CONTRIBUIÇÕES DA AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO BÁSICA, NO CONTEXTO DA METODOLOGIA DE PROJETOS.
Cacilda Lages Oliveira1, Dácio Guimarães de Moura2
1 CEFET/MG / Departamento de Pesquisa e Pós-Graduação, clo-@terra.com.br
2 CEFET-MG/ Departamento de Pesquisa e Pós-Graduação, dacio@dppg.cefetmg.br
Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar e avaliar o significado e as contribuições do fator afetividade na Educação Básica, no contexto da Metodologia de Projetos (MP), considerando como base de análise um projeto interdisciplinar desenvolvido numa escola particular de Belo Horizonte - MG. Procurou-se investigar o potencial da MP, como base para o desenvolvimento da afetividade nas atividades escolares. Partiu-se do pressuposto de que a MP apresenta-se como uma proposta educacional com potencial para promover a afetividade, por meio de atividades lúdicas. Foi realizado estudo de caso de aplicação da MP verificando-se o envolvimento dos alunos como protagonistas no processo de aquisição do conhecimento. Usou-se observação, entrevista semi-estruturada, questionários como instrumentos de coletas de dados. A pesquisa mostrou que a MP integra diferentes áreas do conhecimento; coloca o professor no processo da aprendizagem e não só do ensino; permite aos alunos praticar, resolver problemas e desafios que lhes forem apresentados.
Palavras-chave: Metodologia de Projeto, Afetividade, Cognição.
CONTRIBUIÇÕES DA HISTÓRIA DA CIÊNCIA PARA FORMAÇÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO CIENTÍFICA: O QUE DIZEM OS ARTIGOS SOBRE LAVOISIER NO PERIÓDICO QUÍMICA NOVA DE 1978 A 2004
Hélder Eterno da Silveira1, Pedro da Cunha Pinto Neto2
1Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Química/helder@iqufu.ufu.br
2Universidade Estadual de Campinas/Faculdade de Educação/pedrocpn@unicamp.br
Resumo: Este trabalho apresenta os resultados de uma investigação documental no periódico Química Nova, publicação da Sociedade Brasileira de Química, entre 1978 e 2004. Selecionamos os artigos que abordam a vida e/ou obra de Lavoisier (1743-1794), o qual aparece em publicações escolares como o “pai da química moderna”. Tal construção possivelmente está ligada ao trabalho de historiadores da ciência e suas concepções sobre o desenvolvimento desta. Identificamos nove artigos discutindo esta temática. Embora a maioria afirme o papel fundamental de Lavoisier na ciência, encontramos questionamentos sobre a “Revolução Química”, considerando inexato atribuirmos apenas à Lavoisier a responsabilidade por estabelecer uma teoria química que determine seu nascimento. Tais artigos podem colaborar na desconstrução da idéia de “mitos e gênios da ciência”, que isoladamente propõe e estabelecem as bases de uma disciplina científica. Essas idéias geram distorções a respeito da natureza e do desenvolvimento das ciências, e dos processos sociais e históricos nas quais estão inseridas.
Palavras-chave: história da ciência, Lavoisier, formação de professores, educação científica
CONTRIBUIÇÕES DE UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS
Carol Lindy Joglar Fávaro1, João Bernardes da Rocha Filho2, Nara Regina de Souza Basso 3
1PUCRS/Mestrado em Educação em Ciências e Matemática carolfavaro@pop.com.br
2PUCRS/Mestrado em Educação em Ciências e Matemática jbrfilho@pucrs.br
3PUCRS/Mestrado em Educação em Ciências e Matemática nrbass@pucrs.br
Resumo: O artigo descreve uma experiência de formação continuada de professores de Física, Química e Biologia, em nível de mestrado, na qual uma disciplina é oferecida de forma interdisciplinar, abordando temas simultaneamente relevantes às três ciências. A descrição inclui a ação interdisciplinar da equipe de professores, as diretrizes pedagógicas gerais, o Educar pela Pesquisa, o planejamento por meio de Unidades de Aprendizagem, e os temas abordados. As repercussões nas vidas pessoal e profissional e os avanços e obstáculos encontrados pelos mestrandos foram obtidas por meio de depoimentos colhidos no final da disciplina e após transcorrido um período de seis meses a um ano do término do semestre, de modo a verificar a permanência das modificações inicialmente relatadas. Os resultados sugerem que a participação numa disciplina oferecida em moldes interdisciplinares ampliou as capacidades dos mestrandos em interagir com outros professores e disciplinas, melhorando suas compreensões de mundo e qualificando suas ações pedagógicas.
Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Educar pela pesquisa, Unidades de aprendizagem.
