A PERSPECTIVA DE ENSINO CTS-A NA FORMAÇÃO E NAS PRÁTICAS DE PROFESSORES PORTUGUESES DE CIÊNCIAS FÍSICO-QUÍMICAS- CONTRIBUTOS PARA O SEU DIAGNÓSTICO

Maria Noémia Maciel1 , Maria da Conceição Duarte2
1Escola Secundária Filipa de Vilhena, Porto, nmaciel@ netcabo.pt
2 Universidade do Minho, IEC, cduarte@iep.uminho.pt

Resumo: Os novos programas portugueses de Ciências Físico-Químicas, elaborados numa perspectiva de ensino CTS-A, visam aprendizagens estruturantes sobre temas de Física e Química importantes para os alunos compreenderem a dinâmica do mundo em que vivem. Recomenda-se, assim, o recurso a problemas da actualidade, como contextos para o desenvolvimento dos conteúdos científicos, bem como a uma grande variedade de estratégias. Nesta comunicação pretende-se analisar quais as percepções de docentes universitários, com responsabilidade na disciplina de Metodologia de Ensino/Didáctica da Física e/ou Química, e de professores de Ciências Físico-Químicas, a leccionar nas escolas, sobre a formação, utilização e dificuldades, respeitantes à perspectiva de ensino CTS-A. Os resultados, obtidos com base nas respostas a uma entrevista realizada a 4 professores universitários e 10 professores do Ensino Básico e/ou Secundário, apontam quer para a utilização de abordagens de ensino tradicionais mais do que de cariz CTS-A, quer para uma formação ainda deficiente nesta problemática.

Palavras-chave: Ensino CTS-A, formação de professores de ciências, práticas de ensino.

 

A PESQUISA COMO COMPONENTE FORMATIVO EM UM CONTEXTO DE FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS

Andréia Gonçalves da Costa Ceratti1, Lenir Basso Zanon2
UNIJUÍ - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul/Gipec-Unijuí (Grupo Interdepartamental de Pesquisa sobre Educação nas Ciências da Unijuí), Departamento de Biologia e Química. 1deiagdc@yahoo.com.br; 2bzanon@unijui.com.br

Resumo: Este artigo trata da constituição do professor de Ciências no âmbito da formação inicial, a partir de uma prática de estágio de docência na graduação que enfocou a importância da introdução da pesquisa em componentes curriculares de um curso de licenciatura em Química/Ciências, com vistas a articular relações entre ensino, pesquisa, formação e prática. Na defesa do ‘educar pela pesquisa’ como princípio e eixo central do desenvolvimento dos conhecimentos científicos e profissionais, busca-se que cada futuro professor torne-se pesquisador em sua própria prática de formação, atuando crítica e interativamente em ações vinculadas a contextos formativos diversificados, que configuram ambientes propícios ao ‘aprender pela pesquisa’.

Palavras-Chave: Pesquisa na formação docente inicial; Estágio de docência na graduação

 

A PESQUISA QUALITATIVA E O ENSINO DE CIÊNCIAS NOS TRABALHOS DO ENPEC: OUTRAS QUESTÕES A SEREM DISCUTIDAS

Daniela Ripoll1
Rossano André Dal-Farra2, Marise Basso Amaral3, Leonardo Moraes dos Santos4
1 Universidade Luterana do Brasil/Programa de Programa de Pós-Graduação em Educação e Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática/E-mail:daniela_ripoll@terra.com.br
2 Universidade Luterana do Brasil/Programa de Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática/E-mail: rossanodf@uol.com.br
3 Universidade Luterana do Brasil/Programa de Programa de Pós-Graduação em Educação/E-mail: marybas@brturbo.com.br
4 Universidade Luterana do Brasil/Curso de Biologia/E-mail: poaleo@bol.com.br

