CONCEITO DE CULTURA CIENTÍFICA A PARTIR DE CONCEPÇÕES DA LITERATURA CIENTÍFICA E DE PROFISSIONAIS DA ÁREA DE DIVULGAÇÃO, EDUCAÇÃO E PESQUISA CIENTÍFICA.
Simone de Araújo Esteves1, Paulo Cezar SantosVentura2
Nara Maria Jaber Martins3, Cláudia Rodrigues4
1CEFET-MG/Depto de Pós-Graduação/Mestrado em Educação Tecnológica, alan25simone25@yahoo.com.br
2CEFET-MG/Depto de Pós-Graduação/Mestrado em Educação Tecnológica, pcventura@gmail.com
3CEFET-MG/Depto de Pós-Graduação/Mestrado em Educação Tecnológica, narajaber@hotmail.fr
4CEFET-MG/Depto de Pós-Graduação/Mestrado em Educação Tecnológica, claudiarf@uaivip.com.br
Resumo: Este trabalho pretende contribuir para conceituação da expressão Cultura Científica, abrangendo definições do termo encontradas na literatura científica e entre profissionais da divulgação, educação e pesquisa científicas. Inicialmente, foi proposta uma pesquisa exploratória sobre o conceito de Cultura Científica, revelando o desenvolvimento científico como processo cultural que abrange três âmbitos: 1)produção e difusão entre pares; 2)educação científica no contexto formal; 3)divulgação científica na educação não formal. Em seguida, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com profissionais dos três âmbitos, questionando-os sobre conceito da expressão, sobre relação da mesma com educação formal, não formal e sua área de atuação, além da interação cultura científica e literária (SNOW,1954-59). Concluiu-se que a ‘Cultura Científica’ assume a ciência como processo cultural, contendo elementos próprios da ciência como também pessoais, sócio-históricos e político-econômicos. Para educação e divulgação científica, há indícios de que se pode “incluir” a sociedade na cultura científica e “aproximá-la” do mundo da ciência.
Palavras-chave: Cultura Cientifica; Concepções; Pesquisa, Educação, Divulgação.
CONCEITOS DE BIOLOGIA EM LIVROS DIDÁTICOS DE EDUCAÇÃO BÁSICA E NA ACADEMIA: UMA METODOLOGIA DE ANÁLISE
Fernanda Franzolin1, Nelio Bizzo2
1Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, fernanda@futuro.usp.br
2Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo/Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada, bizzo@usp.br
Resumo: Este trabalho analisou livros de Ciências do Ensino Fundamental e livros de Biologia do Ensino Médio, verificando a distância que mantêm do conhecimento da Academia. Para diferenciar os tipos de distanciamentos encontrados, elaborou-se uma ferramenta, por meio da qual os distanciamentos foram classificados em duas categorias, ambas decorrentes da transposição didática. Uma delas seria o distanciamento vertical, originado pela transposição do conhecimento científico para cada nível de ensino, sendo necessário para permitir o aprendizado para alunos de diferentes faixas etárias. O outro tipo de distanciamento seria o horizontal, o qual se caracteriza por não ser essencial ao aprendizado do aluno em seu nível de ensino, sendo decorrente de seu laxismo em relação ao conhecimento de referência. Distanciamentos das duas categorias foram encontrados e estão exemplificados nos resultados desse trabalho.
Palavras-chave: livros didáticos, Ensino de Ciências, Ensino de Biologia, conhecimento escolar, conhecimento científico.
CONCEITOS DE EVOLUÇÃO NA REVISTA SUPERINTERESSANTE
Alessandra Kemper1,Erika Zimmermann2, Maria Luiza de Araújo Gastal3
1Faculdade de Educação, Universidade de Brasília, alessandrakemper@gmail.com
2Faculdade de Educação, Universidade de Brasília, erika@unb.br
3Instituto de Ciências Biológicas, Universidade de Brasília, malugastal@gmail.com
Resumo: Este trabalho relata como revistas populares de divulgação científica tratam o conceito de Evolução. O trabalho consistiu em pesquisa qualitativa baseada em análise documental do conteúdo Evolução trazido em artigos da revista SuperInteressante. Essa revista afirma que 95% de seus leitores a consideram séria, rigorosa e confiável. Na análise, foram consideradas as edições de janeiro a dezembro de 2006, nas quais foram analisados nove artigos. Esses artigos podem ser divididos em três categorias: Evolução em geral (dois artigos), Evolução humana em geral (três) e Evolução relacionada ao comportamento humano (quatro). De forma geral, os artigos que contêm conceitos de Evolução são escritos de forma clara e didática. Embora possa se perceber que a revista tem cuidado com os conceitos, em dois artigos aparece a noção de homem sendo descendente direto de macacos. Há indicação de determinismo genético. Em todos os artigos, o único mecanismo evolutivo citado é a seleção natural.
