A METACOGNIÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM EM FÍSICA: O QUE MOSTRAM AS PESQUISAS BRASILEIRAS

Cleci Werner da Rosa1, José de Pinho Alves Filho2
1Área de Física da Universidade de Passo Fundo – UPF -  Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica da UFSC cwerner@upf.br
2Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC - Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica da UFSC jopinho@fsc.ufsc.br

Resumo: O presente trabalho objetiva identificar a presença da metacognição nas pesquisas brasileiras relacionadas ao ensino de Física, de modo a analisar teses, dissertações, artigos científicos e trabalhos apresentados em eventos nacionais, no período de 1997 a 2006. A intenção é fornecer subsídios para refletir a temática e assim, contribuir para a qualificação do ensino de Física. Nas pesquisas analisadas foram identificadas quatro categorias que permitiram discutir a perspectiva na qual a metacognição vem sendo apresentada nas pesquisas nacionais em ensino de Física. Como resultado deste estudo, cujo levantamento realizado revela um quadro recente da produção científica brasileira, aponta-se a necessidade de ampliar o campo de investigação da relação metacognição – ensino de Física, bem como, a necessidade de que mais dados empíricos sejam obtidos, para que a temática tome a dimensão desejada no cenário educacional brasileiro.

Palavras-chave: ensino de Física; estratégia de aprendizagem; metacognição.

 

A MODELAGEM COMPUTACIONAL QUANTITATIVA NO ESTUDO DA INTERAÇÃO PREDADOR – PRESA: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO COM ESTUDANTES DE NÍVEL SUPERIOR

Fernanda Provedel Zambom1
Elias Gonçalves2
1Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo, fernandapz@gmail.com
2Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo/ Coordenadoria de Física, eliasgoncalves@gmail.com

Resumo: O artigo apresenta resultados da investigação sobre a utilização do Ambiente de Modelagem Computacional Quantitativo ao aprendizado exploratório de conteúdos específicos de Ciências. Os resultados aqui apresentados são relativos ao estudo e a interação e desempenho de alunos de ensino superior, durante a utilização do ambiente de modelagem computacional quantitativo baseado na metáfora de ícones VENSIM em uma atividade sobre uma população de cervos que ocupou o Plato Kaibab, no nordeste do Arizona, Estados Unidos. Os dados são de natureza qualitativa e para a sua análise foi utilizada a técnica da Rede Sistêmica. Os resultados sugerem que os estudantes foram capazes de desenvolver o modelo proposto para este sistema ambiental, apresentando dificuldades e habilidades no desenvolvimento do processo de construção de modelos.

Palavras-chave: Modelagem Computacional Quantitativa, Interação Predador-Presa.

 

A MODELAGEM COMPUTACIONAL QUANTITATIVA NO ESTUDO DE UMA BACIA HIDROGRÁFICA: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO COM ESTUDANTES DE NÍVEL SUPERIOR

Leandro Anderson Carvalho Sales1
Elias Gonçalves 2
1Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo, leandruanderson@gmail.com
2 Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo/Coordenadoria de Física, eliasgoncalves@gmail.com

Resumo: O artigo apresenta resultados da investigação sobre a utilização do Ambiente de Modelagem Computacional Quantitativo ao aprendizado exploratório de conteúdos específicos de Ciências, onde se buscou investigar a integração das tecnologias de informação e comunicação através dos conceitos de modelos e modelagem visando o desenvolvimento e a avaliação de estratégias para a sua utilização nos processos de ensino e aprendizagem e a inovação curricular para a Educação Superior, particularmente do curso de Tecnologia em Saneamento Ambiental baseado na metáfora de ícones VENSIM em uma atividade sobre o fluxo de água de uma bacia hidrográfica. Os dados são de natureza qualitativa e para a sua análise foi utilizada a técnica da Rede Sistêmica. Os resultados sugerem que os estudantes foram capazes de desenvolver os modelos propostos, identificando o tipo de estrutura causal apresentando dificuldades e habilidades no desenvolvimento do processo de construção de modelos.

Palavras-chave: Modelagem Computacional Quantitativa

 

A MOTIVAÇÃO DO ALUNO PARA APRENDER CONTEÚDOS DE FÍSICA NA SUA RELAÇÃO COM O USO DE PROJETOS ESCOLARES EXPERIMENTAIS

Ana Cristina Espindola1
Ana Cristina Garcia Dias2, Vania Elisabeth Barlette3
1Escola Estadual de Educação Básica Thomás Fortes, Santiago, RS/Centro Universitário Franciscano, Santa Maria, RS, e-mail: annacristhyna@yahoo.com.br
2Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, e-mail: cristcris@hotmail.com
3Centro Universitário Franciscano, Santa Maria, RS, e-mail: vebarlette@gmail.com