CONTRIBUIÇÕES DOS PROJETOS DE ENSINO E PESQUISA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE CIÊNCIAS: COLETIVIDADE E RUPTURA
Odisséa Boaventura de Oliveira1, Ivanilda Higa2
1UFPR/DTPEN/PPGE, odissea@terra.com.br
2UFPR/DTPEN/PPGE, ivanilda@ufpr.br
Resumo: A pesquisa aqui apresentada insere-se no contexto de um projeto mais amplo cujo objetivo geral é analisar o papel formativo desempenhado pela participação dos alunos das licenciaturas em Física e Ciências Biológicas em projetos de ensino e pesquisa. Para a investigação toma-se como material de análise os relatórios escritos pelos licenciandos ao término de sua participação em dois projetos na graduação. Foram buscadas as contribuições apontadas nos textos e a partir de algumas noções da Análise de Discurso, em especial a de efeitos de sentidos, interpretaram-se as principais manifestações expressas. Dos diversos sentidos manifestados pelos sujeitos nos relatórios, nesse trabalho em particular serão apresentados e discutidos aqueles que se referem à Coletividade e Ruptura. São discutidas implicações do discurso manifestado à formação de professores.
Palavras-chave: Formação de professores, Projetos, Coletividade, Ruptura
CONTROVÉRSIAS CIENTÍFICAS EM SALA DE AULA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA CONTEXTUALIZADA NA ÁREA DE ENSINO DE CIÊNCIAS E NOS ESTUDOS SOCIOLÓGICOS DA CIÊNCIA &TECNOLOGIA
Mariana Brasil Ramos1, Henrique César da Silva2
1 Universidade Estadual de Campinas/Instituto de Geociências
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de Ciências da Terra
E-mail: maribrasil@ige.unicamp.br Apoio: Fapesp
2 Universidade Estadual de Campinas/Departamento de Geociências Aplicadas ao Ensino/Instituto de Geociências E-mail: henriquecsilva@ige.unicamp.br
Resumo: O estudo das controvérsias científicas no ensino de ciências é um tema relativamente novo e emergente na área. Sem a intenção de varrer a amplitude e complexidade da questão, trata-se de apresentar uma revisão bibliográfica em que buscamos situar, de modo mais amplo, a questão das controvérsias, tanto no contexto do ensino de ciências, destacando principalmente sua relação com a perspectiva CTSA e outras questões e temáticas que vêm sendo pesquisadas há várias décadas, quanto com relação aos Estudos Sociológicos da Ciência e Tecnologia (C&T), onde as controvérsias científicas são objeto de estudo. Além de uma síntese e contextualização teórica do que pesquisas atuais vêm apontando, apresentamos, a partir das análises de alguns artigos, problemas, limites, possibilidades, perspectivas e questões em aberto sobre essa importante temática de pesquisa.
Palavras-chave: controvérsias, CTSA, educação científica
CONTROVÉRSIAS SOBRE O CONCEITO DE ADAPTAÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DE EVOLUÇÃO
Claudia Sepúlveda1, Charbel Niño El-Hani2
1Universidade Estadual de Feira de Santana/ Departamento de Educação, Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS), causepulveda@ig.com.br
2Universidade Federal da Bahia/Instituto de Biologia, Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS), Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biomonitoramento (UFBA), charbel@ufba.br, charbel.elhani@pesquisador.cnpq.br
Resumo. O conceito de adaptação biológica, considerado um dos elementos centrais na explicação darwinista das mudanças evolutivas, tem enfrentado alguns desafios expostos ou gerados pela controvérsia acerca de sua definição e papel epistemológico na biologia, instaurada no seio da crítica ao programa de pesquisa adaptacionista, iniciada ao final da década de 1960. Analisaremos brevemente três destes desafios: (1) a proliferação de significados e variação conceitual relativa ao termo ‘adaptação’; (2) as dificuldades para testar e apoiar empiricamente hipóteses adaptacionistas acerca do significado adaptativo de traços fenotípicos e de sua origem por seleção natural; e (3) as dificuldades que o conceito de adaptação formulado na perspectiva da teoria sintética da evolução apresenta para acomodar-se a avanços conceituais e empíricos da biologia evolutiva. Serão discutidos alguns caminhos que têm sido tomados para enfrentar tais desafios e suas implicações para o ensino de evolução.
Palavras-chave: Adaptação, Seleção natural, Ensino de evolução, Adaptacionismo.