Palavras-chave: evolução; divulgação científica.
CONCEITOS TEÓRICO-EPISTEMOLÓGICOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Rosa Oliveira Marins Azevedo1, Evandro Ghedin2, Amarildo Menezes Gonzaga3
1Universidade do Estado do Amazonas - UEA/Escola Normal Superior, bolsista CAPES, marinsrosa@yahoo.com.br
2Universidade do Estado do Amazonas - UEA/Departamento de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia/Escola Normal Superior, eghedin@bol.com.br
3Universidade do Estado do Amazonas - UEA/Departamento de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia/Escola Normal Superior, amarildogonzaga@vivax.com.br
Resumo: Neste trabalho discutimos a formação de professores para o Ensino de Ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a partir da abordagem dos conceitos teórico-epistemológicos de saberes, de competências, de pesquisa e de reflexão, visualizando perspectivas desafiadoras a essa formação, focando a perspectiva reflexiva. Sustentamos o trabalho com uma pesquisa bibliográfica em relação à formação de professores, no primeiro momento, em âmbito geral e, no segundo, específico ao Ensino de Ciências. Partimos de considerações sobre perspectivas atuais da formação de professores, em seguida, discutimos necessidades formativas dos professores de Ciências dos anos iniciais e esboçar alguns encaminhamentos que colaborem para a formação desse professor. A pesquisa revelou a necessidade de o professor assumir a prática cotidiana escolar como objeto de pesquisa e de reflexão, a partir de um trabalho coletivo/investigativo que contribua para a produção de novos saberes, constituindo-se, a perspectiva reflexiva, como definidora da ação desse profissional.
Palavras-chave: Formação de professores. Ensino de Ciências. Ensino Fundamental.
CONCEPÇÃO DE ALUNO NA PERSPECTIVA DO ALUNO: UMA REFLEXÃO ACERCA DO CURRÍCULO.
Mônica Fogaça1; Ione Ishii2
1.Mestre e doutoranda em Educação (FE-USP)
2 Mestranda em Educação (FE-USP)
Resumo: Este trabalho visou caracterizar a concepção de aluno construída por alunos para refletir acerca da transformação do currículo de ciências, com a contribuição de todas as identidades presentes na escola. A investigação se baseou na perspectiva construtivista, complexa e crítica de Porlán et all (1997). Foram analisadas as respostas de alunos de 7as e 8as séries para duas situações-problema. Os resultados indicam que os mesmos alunos apresentam concepções tradicionais e tecnicistas quanto ao contexto vivenciado na escola, focadas na transmissão de informações e no controle da disciplina; mas apresentam concepção cognitivista para contextos semelhantes aos vivenciados pelos alunos na cultura extra-escolar, focada na própria elaboração do conhecimento, no desenvolvimento de habilidades cognitivas e na negociação dos significados das vivências. Estabelecemos também relações entre esta caracterização, as posturas de aprendizagem profunda e superficial e os obstáculos e possibilidades de transformação do currículo que essas concepções podem oferecer.
Palavras-chave: Concepção de aluno; Currículo de Ciências; Ética no Espaço Escolar, Construtivismo Crítico.
CONCEPÇÕES ALTERNATIVAS DE CALOUROS DE QUÍMICA PARA OS CONCEITOS DE TERMODINÂMICA E EQUILÍBRIO QUÍMICO.
Shirley Martim da Silva1,3
Lavínia Morais1
Marcelo Leandro Eichler1,2
Tânia Denise Miskinis Salgado1
José Claudio Del Pino1,3
1UFRGS - Área de Educação Química, aeq@iq.ufrgs.br
2UERGS, exlerbr@yahoo.com.br
3PPG Educação em ciências: Química da Vida e Saúde
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo inventariar as concepções alternativas ao conhecimento científico de estudantes de Química Geral, disciplina de primeiro semestre dos cursos de química. Essa disciplina é composta de oito áreas conceituais, inseridas em quatro unidades. Neste artigo, abordamos os resultados referentes à segunda unidade: Termodinâmica e Equilíbrio Químico. Nas explicações alternativas a esses conceitos foram evidenciados os erros conceituas que são freqüentes e que a literatura reporta, tais como: não há conservação de energia em reações químicas; uso inadequado da notação química para explicar um determinado fenômeno; concepções errôneas ao tratar todas as substâncias na reação de maneira independente, ao invés de visualizar interações entre elas; além de representações equivocadas sobre a compartimentalização física de reagentes e produtos num determinado sistema em estado de equilíbrio.
