É POSSÍVEL DEFINIR CONTEXTOS DE USO DE ZONAS DE PERFIL CONCEITUAL COM UM QUESTIONÁRIO?

Esdras Viggiano1, Cristiano Rodrigues de Mattos2
1 Universidade de São Paulo/Instituto de Física,  esdras@if.usp.br
2 Universidade de São Paulo/Instituto de Física, mattos@if.usp.br

Resumo: Quando se fala em educação, na maioria das vezes, as pessoas se referem a ensinar e a aprender. Entretanto, nem sempre estão utilizando as mesmas representações sobre esses conceitos. É possível, a partir da noção de perfil conceitual, assumir que as diferentes zonas do perfil são utilizadas dependendo do contexto. Apesar de não ser usual no levantamento de perfis conceituais levarem-se em conta o contexto de uso, construímos um questionário com objetivo de estabelecer diversos contextos para avaliar o uso de zonas dos perfis conceituais de ensinar e de aprender em contextos específicos. Neste trabalho avaliamos se as questões propostas definiram os contextos e as relações deste com o uso das zonas de perfil conceitual.

Palavras-chave: perfil conceitual, delimitação de contextos, ensinar e aprender

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL – UMA PARCERIA ENTRE A ESCOLA E UMA RESERVA FLORESTAL URBANA

Mara Luciane Kovalski1, Sara Lúcia Orlato Selem2, Natália Gomes Fernandes3, Anne Caroline Olivo4, João Roberto Máximo Júnior5, Priscilla Rodrigues Bonnici6, Ana Lúcia Olivo Rosas Moreira7
1Universidade Estadual de Maringá/ Projeto Parque do Ingá em Revista – DEX- UEM, maraluciane@yahoo.com.br
2Universidade Estadual de Maringá/ Projeto Parque do Ingá em Revista – DEX- UEM, selembio@yahoo.com.br
3Universidade Estadual de Maringá, natyzinhagf@gmail.com
4Centro Universitário de Maringá – CESUMAR/ Especialização em Planejamento Ambiental, annezinha_olivo@yahoo.com.br
5Universidade Estadual de Maringá / Mestrando em Educação para as Ciências e o Ensino de Matemática – PCM – UEM, biomaxjr@yahoo.com.br
6Universidade Estadual de Maringá/ Projeto Parque do Ingá em Revista – DEX- UEM, pribonnici@yahoo.com.br
7Universidade Estadual de Maringá / Departamento de Biologia – DBI – UEM, rosasmoreira@brturbo.com.br

Resumo: Atividades Interpretativas em ambientes florestais são importantes ferramentas em Unidades de Conservação, aliadas à Educação Ambiental aproximam os visitantes das áreas naturais, promovendo sensibilização e conhecimentos para a conservação ambiental. Este trabalho busca investigar a inter-relação entre professor/aluno/monitor durante Aulas Interpretativas no Parque do Ingá.  A pesquisa foi realizada por meio de questionários para professores e monitores e aplicados após as trilhas no período de junho e julho de 2007, obtendo dados qualitativos e quantitativos. Dentre as análises observamos uma interação entre todos os participantes o que favorece ao bom rendimento das trilhas, a participação ativa e o interesse na observação do sistema florestal. Destaca, ainda, a importância desta estratégia pedagógica para o processo ensino-aprendizagem dos alunos visitantes da reserva.

Palavras-chave: ambiente florestal, educação ambiental, reflexão docente.

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ENSINO DE CIÊNCIAS EM LAGARTO/SE

Eline Matos Martins1, Marlécio Maknamara2
1UFS/Licenciatura em Ciências Biológicas/elinebibia@ig.com.br
2UFS/Departamento de Biologia/marlecio@ufs.br

Resumo: A presente pesquisa foi desenvolvida junto a docentes de três escolas públicas de Lagarto/SE, com o objetivo de analisar a educação ambiental no ensino de Ciências a partir das idéias de interdisciplinaridade e de contextualização dos seus professores. Para tanto, professores de Ciências foram entrevistados por meio de um questionário contendo perguntas abertas, utilizando-se a temática da vegetação ciliar como meio de encaminhamento das perguntas e obtenção das respostas. Os resultados mostraram que todos os professores, apesar de abordarem a temática da mata ciliar, a qual faz parte da realidade local, o fazem com um caráter preservacionista e sob a forma de uma educação ambiental não-integrada ao ensino de Ciências, o que demonstra uma visão fragmentada da referida questão ambiental e das formas de sua abordagem em conexão com o ensino de Ciências.

Palavras-chave: educação ambiental; ensino de ciências; vegetação ciliar.


EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ENSINO DE CIÊNCIAS: A FALA DE PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL

Amarildo Dutra Liboa1, Rose Mary Latini2, Maylta Brandão dos Anjos3
1Colégio Estadual Lions Clube de Paraíba do Sul, amarildolisboa@ig.com.br
2Programa Stricto Sensu do Centro Universitário Plínio Leite, rmlatini@uol.com.br
3Programa Stricto Sensu do Centro Universitário Plínio Leite, maylta@yahoo.com.br

Resumo: O ensino de ciências do ambiente demanda uma formação de professores que englobe a compreensão do tema de forma a ampliar os conhecimentos e proporcionar melhores condições para a prática pedagógica. Sendo assim, este trabalho foi desenvolvido com os professores, discentes do Curso Normal Superior do Instituto Superior de Educação e teve por objetivo investigar a contribuição da formação para prática docente, a partir da concepção de ambiente destes sujeitos, atuantes no primeiro segmento do Ensino Fundamental, da cidade de Três Rios. Os resultados indicaram ampliação na percepção dos sujeitos da pesquisa sobre a educação ambiental e maior elaboração da prática pedagógica, entretanto, em alguns, a visão não contextualizada de natureza ainda permaneceu no discurso. O que indica que trabalhos dessa natureza devem ter prosseguimento porque ocasionam um locus propício para uma prática docente reflexiva.

Palavras-chave: Ensino de Ciências, Educação Ambiental, Formação de Professores.

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ENSINO DE MATEMÁTICA: ABORDAGEM  DO TEMA “DEPREDAÇÃO DO PATRIMÔNIO ESCOLAR” EM  UMA ESCOLA ESTADUAL 

Regina Helena Munhoz 1*, Renato Eugênio da Silva Diniz 2*
1 Doutoranda e Professora da E. E. Padre Antonio Jorge Lima (Bauru) e da Faculdade Gennari e Peartree (Pederneiras), São Paulo, Brasil, reginamunhoz@ig.com.br
2 Departamento de Educação, Instituto de Geociências, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, São Paulo, Brasil, rdiniz@ibb.unesp.br
* Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista pgfc@fc.unesp.br

Resumo: O presente trabalho refere-se à pesquisa de doutorado da primeira autora deste artigo cujo desenvolvimento se deu entre os anos de 2005 e 2006, e que teve como objetivo conhecer e analisar as potencialidades de um projeto envolvendo a Educação Ambiental e a Educação Matemática no sentido de produzir um processo de ensino/aprendizagem mais significativo para os participantes do mesmo (professoras de matemática e alunos). Primeiramente formamos um grupo de estudos com as quatro professoras efetivas de matemática de uma escola estadual e este grupo, seguindo a metodologia da pesquisa-ação, elaborou um projeto abordando o tema “Depredação do Patrimônio Escolar” que foi desenvolvido com os alunos de 7º e 8º séries. Os alunos participantes além de verificarem os gastos com uma reforma realizada na escola, refletiram sobre o que poderia ser feito para que o patrimônio escolar não fosse mais depredado e foram divulgadores disso para os demais alunos da escola.

Palavras-chave: educação ambiental, educação matemática e pesquisa-ação.


EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM AULAS DE QUÍMICA: O DESAFIO DE SUPERAR CONCEPÇÕES CONSERVACIONISTAS EM DIREÇÃO A UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA

Elton Lima da Silva1, Humberto Lima da Silva2, Wildson L. P. dos Santos3
1UnB – Universidade de Brasília, Instituto de Química, elcristao@unb.br
2 UnB – Universidade de Brasília, Instituto de Química, humberto_lima1@yahoo.com.br
3 UnB – Universidade de Brasília, Instituto de Química, wildson@unb.br

Resumo: Este artigo trata de uma pesquisa com alunos de ensino médio sobre um projeto envolvendo educação ambiental em aulas de Química. O projeto foi desenvolvido em uma escola pública situada numa cidade do Distrito Federal, a qual convive com diversos problemas ambientais. O objetivo deste trabalho consistiu em analisar percepções de alunos a respeito de aspectos desse projeto, tais como mudança de atitudes e concepções. A investigação foi feita por meio da aplicação de questionários e entrevistas a alunos, ao final do ano letivo de 2006. Pôde-se verificar que trabalhar educação ambiental no ensino de Química é um desafio. Apesar de os alunos terem apresentado certo conhecimento sobre causas e conseqüências de problemas ambientais, isso não significou que necessariamente eles tenham tido mudança de atitude e nem tenham compreendido uma visão crítica de EA.

Palavras-chave: Educação ambiental, ensino de Química, educação ambiental crítica

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM AULAS DE QUÍMICA: REFLETINDO SOBRE A PRÁTICA A PARTIR DE CONCEPÇÕES DE ALUNOS SOBRE MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Erlete Sathler de Vasconcellos1, Wildson Luiz Pereira dos Santos2
1Universidade de Brasília, Instituto de Química, erlete2@hotmail.com
2Universidade de Brasília, Instituto de Química, wildson@unb.br

Resumo: Esta pesquisa faz parte de um trabalho de Dissertação de Mestrado em Ensino de Ciências, tendo como objetivo geral investigar concepções que alunos de uma turma de terceiro ano do ensino médio apresentaram de meio ambiente e educação ambiental (EA) após a aplicação do projeto “Química, Indústria e Meio Ambiente”. A aplicação do projeto visou inserir tópicos de EA em aulas de Química. Os dados que possibilitaram a análise foram retirados de uma redação solicitada aos alunos da turma ao final do ano letivo. Os resultados da pesquisa evidenciam que apesar de ao final do projeto, predominar uma concepção não-naturalista de meio ambiente, a visão de EA permaneceu preservacionista para muitos. Constatou-se que vários alunos incorporaram uma visão socioambiental. A análise de proposições relativas às aulas ministradas indica a necessidade de mudanças na abordagem de EA e da inclusão de outros tópicos nessas aulas.