Resumo: Como a pesquisa qualitativa é representada nos trabalhos submetidos e aprovados nos ENPEC realizados entre 1999 e 2005? Essa foi a principal pergunta norteadora do presente trabalho, que faz parte de uma pesquisa em andamento junto ao PPGECIM e ao PPGEDU-ULBRA cujo objetivo geral é fazer uma análise das investigações qualitativas (em especial, das produções etnográficas) realizadas no campo do Ensino de Ciências no Brasil. Foram analisados discursivamente 25 trabalhos que fizessem referências significativas à pesquisa qualitativa, através da descrição de situações de observação, observação-participante e/ou etnografia. Os resultados preliminares apontam para uma curiosa posição de neutralidade do pesquisador como um observador externo às ações daqueles que estuda, bem como a configuração da pesquisa qualitativa como sendo o processo diagnóstico, por excelência, da realidade. Outra recorrência diz respeito ao que chamamos de “imperativo da prescrição” – a enumeração de tudo aquilo que deve ser transformado e modificado nesta supostamente objetiva realidade.

Palavras-chave: pesquisa qualitativa; ensino de ciências; estudos culturais; realidade

 

A PESQUISA SOBRE A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES NO BRASIL EM REVISTAS DA ÁREA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA.

Marinez Meneghello Passos1, Roberto Nardi2, Sergio de Mello Arruda3
 1 Universidade Estadual de Londrina/Departamento de Matemática, marinezmp@sercomtel.com.br
2 Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências - Professor Assistente Doutor - Departamento de Educação – Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência - Faculdade de Ciências - UNESP - Campus de Bauru [nardi@fc.unesp.br]
3 UEL/Departamento de Física, renop@uel.br, com apoio do CNPq.

Resumo: Nessa pesquisa nós discutimos alguns resultados de um estudo realizado com revistas nacionais da área de Educação Matemática. Algumas considerações sobre esse assunto já foram apresentadas em outros momentos. Neste trabalho consideramos somente o grupo de artigos relativos à formação de professores, com ênfase na formação inicial, analisando especialmente seus produtos (conclusões, considerações finais, resultados). Nós encontramos que: entre 1997 e 2000, a principal temática foi a questão curricular da licenciatura em Matemática; a partir de 1999 é perceptível que diversas pesquisas centraram-se na construção do conhecimento matemático, relacionando-o às atividades práticas dos futuros professores de matemática; após 2000, as pesquisas focaram-se no ensino de graduação, considerando as concepções, valores, crenças, construção dos saberes, posturas reflexivas e críticas dos estudantes em situações de ensino e aprendizagem.

Palavras-chave: Formação de professores, formação inicial, revistas, análise textual, análise de conteúdo.

 

A POLÍTICA CULTURAL DA COMUNIDADE DISCIPLINAR DE ENSINO DE QUÍMICA

Rozana Gomes de Abreu1
Orientadora: Alice Casimiro Lopes2
1 UERJ (doutoranda)/Cap-UFRJ – rozana@cap.ufrj.br
2 UERJ - alice@curriculo-uerj.pro.br

Resumo: Este trabalho tem a finalidade de analisar como a comunidade disciplinar de ensino de Química estabelece uma identidade e uma cultura particular, e conseqüentemente uma política cultural. Com base nos discursos dos pesquisadores de ensino de Química, argumento que a comunidade disciplinar de ensino de Química funciona como uma comunidade de pensamento, a qual possui a “autoridade” para defender determinado conhecimento químico em um dado contexto sócio-histórico. Como comunidade de pensamento, ela autoriza e legitima as concepções e as relações nas quais está alicerçada constituindo valores, normas e visões de mundo que demarcam a sua identidade cultural. São os significados e os sentidos produzidos por essa comunidade de pensamento, associados aos processos de recontextualização e de hibridismo, que constituem a política cultural da comunidade disciplinar de ensino de Química.

Palavras-chave: ensino de química, políticas, cultura.

 

A PRÁTICA DOCENTE NO COTIDIANO ESCOLAR: UMA ANÁLISE FUNDAMENTADA EM CERTEAU.

Thaís Gimenez da Silva Augusto
Faculdade de Educação/ UNICAMP
Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/ UNESP – campus de Jaboticabal
thaisgime@gmail.com

Resumo:Longe de ser um lugar de mera repetição, o cotidiano escolar é constantemente reinventado pelos seus praticantes. No presente trabalho, analisamos trechos de uma entrevista realizada com uma professora das séries iniciais do ensino fundamental à luz das teorias certonianas sobre o cotidiano. A professora relata como “burla” as imposições do sistema de ensino do município em que trabalha para produzir um currículo no qual acredita. Os estudos de Certeau são de grande valia para a análise das relações e das práticas no ambiente escolar porque permitem um olhar para toda a sua complexidade: a escola não é uma simples reprodutora das regras e imposições do sistema de ensino. Através das táticas de seus praticantes, ela se torna produtora de um currículo único, que não é aquele preconizado pelos sistemas de ensino e sim, construído pelo percurso que cada professor e cada aluno traça no cotidiano escolar.

