavras-chave: Ensino de Física, Estudantes Cegos, Ensino Médio, História Oral

 

ENSINO E APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS NAS SÉRIES INICIAIS: CONCEPÇÕES DE UM GRUPO DE PROFESSORAS EM FORMAÇÃO

Aparecida de Fátima Andrade da Silva1, Maria Eunice Ribeiro Marcondes2
1 Instituto de Química - Universidade de São Paulo- afasilva@uesc.br
2 Instituto de Química - Universidade de São Paulo- mermarcondes@iq.usp.br

Resumo: Este estudo teve como objetivo investigar a evolução de concepções sobre ensino e aprendizagem de Ciências de quatro alunas do Curso Normal Superior, que vivenciaram e refletiram sobre diferentes situações e aspectos do ensino de Ciências, com abordagem construtivista. A pesquisa foi desenvolvida com ênfase na abordagem qualitativa e, as análises foram feitas segundo duas perspectivas: as concepções das alunas a respeito da participação do aluno no processo de ensino-aprendizagem e a natureza da atividade proposta. Pôde-se perceber uma evolução conceitual gradual e significativa das alunas participantes, desde um modelo tradicional de ensino, identificado nas concepções iniciais das alunas, a um modelo no qual o professor é um orientador e o ensino é feito através de atividades que facilitam a compreensão do fenômeno estudado. Entretanto, as alunas revelaram algumas idéias inconsistentes e incoerentes, indicando a presença de outros fatores que podem estar influenciando a evolução de suas concepções.        

Palavras-chave: Concepções; Ensino; Aprendizagem; Ciências

 

ENSINO INFORMAL DE CIÊNCIAS E A APRENDIZAGEM DA EVOLUÇÃO BIOLÓGICA: UM OLHAR VIGOTSKIANO

Daniel Pauli Lucena1, Alberto Gaspar2
1Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação para Ciência da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista, Bauru, São Paulo, Brasil. E-mail: daniel_lucena@yahoo.com.br
2Orientador e Professor Adjunto do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, Guaratinguetá, São Paulo, Brasil. E-mail: gaspar@feg.unesp.br

Resumo: A teoria da evolução biológica proposta por Charles Darwin tornou-se o eixo organizador do pensamento biológico, e desde a publicação de A Origem das Espécies o tema tem sido amplamente discutido tanto dentro como fora dos ambientes acadêmicos. O ensino e a aprendizagem da teoria da evolução desde então tem passado por várias dificuldades, tanto na aprendizagem dos alunos quanto no ensino pelos professores. O ensino informal de ciências pode ser uma importante ferramenta de auxílio ao professor se bem utilizado em sala de aula. Neste trabalho objetivamos verificar, de acordo com a teoria sócio-histórica de L.S. Vigotski, como alunos de ensino médio informam-se sobre a teoria da evolução e como professores de Biologia de ensino médio trabalham este assunto em sala de aula e se apropriam-se de vias informais de ensino.Além disso, verificamos se professores de ensino médio de Biologia consideram o ensino informal importante ao seu trabalho.

Palavras-chave: Ensino informal, Vigotski, Evolução biológica, Ensino de evolução biológica.

 

ENSINO POR CTSA: ALMEJANDO A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO FUNDAMENTAL

Lúcia Helena Sasseron1, Anna Maria Pessoa de Carvalho2
1Universidade de São Paulo/ Faculdade de Educação, sasseron@usp.br
2Universidade de São Paulo/ Faculdade de Educação, ampdcarv@usp.br

Resumo: Com o intuito de começar o processo de Alfabetização Científica nas séries iniciais do EF, propomos um ensino de Ciências que leve os alunos a trabalhar e a discutir problemas envolvendo fenômenos naturais e as implicações que o conhecimento destes pode acarretar à sociedade e ao ambiente. Para tanto, apresentamos um estudo qualitativo realizado após a aplicação de uma seqüência didática de Ciências em uma 3ª. série do EF. A seqüência foi planejada com o objetivo de permitir que os alunos trabalhassem ativamente no processo de construção do seu conhecimento sobre o mundo, além de possibilitar discussões acerca dos benefícios e prejuízos que as Ciências e suas Tecnologias podem trazer para a Sociedade e Ambiente. Tecemos relações entre o processo de AC e as propostas de ensino com a temática CTSA, e, para tanto, analisaremos as argumentações dos alunos procurando encontrar habilidades que nos mostrem se a AC está começando a acontecer.

