EDUCAÇÃO CIENTÍFICA, VEREDAS E A NOVELA BURITI (NOITESDO SERTÃO, GUIMARÃES ROSA)

1Gilmara Célia Lana Rodarte Lopes 1, Profa. Dra. Silvania Sousa Do Nascimento 2
1- E. E. Hermenegildo Chaves/ Mestranda em Educação FaE/UFMG, gilmara_lopes@yahoo.com.br
2- UFMG/ Faculdade de Educação/ DMTE, silnascimento@ufmg.br

Resumo: Essa comunicação questiona a possibilidade de uso do texto da novela Buriti de Guimarães Rosa como instrumento da educação científica. A discussão embasa-se no fato de que elementos da ciência são abordados com propriedade pelo escritor. Buscamos um aporte teórico que permitisse a definição de educação científica, diálogo e contraposição do conhecimento científico biológico com os elementos científicos incorporados à trama textual selecionada. Analisamos trechos da novela Buriti pretendendo responder a questão proposta. Concluímos que a resposta pode ser uma tarefa individual do leitor da novela Buriti, pois somente aquele que possuir formação sensível aos elementos científicos poderá dialogar com o texto sob essa perspectiva. Nesse sentido, o professor de Ciências e Biologia pode vir a ser o responsável por formar leitores sensíveis aos elementos científicos presentes nas obras literárias. Caso contrário, a leitura da novela Buriti será uma experiência de contato com o universo de produção roseano.

Palavras-chaves: educação científica, veredas, novela Buriti, Guimarães Rosa.

 

EDUCAÇÃO EM CENTROS DE CIÊNCIAS: VISITAS ESCOLARES AO OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO DO CDCC/USP

Pedro Donizete Colombo Junior1, Silvia Calbo Aroca2, Cibelle Celestino Silva3
1Instituto de Física de São Carlos/Universidade de São Paulo; pdcjpj@yahoo.com.br
2 Instituto de Física de São Carlos/Universidade de São Paulo; scalbo@ifsc.usp.br
3 Professora do Instituto de Física de São Carlos/Universidade de São Paulo; cibelle@ifsc.usp.br

Resumo: O presente artigo analisa os resultados obtidos na atividade “Visita Orientada a Grupos Escolares” realizada no Observatório Astronômico do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) pertencente à Universidade de São Paulo (USP) com alunos do ensino fundamental de terceira e quarta séries. Os objetivos da pesquisa foram identificar a influência e motivação da atividade na aprendizagem de conceitos astronômicos. Para isso, utilizamos uma metodologia de pesquisa qualitativa apoiada em observação, aplicação de questionários e
entrevistas semi-estruturadas. Os resultados demonstram que é difícil para as crianças entenderem a noção de espaço e distância no Sistema Solar, por outro lado, a atividade motiva os alunos a retornarem com seus familiares ao Observatório. Enfim, o sucesso de uma visita a um centro de ciências, visando o aprendizado de conceitos básicos, se deve a três momentos: aquele que antecede a chegada, a visita e retorno à sala de aula.

Palavras-chave: educação não formal, centro de ciências, astronomia, Sistema Solar.

 

Educação Matemática Crítica: UMA PERSPECTIVA para o ensino na sociedade científico-tecnológica

Nilcéia Aparecida Maciel Pinheiro1, Sani de Carvalho Rutz da Silva2 Guataçara dos Santos Junior3
1Universidade Tecnológica Federal do Paraná/Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia/nilceia@utfpr.edu.br
2Universidade Tecnológica Federal do Paraná/ Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia/sani@utfpr.edu.br
3Universidade Tecnológica Federal do Paraná/ Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia /guata@utfpr.edu.br

Resumo: Partindo do pressuposto de que o envolvimento entre a matemática e o contexto científico-tecnológico alcança altos níveis de interferência e interdependência, presumimos que isso venha a exigir um trabalho em sala de aula que possa estar contemplando alguns pontos dessa relação, indo em direção a uma educação científico-tecnológica. É importante destacar, que tal preocupação encontra respaldo na Educação Matemática Crítica, a qual tem em seus objetivos pontos em comum com o enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS). Tal enfoque, por sua vez, tem como principal objetivo refletir sobre as questões que envolvem o contexto científico-tecnológico e social. Dessa forma, acreditamos que a relação entre esses dois movimentos, poderá possibilitar a criação de estratégias de ensino-aprendizagem que venham auxiliar a Educação Matemática a formar cidadãos capazes de resolver os mais variados problemas que possam envolver o contexto científico-tecnológico e social.

Palavras-chave: Educação Matemática Crítica, Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS), ensino-aprendizagem.

