CONSTRUINDO CONHECIMENTOS POR MEIO DA PRODUÇÃO
ESCRITA NAS AULAS DE CIÊNCIAS
Débora Serpa Machado, Valderez Marina do Rosário Lima
Mcs. em Educação em Ciências e Matemática
Drª. em Educação e Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática
d.serpa@brturbo.com.br, valderez.lima@puc.br
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul-Faculdade de Física
Resumo: As experiências com produção escrita nas minhas aulas vêm demonstrando que o conhecimento se consolida de uma forma mais intensa, quando se utiliza metodologias inovadoras que superam a aula tradicional. Desse modo, neste artigo apresento um estudo das experiências de sala de aula, sobre a construção de conhecimentos em Ciências utilizando a produção escrita. O aluno é incentivado a argumentar, ler, escrever e reescrever textos de forma que ele seja também responsável pelo processo de construção de seus conhecimentos e não mais um ser passivo dentro da sala de aula. Para a realização das atividades, foi necessário um planejamento rigoroso onde utilizei dinâmicas de leituras, debates, possibilitando a argumentação consistente em sala de aula, e a escrita e reescrita de textos para que se atingissem os objetivos propostos.
Palavras-chave: escrita, leitura, argumentação, construção de conhecimento.
CONSTRUINDO MATERIAIS PARA APRENDER ÓPTICA
Lisiane Araujo Pinheiro1, Sayonara Salvador Cabral da Costa2
1Escola Estadual Coronel Afonso Emílio Massot / lisi.ap@terra.com.br
2PUCRS / Faculdade de Física / sayonara@pucrs.br
Resumo: Este artigo apresenta uma sugestão de implementação de um laboratório de Física nas escolas de Ensino Médio por meio da construção dos experimentos com o uso de materiais de baixo custo pelos alunos. O objetivo é melhorar a qualidade das aulas de Física e, com isso, provavelmente, facilitar a integração e a permanência do aluno na escola. O conteúdo abordado foi Óptica Geométrica por apresentar conceitos que geralmente são retratados exclusivamente por desenhos (figuras) no quadro-negro, com pouco significado para o aluno. Os alunos envolvidos neste projeto faziam parte do 2º ano do Ensino Médio de uma escola pública. A avaliação foi feita por meio de entrevistas e a apresentação de relatórios dos experimentos desenvolvidos. A análise destes materiais mostrou um crescente interesse dos alunos pelos assuntos abordados, e uma conseqüente melhora no rendimento escolar dos participantes.
Palavras-chave: Óptica Geométrica. Laboratório de Física de baixo custo. Ensino de Física.
CONSTRUINDO SABER DOCENTE INTERDISCIPLINAR: A TERMOGRAVIMETRIA EM UM LABORATÓRIO DIDÁTICO
Ophelio Walkyrio de Castro Walvy1, Leonardo Curvello de Castro2 e Glória Regina Pessôa Campello Queiroz3
1Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis – Unidade Rio de Janeiro (CEFET Química)/ Doutorando em Educação (UFF). Email: ophwalvy@yahoo.com.br
2Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD). Email: curvello@ird.gov.br
3Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Email: gloria@uerj.br
Resumo: Este artigo apresenta um experimento realizado em laboratório didático no Cefet Química - Unidade Rio de Janeiro - com uma turma de segundo período do curso de Biotecnologia (BM). Este experimento realizou-se em dois momentos com a participação dos professores de Matemática e de Física desta turma. Evidenciou-se nesta pesquisa-ação um trabalho interativo destes professores com outros dois professores desta escola (um de Química e outro de Física), com os respectivos alunos e entre eles. Na tentativa de enriquecer os estudos de Calorimetria e de Matemática, esta pesquisa resgatou uma técnica conhecida como Termogravimetria a fim de ser aplicada como atividade experimental. Entre outros objetivos deste estudo destacamos a busca por um ensino de Física e de Matemática inovador, em relação ao ensino tradicional, com conteúdos que apresentem significado aos alunos e que sejam construídos da forma mais interativa possível, tornando-se mais prazeroso.
Palavras-chave: Ensino de Física e de Matemática. O laboratório didático. Calorimetria. Termogravimetria. Interdisciplinaridade.
CONTEÚDOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO UTILIZADAS EM AULAS DE BIOLOGIA
Regina Maria Rabello Borges1, Valderez Marina do Rosário Lima2, Felipe Jardim Menegassi3
1Faculdade de Biociências da PUCRS. PPG em Educação em Ciências e Matemática.
2Faculdade de Educação da PUCRS. PPG em Educação em Ciências e Matemática
3Faculdade de Biociências PUCRS. Bolsista BPA/PUCRS
Resumo: O presente artigo apresenta resultados de um estudo cujo objetivo foi analisar os trabalhos apresentados no I Encontro Nacional de Ensino de Biologia (I ENEBIO), a fim de conhecer os conteúdos mais freqüentemente selecionados e as estratégias de ensino mais utilizadas pelos professores brasileiros que estiveram presentes no referido evento. Uma breve reflexão sobre o ensino de ciências no Brasil, relacionando-o com momentos importantes da história recente do Brasil (segunda metade do século XX) contextualiza a investigação efetuada. A amostra contou de cento e dezoito resumos, foi submetida à Análise de Conteúdo e a partir dela foram organizadas dez categorias relativas aos conteúdos selecionados e sete categorias referentes às estratégias de ensino adotadas pelos professores. Destaca-se a predominância da Educação Ambiental e das atividades extraclasse entre conteúdos e estratégias, respectivamente. É prevista a continuidade do estudo por meio de análise qualitativa dos resumos constantes nos Anais.