Resumo: Neste trabalho, apresenta-se um relato parcial de pesquisa acerca da motivação do aluno para aprender conteúdos de Física na sua relação com o uso de projetos escolares experimentais, a partir da ótica do aluno, no âmbito de uma dissertação de Mestrado. As questões que se apresentam para discussão dizem respeito aos motivos que levam o aluno a escolha de um determinado projeto e às expectativas do aluno quanto ao desenvolvimento e aos resultados do seu projeto. Participaram desta pesquisa 181 alunos da 1ª e 2ª séries do ensino médio da Escola Estadual de Educação Básica Thomás Fortes, Santiago, RS. Análises preliminares dos conteúdos dos registros, escritos em questionário aberto aplicado na etapa inicial de desenvolvimento dos projetos, indicam que a escolha dos projetos pelos estudantes foi motivada principalmente pela simplicidade e facilidade em diversos aspectos do desenvolvimento e apresentação de suas produções.

Palavras-chave: Motivação; Método de projetos; Ensino de Física.

 

A MÚSICA NO DESENVOLVIMENTO DE CONCEITOS DE CITOLOGIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)

Vilma Fernandes Carvalho¹
Maria de Fátima Marcelos², Andréa Carla Leite Chaves³, Agnela da Silva Giusta4
1PUC-MG. PREPES/Acadêmica do Mestrado em Ensino de Biologia/ vilmacarvalho@hotmail.com
’CEFET-MG/ Mestre em Educação Tecnológica / Grupo de Pesquisas AMTEC/ fatimamarcelos@gmail.com
3PUC-MG. PREPES/ Profa. Dra. Mestrado em Ensino de Biologia/ andreacarlachaves@gmail.com
4PUC-MG. PREPES/ Profa. Dra. Mestrado em Ensino de Biologia/ agnela@pucminas.br

Resumo: Este trabalho qualitativo, exploratório, tem por objetivo contribuir para a melhoria do ensino-aprendizagem de Biologia com o uso de estratégias alternativas. Para tal, analisamos o emprego de música em sala de aula como estratégia de motivação para a aprendizagem de conceitos científicos do conteúdo de Citologia, na Educação de Jovens e Adultos. O estudo foi realizado com 43 estudantes da EJA de uma fundação de ensino pública da cidade de Contagem, MG. A coleta de dados foi realizada por: aplicação de questionário, observação de atividade dos alunos (criação e apresentação de paródias) e grupo-focal. Os resultados apontam que os estudantes consideram a música um importante recurso didático alternativo e que a fixação de conceitos e de termos relativos à citologia foi favorecida com a atividade. Tais resultados sugerem a ampliação do emprego da música como recurso no desenvolvimento da aprendizagem de Biologia. 

Palavras-chave: Biologia, Células, Educação de Jovens e Adultos, Ensino-aprendizagem, Música.


A NATUREZA DAS TEORIAS CIENTÍFICAS: INTERPRETAÇÕES DE ESTUDANTES SOBRE A REVOLUÇÃO COPERNICANA

Ana Carolina Staub1, Fábio Peres Gonçalves2, Renata Hernandez Lindemann3
1. UFSC/Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, anacarolina2512@yahoo.com.br
2  UFSC/Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, fabiopgon@hotmail.com
3  UFSC/Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, relindemann@yahoo.com.br

Resumo: O artigo explora resultados de uma pesquisa junto a estudantes de segunda fase da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, de uma instituição pública federal, com o objetivo de caracterizar suas concepções sobre a natureza das teorias científicas. O instrumento de pesquisa apresenta cinco textos com distintas interpretações epistemológicas da ‘Revolução Copernicana’. Em cada texto os alunos atribuíram um grau de concordância justificando seus posicionamentos. Com base na análise dos dados pode-se afirmar que parte significativa dos estudantes apresenta uma posição crítica em relação à natureza das teorias científicas. Por fim, discute-se as possíveis contribuições de um entendimento crítico da natureza das teorias científicas no estudo da ´Revolução Copernicana`.

Palavras-chave: Natureza da Ciência; Teorias Científicas; Ensino de Física.

 

A NATUREZA DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO E O ENSINO DE CIÊNCIAS

Viviane Briccia do Nascimento1, Anna Maria Pessoa de Carvalho2
1 Universidade Estadual de Santa Cruz/Departamento de Ciências da Educação, viviane@uesc.br
2 Faculdade de Educação – Universidade de São Paulo, ampdcarv@usp.br

Resumo: Este trabalho apresenta o resultado de uma ação de pesquisa em escolas públicas da grande São Paulo, através do uso de diversas metodologias de Ensino inovadoras envolvendo o conteúdo de termodinâmica, inclusive textos de história da Ciência, com a intenção de trabalharmos de maneira implícita aspectos de Filosofia da Ciência. A opção por este tipo de ensino se deu pela necessidade de uma alfabetização científica, no sentido de que não é apenas necessário conhecermos conceitos científicos, mas também, de se ter um conhecimento sobre a Natureza da Ciência. Através da aplicação de um texto Histórico sobre calor, obtivemos indícios de que os alunos passam a compreender alguns aspectos importantes sobre o conhecimento científico, sendo eles: A Ciência como Atividade Humana; O Caráter Provisório do mesmo e a construção de uma visão histórica e problemática da Ciência.