Palavras-chave: meio ambiente; educação ambiental; ensino de Química; educação ambiental crítica.


EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM PROJETOS DE APRENDIZAGEM: AS LIDAS DE UM GRUPO DE PROFESSORAS NA TECITURA DE UMA REDE DE COLETIVOS

Moacir Langoni de Souza1, Maria do Carmo Galiazzi2
1Fundação Universidade Federal do Rio Grande –  langoni@vetorial.net
2Fundação Universidade Federal do Rio Grande –  mcgaliazzi@yahoo.com.br

Resumo: Focalizam-se os movimentos de formação permanente nas lidas de um grupo de professoras que, via Projetos de Aprendizagem, pretendeu incorporar princípios da Educação Ambiental ao currículo numa escola de ensino médio. Procuramos evidenciar a constituição de uma comunidade de aprendizagem permeada por uma rede de interações no âmbito de um projeto interinstitucional em que se objetiva articular formação permanente com desenvolvimento curricular. Ao problematizarmos nossas teorias e tecermos nossa trama pedagógica carregada de intencionalidades, também realizamos um movimento em que nos percebemos nessa rede. Apresentam-se compreensões elaboradas a respeito do trabalho desenvolvido com a metodologia de Projetos de Aprendizagem, enquanto parte dos diálogos que fazemos com as professoras, principais interlocutoras nesse processo. Estes diálogos evidenciam a possibilidade de produção de compreensões a respeito do trabalho de forma mais válida.

Palavras-chave: Educação Ambiental; Currículo; Projetos de Aprendizagem.

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO PARA O CAMPO: UM SABER NECESSÁRIO

Sandra Lucia de Souza Pinto Cribb1, André Yves Cribb2
1Centro Universitário Plínio Leite/Programa de Pós-graduação Strictu Sensu, sandralucribb@yahoo.com.br
2Embrapa Agroindústria de Alimentos/Área de Comunicação e Negócios, aycribb@ctaa.embrapa.br

Resumo: Este artigo aborda a necessidade da educação ambiental para as escolas do campo, pois esta resgata valores diversificados fundamentais para uma visão e uma atuação abrangentes por envolver as instâncias ética, ecológica, econômica, política, social, histórico-cultural e tecnológica, necessárias para preparar os cidadãos como co-responsáveis na resolução de problemas ambientais e para outras transformações no que se refere à superação das desigualdades sociais, da dominação da natureza e da degradação ambiental. Propostas inovadoras devem permear os projetos político-pedagógicos da educação para as comunidades do campo para que sejam formados cidadãos reflexivos, críticos e participativos que objetivem encontrar a solução dos problemas ambientais e contemplar novas relações entre os sujeitos da educação e os seus conhecimentos e tradições. Assim, enfatiza-se a necessidade da educação ambiental ser implementada em todos os níveis e modalidades de ensino, principalmente no ensino básico, seguindo a proposta dos parâmetros curriculares e dos pressupostos do desenvolvimento sustentável.

Palavras-chave: Educação, educação ambiental, desenvolvimento sustentável.

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: OBSTÁCULOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Ana Cristina Moraes da Costa1, Danielle Grynszpan2
1 CIEP-165 Brigadeiro Sérgio Carvalho - E-mail: acmoraescosta@gmail.com
2 Fundação Oswaldo Cruz/FIOCRUZ – E-mail: danielle@ioc.fiocruz.br

Resumo: Neste trabalho procuramos discutir as práticas pedagógicas ligadas às questões ambientais na educação formal. Apesar da orientação interdisciplinar recomendada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino fundamental, buscamos fazer uma análise acerca dos motivos pelos quais os temas transversais ainda não são desenvolvidos de acordo com as recomendações. Salientamos, por meio de uma reflexão baseada em referenciais teóricos, o papel central dos diferentes tipos de interação, em um trabalho voltado para a formação do cidadão que une o ensino à educação não formal, bem como diversos atores sociais. Por fim, trazemos à baila as concepções sobre Educação Ambiental, apresentando a proposta de um trabalho que integra as ciências naturais às sociais e que, ainda, busca superar a interdisciplinaridade e caminha na direção de um enfoque transdisciplinar.

Palavras-chave: Educação Ambiental, Ensino, Tema Transversal, Interdisciplinaridade.