Palavras-chave: Alfabetização Científica, Ensino Fundamental, Ensino por CTSA

 

ENSINO SUPERIOR DE QUÍMICA NO MUNICÍPIO DE BARRETOS: UM ESTUDO DE CASO

Ana Leonor Santos Junqueira Franco1, Alzir Azevedo Batista2, Jane Raquel Silva de Oliveira3,
Salete Linhares Queiroz4
1Departamento de Química/Universidade Federal de São Carlos, nonojunq@yahoo.com.br
2Departamento de Química/Universidade Federal de São Carlos, daab@power.ufscar.br
3Departamento de Química/Universidade Federal de São Carlos, janeraquelo@yahoo.com.br
4Instituto de Química de São Carlos/Universidade de São Paulo, salete@iqsc.usp.br

Resumo: Este estudo visa, principalmente, investigar as práticas pedagógicas no Ensino Superior de Química no município de Barretos (São Paulo) e sugerir possíveis estratégias de intervenção. A metodologia de coleta de dados envolveu a aplicação de questionários preenchidos por professores do curso de graduação em Química da Fundação Educacional de Barretos (FEB). Os resultados demonstram que estratégias de ensino diversificadas não são usualmente aplicadas pelos professores. As práticas mais comuns são as aulas expositivas, as abordagens centradas no professor e a utilização de livros-texto. A disponibilidade de equipamentos, materiais de laboratório e materiais na biblioteca não é satisfatória. Provas escritas e atividades relacionadas às aulas práticas de laboratório são as principais formas de avaliação dos alunos. Ações que venham a modificar essa situação são desejáveis, assim como a assistência aos professores no desenvolvimento de suas próprias estratégias de ensino e avaliação.

Palavras-chave: ensino superior; química; estudo de caso.

 

ENSINO SUPERIOR DE QUÍMICA NO MUNICÍPIO DE BARRETOS: UM ESTUDO DE CASO

Ana Leonor Santos Junqueira Franco1, Alzir Azevedo Batista2, Jane Raquel Silva de Oliveira3,
Salete Linhares Queiroz4
1Departamento de Química/Universidade Federal de São Carlos, nonojunq@yahoo.com.br
2Departamento de Química/Universidade Federal de São Carlos, daab@power.ufscar.br
3Departamento de Química/Universidade Federal de São Carlos, janeraquelo@yahoo.com.br
4Instituto de Química de São Carlos/Universidade de São Paulo, salete@iqsc.usp.br

Resumo: Este estudo visa, principalmente, investigar as práticas pedagógicas no Ensino Superior de Química no município de Barretos (São Paulo) e sugerir possíveis estratégias de intervenção. A metodologia de coleta de dados envolveu a aplicação de questionários preenchidos por professores do curso de graduação em Química da Fundação Educacional de Barretos (FEB). Os resultados demonstram que estratégias de ensino diversificadas não são usualmente aplicadas pelos professores. As práticas mais comuns são as aulas expositivas, as abordagens centradas no professor e a utilização de livros-texto. A disponibilidade de equipamentos, materiais de laboratório e materiais na biblioteca não é satisfatória. Provas escritas e atividades relacionadas às aulas práticas de laboratório são as principais formas de avaliação dos alunos. Ações que venham a modificar essa situação são desejáveis, assim como a assistência aos professores no desenvolvimento de suas próprias estratégias de ensino e avaliação.

Palavras-chave: ensino superior; química; estudo de caso