Palavras-chave: cotidiano escolar, currículo, táticas, séries iniciais.

 

A PRÁTICA PEDAGÓGICA E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA: UMA EXPERIÊNCIA EM CONSTRUÇÃO

Vânia Darlene Rampazzo Bachega de Oliveira1
Célia Regina Góes Garavello2
Miriam Maria Bernardi Miguel3
Eliana Guidetti do Nascimento4
1Unifil/Ciências Biológicas/vânia.oliveira@unifil.br
2Unifil/Ciências Biológicas/célia.garavello@unifil.br
3Unifil/Ciências Biológicas/mirian.miguel@unifil.br
4Unifil/Ciências Biológicas/eliana.guidetti@unifil.br

Resumo: Esta pesquisa apresenta uma proposta para o trabalho com as 400 horas de Prática Pedagógica, exigidas pela lei para os cursos de licenciatura. Essa proposta, ainda em construção, está sendo desenvolvida pelo colegiado de Licenciatura em Ciências Biológicas, do Centro Universitário Filadélfia, Londrina – PR. O objetivo principal desta intervenção é desenvolver uma profunda articulação entre a teoria e a prática, na formação dos futuros professores de ciências e biologia.

Palavras chave : formação de professores; ciências e biologia; prática pedagógica

 

A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL DOS PROFESSORES DE BIOLOGIA EM PORTO VELHO - RO

Monica Lopes Folena Araújo1, Maria Marly de Oliveira2, Romildo Albuquerque Nogueira3
1Aluna do Curso de Mestrado em Ensino das Ciências/UFRPE, folenabio@terra.com.br
2 Orientadora, professora do Curso de Mestrado em Ensino das Ciências/UFRPE, marly@academiadeprojetos.com.br
3 Co-orientador, professor do Curso de Mestrado em Ensino das Ciências/UFRPE, ran.pe@terra.com.br

Resumo: Este estudo trata de uma pesquisa realizada em 2005 com um grupo de dez professores de Biologia do Ensino Médio em escolas públicas localizadas em Porto Velho – RO. O objetivo geral da pesquisa foi analisar como esses professores trabalham as questões ambientais em sala de aula e o interesse dos alunos em relação a essas questões. Os dados foram coletados através de questionários semi-abertos, sendo analisadas neste trabalho as respostas relativas à origem das questões ambientais, o interesse dos alunos e a forma como são abordadas. Os resultados apontam que questões locais, regionais e globais são abordadas pelos professores, principalmente através de vídeos e conversas sobre o cotidiano dos alunos. Foi constatado que existe interesse e, em regra geral, esse tema vem sendo abordado com envolvimento de outras disciplinas.

Palavras-chave: Educação Ambiental; Ensino de Biologia; Prática Docente.

 

A PRODUÇÃO DE TEXTOS DIDÁTICOS PARA A EJA: UMA ANÁLISE
DO TEMA BACTÉRIAS

Rita Vilanova Prata¹
Isabel Martins²
¹Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Endereço eletrônico: vilanovar@terra.com.br
²Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências e Saúde, Núcleo de Tecnologia Educacional nas Ciências e
na Saúde, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Endereço eletrônico: isabelgrmartins@uol.com.br

Resumo: Neste trabalho buscamos explorar a produção de um texto didático sobre o tema bactérias elaborado por um grupo de professores de ciências da educação de jovens e adultos. Para tanto buscamos delinear a configuração que os diferentes gêneros que constituem este texto assumem em relação às demandas da educação para adultos e aos livros didáticos para o ensino regular. Nossos resultados apontam para uma pequena mudança discursiva em relação à abordagem tradicionalmente dada ao tema bactérias nos livros didáticos de ciências, e também para a necessidade de discussões que abordem o direito a saúde, no sentido de se atender às recomendações historicamente construídas pela EJA.