Palavras-chave: Ensino de Biologia, Estratégias de ensino, Conteúdos.
CONTEÚDOS E MÉTODOS DE ENSINO: DISCUTINDO CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS DE FUTUROS PROFESSORES DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA.
Renato Eugênio da Silva Diniz 1, Luciana Maria Lunardi Campos 2
1Universidade Estadual Paulista (UNESP)/Departamento de Educação/ Instituto de Biociências - Campus de Botucatu-SP. , rdiniz@ibb.unesp.br
2Universidade Estadual Paulista (UNESP)/Departamento de Educação/ Instituto de Biociências - Campus de Botucatu-SP. , camposml@ibb.unesp.br
Resumo: A presente investigação teve como objetivo levantar e analisar concepções de licenciandos em Ciências Biológicas, referentes aos temas conteúdos e métodos de ensino. Os dados foram obtidos a partir de registros escritos dos alunos, no final do ano letivo e confrontados com informações obtidas no início do mesmo. Observamos compreensões mais elaboradas dos licenciandos sobre conteúdos e métodos de ensino, bem como justificativas mais adequadas paras as mesmas na fase final. A ênfase no papel dos alunos no processo ensino/aprendizagem se verificou tanto na fase inicial quanto na final do período letivo que cursavam. Porém, na fase final, pudemos observar que os licenciandos equacionaram melhor tal centralidade. Por exemplo, no caso dos conteúdos de ensino, foi dimensionada de forma mais adequada a relação conteúdo/cotidiano dos alunos e, para os métodos de ensino, observou-se uma distribuição mais equilibrada das respostas dos alunos entre três das categorias observadas.
Palavras-chave: Conhecimentos Pedagógicos; Professores de Ciências; Professor de Biologia, Conteúdo de ensino; Método de ensino.
CONTEÚDOS ESCOLARES DA ÁREA DAS CIÊNCIAS DA NATUREZA REORGANIZADOS A PARTIR DE SITUAÇÕES DE ESTUDO
Otavio Aloísio Maldaner1, Milton Antônio Auth2, Maria Cristina Pansera de Araújo3
1Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUI/DBQ, maldaner@unijui.edu.br
2Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUI/DEFEM, auth@unijui.edu.br
3Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUI/DBQ, pansera@unijui.edu.br
Resumo: A educação básica apresenta dificuldades que abrangem conteúdos, aprendizagens e possibilidades de mudanças difíceis de serem enfrentadas, particularmente na Área das Ciências da Natureza. A seqüência usual e a quantidade de conteúdos considerados básicos nos programas tradicionais não vêm merecendo as críticas necessárias. A formação anterior do professor, tanto na graduação quanto no contexto da prática, tem grande influência na elaboração do programa e na qualidade de ensino e aprendizagem, mantendo sua inércia. É essencial aos professores de escola participar da produção dos currículos que desenvolvem em suas salas de aula. Coletivamente três Situações de Estudo (SE) foram elaboradas, desenvolvidas e acompanhadas pela pesquisa, numa primeira série do Ensino Médio. A investigação realizada permite afirmar que as sucessivas SE modificam expressivamente a lógica de introdução dos conteúdos e dos conceitos abordados, tanto no que diz respeito à área quanto a cada componente disciplinar.
Palavras-chave: Desenvolvimento curricular; Ensino e aprendizagem; Formação de professores; abordagem histórico-cultural.
CONTEXTO, NEGOCIAÇÃO E ATIVIDADE EM UMA AULA DE FÍSICA
André Machado Rodrigues1, Cristiano Rodrigues de Mattos2
1Universidade de São Paulo/Programa de pós graduação em ensino de ciências, andremr@if.usp.br
2Universidade de São Paulo/Instituto de Física, mattos@if.usp.br
Resumo: Este trabalho tem como foco a análise de atividades realizadas em uma aula de física. Procuramos, por meio de uma abordagem sóciocultural, entender os processos de negociação entre a professora e os alunos e entre os próprios alunos. Para isso, exploramos a idéia de contexto e suas relações com a comunicação em sala de aula. Outro instrumento teórico e metodológico que nos permite realizar esta analise é a Teoria da Atividade, proposta inicialmente por Vigotski e desenvolvida posteriormente por Leontiev e Engeströn. Com este aporte teórico, unido à analise do discurso, procuramos descrever e compreender a articulação das atividades discursivas. Desta forma, revelar os mecanismos de controle e gestão do fluxo comunicativo.
Palavras-chave: Contexto, Perfil Conceitual, Dinâmica Discursiva, Aula de física