Palavras-chave: concepções alternativas; ensino superior; ensino de química; química geral.
CONCEPÇÕES ALTERNATIVAS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE QUÍMICA: PRESSUPOSTO PARA UMA REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM
Maria Stela da Costa Gondim1,2, Mírian Rejane Magalhães Mendes1,3
1 - Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências – UnB, stelagondim@yahoo.com.br
2 - Instituto Superior de Educação de Brasília – UniBrasília Gama – DF
3 - CEFET Januária – MG, mirianmendes@unb.br
Resumo: O presente artigo relata o trabalho realizado com estudantes de licenciatura em química, objetivando conscientizá-los da existência de concepções alternativas a partir da percepção de suas próprias concepções. A metodologia utilizada incluiu a aplicação de pré e pós-testes sobre concepções alternativas acerca dos fenômenos de dissolução de substâncias em água e expansão térmica do ar, apresentação por grupos de estudantes de artigos científicos referentes a concepções alternativas e questionário. Os resultados obtidos mostraram que os estudantes, embora estejam em um nível superior de ensino, não utilizam adequadamente os conceitos científicos abordados. Percebemos que, além de identificarem suas concepções alternativas relativas a tais conceitos, os estudantes vislumbraram a complexidade do processo
ensino/aprendizagem, sobre o qual possuem concepções alternativas.
Palavras-chave: concepções alternativas, formação inicial de professores.
CONCEPÇÕES DE ALUNOS E REFLEXÕES DIDÁTICAS
SOBRE A ORIGEM DOS SERES VIVOS E A EVOLUÇÃO BIOLÓGICA
Aline Mello1, Regina Maria Rabello Borges2
1PUCRS, Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática, alibiors@hotmail.com
2PUCRS, Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática, rborges@pucrs.br
Resumo: Este artigo apresenta uma pesquisa envolvendo questões sobre a origem da vida e as transformações ocorridas desde então que levaram à grande diversidade de seres vivos hoje existentes no planeta e que podem não estar recebendo a devida atenção no ensino. A literatura indica falta de integração entre conceitos desenvolvidos durante o ensino da Evolução e as demais áreas da Biologia. Assim, o objetivo da pesquisa é identificar concepções de alunos de uma turma do terceiro ano do ensino médio de uma escola pública sobre questões que permeiam a origem da vida e evolução dos seres vivos. Aos alunos em questão foi solicitado que respondessem um questionário contendo sete perguntas sobre a importância da Biologia e do estudo da Evolução Biológica. As respostas foram submetidas a uma análise de conteúdo. Os resultados permitem identificar problemas que interferem na aprendizagem da Biologia e, desta forma, este trabalho pretende apontar sugestões que ajudem a amenizar estes problemas, contribuindo assim para o aperfeiçoamento no ensino deste assunto fundamental para o efetivo entendimento da Biologia.
Palavras-chave: Ensino, Aprendizagem, Evolução Biológica, Origem da Vida, Integração Conceitual.
Concepções de alunos sobre ambiente e relação entre o ser humano e a natureza.
Ricardo Carlos Bins Neto1, Valderez Marina do Rosário Lima2
1 PUCRS / Faculdade de Física, Programa de Pós-Graduação em
Educação em Ciências e Matemática / ricardobins_sapo@yahoo.com.br.
2 PUCRS / Faculdade de Física, Programa de Pós-Graduação em
Educação em Ciências e Matemática / valderez.lima@pucrs.br / Orientadora.
Resumo: A aquisição de conceitos pelos alunos não é um mero preenchimento de um espaço vazio, mas sim a reorganização de um corpo estruturado de idéias prévias e modelos mentais. O processo de formação de uma consciência ambiental, portanto, está intimamente relacionado às visões sobre o ambiente presentes no sujeito. Nesta investigação procuramos identificar quais são os conhecimentos, concepções e valores acerca do ambiente e da relação entre o ser humano e a natureza presentes em alunos de 6ª e 7ª séries do Ensino Fundamental. Foram propostas aos estudantes duas atividades que serviram como instrumentos de coleta de dados das idéias prévias, e a análise do material obtido nestas atividades foi realizada através da metodologia da Análise Textual Discursiva. As respostas dos alunos foram categorizadas e discutidas principalmente sob o ponto de vista de serem obstáculos ou precursores aos objetivos propostos pelos trabalhos com Educação Ambiental.
Palavras-chave: idéias prévias; relação ser humano e ambiente; Educação Ambiental.