Palavras-chave: textos didáticos; educação de jovens e adultos; saúde; análise do discurso.

 

A QUÍMICA NA ESCOLA SECUNDÁRIA ARGENTINA: MODIFICANDO O CURRÍCULO EM TEMPOS DE CRISE

Bruno Ferreira dos Santos1, Silvia Porro (orientadora)2
1Universidad Nacional de Quilmes/ Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, bf-santos@uol.com.br
2Universidad Nacional de Quilmes, Departamento de Ciência y Tecnologia, sporro@unq.edu.ar

Resumo: Este trabalho apresenta e discute os dados de uma investigação que está sendo realizada sobre o ensino de química em escolas secundárias ao redor da Universidad Nacional de Quilmes, Província de Buenos Aires, Argentina, com base em um grupo de professores que participou de um programa de formação contínua ocorrido no ano de 2005. Fazendo uso de métodos de pesquisa do tipo etnográfico, como a observação de aulas, entrevistas e análise de material didático-pedagógico (cadernos, exames, livros, planos de ensino, programas), a pesquisa busca entender a lógica da organização do conhecimento disciplinar em seu principal ambiente de ação: a sala de aula. A pesquisa traça diferentes modos de trabalho e seus vínculos sócio-históricos com o sistema educativo argentino, focando especialmente as atividades e estratégias empregadas pelos professores com seus alunos, apontando sentidos e saberes construídos pelos professores sobre o trabalho docente em sala de aula.

Palavras-chave: ensino-aprendizagem em química, formação de professores, etnografia escolar.


A QUÍMICA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Camila Silveira da Silva1
Renata Duarte Zuliani2, Samarina Bueno Fragoso3, Luiz Antonio Andrade de Oliveira4
1UNESP/Faculdade de Ciências/Mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência, e-mail: camila_iqunesp@yahoo.com.br
2UNESP/Faculdade de Ciências/Mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência, e-mail: renatazuliani@gmail.com
3UNESP/Faculdade de Ciências, e-mail: samarinaf@yahoo.com.br
4UNESP/Instituto de Química/Departamento de Química Geral e Inorgânica, e-mail: dqgiluiz@iq.unesp.br

Resumo: Na perspectiva de analisar em que momento o ensino da ciência química se inicia na escola, os objetivos deste trabalho são investigar os conteúdos químicos ensinados nas séries iniciais do Ensino Fundamental (1º e 2º ciclos) pelas professoras de uma escola municipal da cidade de Guarulhos e analisar as propostas dos livros didáticos aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático 2007 utilizados pelas professoras participantes dessa pesquisa. Analisamos as duas coleções de Ciências indicadas pelos professores polivalentes da escola e, nesta mesma unidade escolar coletamos dados junto aos professores através de um questionário com cinco questões abertas, que versavam sobre os conteúdos, o livro didático e experimentação. A pesquisa realizada foi construída dentro de uma abordagem qualitativa, onde os dados foram analisados sob uma perspectiva em profundidade em detrimento da quantidade (Bogdan & Biklen, 1994) seguindo as categorias “Evolução da Química” e “Experimentação”.

Palavras-chave: conteúdos químicos, Ensino Fundamental, livro didático, experimentação

 

A RELAÇÃO COM O SABER DE BERNARD CHARLOT E SEU VÍNCULO COM A EPISTEMOLOGIA DE GASTON BACHELARD.

Guilherme Trópia1
Ademir Donizeti Caldeira2
1Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, guilherme@ced.ufsc.br
2Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, miro@ced.ufsc.br

Resumo: Esse trabalho tem por objetivo apresentar alguns aspectos da epistemologia de Gaston Bachelard e da teoria da relação com o saber de Bernard Charlot para promover uma reflexão sobre possíveis relações entre elas. Tomando como base às questões da formação do espírito científico, os obstáculos epistemológicos e pedagógicos e a perspectiva descontinuísta de Bachelard serão discutidos os possíveis vínculos dessas categorias bachelardianas com a formulação da questão e do conceito da relação com o saber de Charlot e a dinâmica entre descontinuidade/continuidade da relação com o saber na escola.