CORRESPONDÊNCIAS ESTABELECIDAS E DIFERENÇAS IDENTIFICADAS EM ATIVIDADES DIDÁTICAS BASEADAS EM ANALOGIAS PARA O ENSINO DE MODELOS ATÔMICOS
Leandro Londero da Silva1, Eduardo A. Terrazzan2
1Universidade Federal de Santa Maria, llondero@bol.com.br
2Universidade Federal de Santa Maria/Departamento de metodologia do Ensino, eduterrabr@yahoo.com.br
Resumo: O ensino de modelos atômicos ocupa lugar de destaque na estrutura conceitual da física. Assim, propomos a utilização Atividades Didática baseadas em Analogias (ADA) para o ensino dos modelos de Thomson, Rutherford e Bohr. Procuramos responder as seguintes questões: Quais são as correspondências estabelecidas e as diferenças identificadas entre análogo e alvo por alunos nas ADA para o ensino dos modelos atômicos? Qual o nível de explicitação destas correspondências e diferenças? Em que medida, as respostas dos alunos aproximam-se de nossas expectativas? Para isso, selecionamos os análogos a serem utilizados, elaboramos ADA e implementamos as atividades em aulas de Física no Ensino Médio. Utilizamos como instrumentos de registro de informações a produção escrita dos alunos e a videogravação das aulas. Os resultados encontrados permitem afirmar que a identificação das semelhanças e das diferenças feita mediante uma simples visualização de atributos, são identificadas mais facilmente, como, por exemplo, as do tipo estrutural e as que envolvem proporções. Independente da turma, os alunos estabeleceram correspondências e identificaram diferenças para além daquelas previstas nas atividades. Um fator que pode ter contribuído para isso foi o grau de familiaridade dos alunos com os análogos utilizados. A dificuldade ou simples ausência de identificação de semelhanças e diferenças por certos alunos pode ser devida à falta de habilidades específicas de identificar atributos, estabelecer relações, levantar hipóteses, identificar diferenças, sintetizar e registrar. Sendo assim, podemos dizer que o registro escrito, assim como a aprendizagem dos procedimentos acima mencionados, é um processo lento e que carece de práticas sucessivas.
Palavras-chave: Analogias, Modelos Atômicos, Ensino de Ciências, Atividades Didáticas
CRENÇAS DE EFICÁCIA DE PROFESSORES DE FÍSICA DO ENSINO MÉDIO: ESTUDO DA VALIDADE DE UM INSTRUMENTO
Fábio Ramos da Silva1, Marcelo Alves Barros 2, Ivani Aparecida Basso da Silva 3,
Luciano Gonsalves Costa 4, Carlos Eduardo Laburú
1Universidade Estadual de Londrina/Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática, fa4411@bol.com.br
2 Universidade Estadual de Maringá/Departamento de Física, m.m.barros@uol.com.br
3 Universidade Estadual de Maringá/Departamento de Estatística, iabsilva@uem.br
4 Universidade Estadual de Maringá/Departamento de Física, luciano@dfi.uem.br
5 Universidade Estadual de Londrina/Departamento de Física, laburu@uel.br
Resumo: Esse trabalho tem como objetivo estudar a validade de um instrumento de coleta de dados quantitativo, que tem como objetivo a pesquisa das crenças de eficácia de professores de Física em exercício no Ensino Médio. Os dados foram coletados junto a 102 professores de escolas públicas e privadas. O processo de análise dos dados passou pela aplicação de diversos testes, como a correlação item-total e o teste de fidedignidade. Os resultados obtidos corroboram as conclusões de trabalhos importantes realizados nessa mesma linha de pesquisa.
Palavras-chave: Ensino de Física, Crenças de eficácia de professores, Validação de questionários.
CRITÉRIOS DE ESCOLHA E FORMAS DE USO DOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA PELOS PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
Luciana Campos Miranda 1, Carmen Maria De Caro Martins 2
1 Universidade Federal de Minas Gerais/Programa de Pós-Graduação em Educação: conhecimento e Inclusão Social /professoraluciana@oi.com.br
2 Universidade Federal de Minas Gerais /Colégio Técnico/ Programa de Pós-Graduação em Educação: conhecimento e Inclusão Social /carmen@coltec.ufmg.br
Resumo: Apresentamos neste artigo um estudo preliminar sobre aspectos que são considerados importantes pelos professores de química, na escolha do livro didático. Além disso, fizemos um estudo do perfil dos professores, sua participação na escolha do livro e a forma como o livro é utilizado por eles, em sala de aula. A metodologia de coleta de dados foi baseada em Santos (2006). Participaram do estudo piloto 70 professores de química de escolas estaduais da região do semi-árido de Minas Gerais. Os resultados indicam coerência entre os critérios que os professores julgam como importantes na escolha do livro didático de química (LDQ) e as práticas mais freqüentes em que o utilizam.
Palavras-chave: educação em ciências, ensino de química, escolha de livros, uso do livro didático.