 

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO EM AULAS DE FÍSICA

Leandro Londero da Silva1
1E. E. E. B. Tito Ferrari/São Pedro do Sul/RS; E.E.E. M. João Isidoro Lorentz/Formigueiro/RS, llondero@bol.com.br

Resumo
Relata-se um estudo sobre a possibilidade de inserção da educação para o trânsito em aulas de Física. Para tanto, justifica-se a inserção mediante estatísticas e amparos legais, analisam-se Coleções Didáticas de Física e de Ciências, bem como conteúdos e os recursos didáticos, elaboram-se Módulos Didáticos (MDs) e implementa-se os MD em turmas de 1º ano do Ensino Médio. Utilizam-se como instrumentos para a análise das implementações: a) a produção escrita dos alunos; b) as avaliações, c) o diário da prática pedagógica com o relato do professor sobre as aulas. Ao final, explicitam-se os possíveis conteúdos conceituais, procedimentais, atitudinais, de educação para o trânsito, os recursos utilizados, as concepções apresentadas por alunos sobre assuntos de trânsito e, ainda, mapeiam-se os conhecimentos construídos e as atitudes por eles criadas. Recomenda-se constituir, na formação inicial e nas escolas, ambientes de discussão sobre a inserção da educação para o trânsito nos currículos escolares.

Palavras-chave: Educação para o Trânsito, Ensino de Física, Materiais Didáticos

 

EDUCAÇÃO SEXUAL:
CONFLITO ENTRE SABERES BIOLÓGICOS E CULTURAIS

Fabiana Aparecida de Carvalho1.
1 Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Bauru – Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência/Faculdade de Ciências, fadhra@yahoo.com.br

Resumo: Este trabalho apresenta algumas discussões sobre a educação sexual e suas relações com a biologia e os saberes culturais, na escola. Desenvolve uma crítica sobre a biologização do conhecimento acerca da sexualidade humana e de sua forte presença no contexto escolar, que muito influencia as práticas de professores. Busca, também, mostrar outras possibilidades, com a articulação de alguns significados culturais para a educação sexual.

Palavras-Chaves: Educação Sexual, Sexualidade, Saberes Culturais e Biológicos, Escola


EDUCAR PELA PESQUISA EM FÍSICA

Marcelo Vettori 1, Ana Lúcia Imhoff 2
1PUCRS,  Mestre em Educação em Ciências e Matemática, mvettori@gmail.com
2PUCRS, Graduanda em Física, manali@terra.com.br

Resumo: Pretendemos neste artigo relatar uma experiência de ensino da física com pesquisa em sala de aula, bem como divulgar o trabalho que foi desenvolvido com os alunos do segundo ano do ensino médio de uma escola particular. Visamos nesse trabalho, apresentar o “Educar pela Pesquisa” proposto por Pedro Demo, e avaliar como essa modalidade de ensino pode favorecer o aprendizado em física, oportunizando o crescimento dos alunos em suas argumentações sobre os fenômenos físicos da acústica. Os resultados foram obtidos por meio da análise textual qualitativa das produções escritas pelos alunos e dos apontamentos feitos pelo autor. Sugerimos que um dos caminhos possíveis para aprender física é a realização de pesquisas orientadas para o questionamento de verdades estabelecidas, a construção de argumentos que fundamentem essas ou novas verdades e a comunicação dos conhecimentos construídos nesse processo por meio de produções textuais e nas críticas e sugestões dos leitores.

Palavras-chave: educar pela pesquisa, aprendizagem, ensino de física.

 

EDUCAR PELA PESQUISA EM FÍSICA

Marcelo Vettori 1, Ana Lúcia Imhoff 2
1PUCRS,  Mestre em Educação em Ciências e Matemática, mvettori@gmail.com
2PUCRS, Graduanda em Física, manali@terra.com.br

Resumo: Pretendemos neste artigo relatar uma experiência de ensino da física com pesquisa em sala de aula, bem como divulgar o trabalho que foi desenvolvido com os alunos do segundo ano do ensino médio de uma escola particular. Visamos nesse trabalho, apresentar o “Educar pela Pesquisa” proposto por Pedro Demo, e avaliar como essa modalidade de ensino pode favorecer o aprendizado em física, oportunizando o crescimento dos alunos em suas argumentações sobre os fenômenos físicos da acústica. Os resultados foram obtidos por meio da análise textual qualitativa das produções escritas pelos alunos e dos apontamentos feitos pelo autor. Sugerimos que um dos caminhos possíveis para aprender física é a realização de pesquisas orientadas para o questionamento de verdades estabelecidas, a construção de argumentos que fundamentem essas ou novas verdades e a comunicação dos conhecimentos construídos nesse processo por meio de produções textuais e nas críticas e sugestões dos leitores.

Palavras-chave: educar pela pesquisa, aprendizagem, ensino de física.