Palavras-chave: Ensino de Ciências; Ensino por investigação; Metodologia de Ensino; História e Filosofia da Ciência.

 

A OFICINA DE MATERIAIS RECICLÁVEIS NO ENSINO DE CIÊNCIAS E NOS PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: REFLETINDO SOBRE A PRÁTICA EDUCATIVA

Sirlei Sebastiana Polidoro Campos 1, Osmar Cavassan 2
1 Mestre em Educação para a Ciência da Faculdade de Ciências - UNESP - Campus de Bauru (SP), Professora da Rede Municipal de Educação de Bauru, do Instituto de Ensino Superior de Bauru (IESB), das Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) (sspcampos@gmail.com)
2 Professor Assistente Doutor - Departamento de Ciências Biológicas, participa do Grupo de Pesquisa em Educação e Ciências Ambientais da Faculdade de Ciências - UNESP - Campus de Bauru (SP). (cavassan@fc.unesp.br)

Resumo: As questões referente ao aumento da produção do lixo em ambientes urbanos, em especial dos recicláveis, são freqüentemente inseridos no ensino de Ciências e em programas de Educação Ambiental. A oficina de materiais recicláveis apresenta-se como forma de chamar a atenção dos participantes sobre a possibilidade de se prolongar à utilidade de materiais recicláveis. Permite também uma reflexão sobre o consumismo exagerado, em franca ascensão, como conseqüência de um modelo econômico capitalista. Esta oficina pode tanto permitir o questionamento sobre o consumismo e o descarte inadequado, quanto estimular os seus participantes a consumirem mais produtos mediante as possíveis vantagens com a confecção de objetos, retardando assim, o destino final dos materiais recicláveis. Portanto, o presente trabalho discute as contribuições, dessa atividade, para a minimização dos problemas ambientais, bem como as contradições e as ações desconexas com os objetivos da Educação Ambiental que ela pode provocar.

Palavras chaves: oficina, materiais recicláveis, ensino de Ciências, Educação Ambiental

 

A ÓPTICA NEWTONIANA NO SÉCULO XVIII: O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSE EPISÓDIO?

Breno Arsioli Moura1
Cibelle Celestino Silva2
1Pós-graduação Interunidades em Ensino de Ciências/Universidade de São Paulo, brenoam@if.usp.br
2Instituto de Física de São Carlos/Universidade de São Paulo, cibelle@ifsc.usp.br

Resumo: Apesar da dificuldade em abordar a Natureza da Ciência em sala de aula, há um entendimento geral da necessidade de incorporar nos currículos noções sobre como ocorre a construção do conhecimento científico. Estudando a história da elaboração e desenvolvimento e do processo de aceitação de teorias científicas podem ajudar os professores a incluir discussões sobre a Natureza da Ciência no ensino de Ciências. Este trabalho apresenta uma análise da aceitação e propagação das teorias sobre luz e cores de Newton ao longo do século XVIII. Ao contrário do que geralmente se acredita, sua teoria passou por períodos muito distintos ao longo desse século, sendo um dos episódios mais interessantes e desconhecidos da História da Ciência.

Palavras-chave: Newton, óptica, século XVIII, natureza da ciência.

 

A ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇO FORMATIVO NA ESCOLA: UM ESTUDO SOBRE A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORAS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Rozicleide Bezerra de Carvalho1
Márcia Gorette Lima da Silva2
1 UFRN/Pós-Graduação em Ensino de Ciências Naturais e Matemática rozicleide@hotmail.com
2 UFRN/Pós-Graduação em Ensino de Ciências Naturais e Matemática marciaglsilva@yahoo.com.br

Resumo: Vários são os problemas que envolvem a formação do professor em nosso país. Esta formação se dá, também, fora dos muros da agência formadora, entre eles a escola. Objetiva-se acompanhar a criação e consolidação de um espaço formativo de professoras do Ensino Fundamental em decorrência da escola onde atuam exigir que trabalhem conteúdos de Ciências por meio de projetos interdisciplinares. As questões de estudo baseavam-se em identificar dificuldades para realizar tais atividades; promover/realizar cursos e oficinas de estudo sobre estes temas; conhecer as mudanças promovidas na ação docente a partir da consolidação do espaço formativo. O percurso metodológico incluía análise do planejamento e observação em sala de aula; questionários com perguntas abertas e elaboração de textos; realização de intervenção tendo como instrumentos diário reflexivo e elaboração de material didático; retorno à sala de aula para observar as ações e planejamentos. Observou-se o envolvimento das professoras e mudanças nas suas atitudes.

Palavras-chave: espaço formativo; ensino de Ciências; formação de professores