Palavras-chave: relação com o saber; epistemologia; conhecimento científico.

 

A RELAÇÃO COM O SABER PROFISSIONAL DO PROFESSOR DE QUÍMICA E O FRACASSO DA IMPLEMENTAÇÃO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS NO ENSINO MÉDIO

Wanda Naves Cocco Salvadego1
Carlos Eduardo Laburú2
Marcelo Alves Barros3
1UEL/Mestranda em Ensino de Ciências e Educação Matemática, wandacocco@yahoo.com.br
2UEL/Departamento de Física, laburu@uel.br
3UEM / Departamento de Física/ mbarros@dfi.uem.br

Resumo: Partindo do pressuposto de que as atividades experimentais em química são importantes para o ensino desta disciplina, busca-se compreender, essencialmente, as razões para o “fracasso experimental”, no sentido da pouca importância dada a essa prática de ensino, constatável pela ausência praticamente generalizada de atividades empíricas de química nos colégios. Propomo-nos a refletir o discurso do professor de química do ensino médio, com referência às atividades experimentais, com respeito ao uso ou não destas atividades como mecanismo instrucional. Tomamos como referencial a teoria da relação com o saber de Charlot, que nos permite desviar o enfoque de uma leitura negativa da falta ou da carência para uma leitura positiva da relação do professor com o seu saber profissional.

Palavras-chave: Química, atividades experimentais, Charlot.

 

A RELAÇÃO ENTRE CONTEXTO E PERFIL CONCEITUAL: UM EXEMPLO PARA A ENERGIA

André Machado Rodrigues1
Cristiano Rodrigues de Mattos2
1Universidade de São Paulo/Programa de pós graduação em ensino de ciências, andremr@if.usp.br
2Universidade de São Paulo/Instituto de Física, mattos@if.usp.br

Resumo: Neste trabalho, pretendemos evidenciar a importância de se considerar o contexto nas pesquisas em ensino de ciências, em especial aquelas que envolvem a medida do perfil conceitual. Através de uma pesquisa empírica, utilizando um questionário com uma questão aberta, investigamos a hipótese da “ressonância” entre o conceito de energia e os contextos disciplinares, em um escola de Ensino Médio. Essa investigação nos dá ferramentas apara avaliarmos as metodologias que têm sido empregadas no levantamento do perfil conceitual. Por meio da noção de perfil conceitual, pretendemos contribuir para uma melhor delimitação da noção de contexto. Para esta tarefa, nos utilizamos do referencial socio-interacionista de Vigotski.

Palavras-chave: Contexto, Perfil Conceitual, formação de conceitos, sócio-interacionismo

 

A RELAÇÃO UNIVERSIDADE E ESCOLA PÚBLICA: A ESCOLA COMO
UM ESPAÇO POTENCIAL DE CONTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO DO
ACADÊMICO

Zulind Luzmarina Freitas1 ,Ernandes Rocha de Oliveira2, Lizete Maria Orquiza de Carvalho3
1Unesp/Departamento de Matemática/Faculdade de Engenharia, zulind@mat.feis.unesp.br
2Unesp/Departamento de Matemática/Faculdade de Engenharia, ernandes@mat.feis.unesp.br
3Unesp/Departamento de Física e Química/Faculdade de Engenharia, lizete@dfq.feis.unesp.br

Resumo: Este trabalho é parte de uma pesquisa de doutoramento em andamento, realizada no Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciências (UNESP – Bauru), que está inserida em um Projeto de parceria Universidade e Escola pública. Tem como objetivo compreender os aspectos da interação entre professores da Universidade da área de Ciências e professores da Escola, ocorrida no contexto daquele Projeto, que contribuem para a formação do professor acadêmico. A coleta de dados deu-se em um contexto natural e envolveu dois tipos de situações. Nossa análise compõe-se, por um lado, por uma diferenciação de situações que caracterizam a relação entre os sujeitos da pesquisa e, por outro, por abordagens e categorias de análises que traduzem o nosso olhar para o objeto da pesquisa. Abordamos o objeto de pesquisa sob dois pontos de vista, da “estrutura social” e da “epistemologia”.

Palavras chaves: parceria universidade e escola pública; ensino superior, formação docente.