A DISCIPLINA FÍSICA NO ENSINO SECUNDÁRIO ENTRE OS ANOS DE 1810 E 1930

Roberto B. Nicioli Junior1
Cristiano Rodrigues de Mattos2
1Universidade de São Paulo/Instituto de Física, robnj@if.usp.br
2Universidade de São Paulo/Instituto de Física, mattos@if.usp.br

Resumo: O artigo pretende mostrar que no ensino secundário durante o século XIX a Física não teve uma abordagem significativa no currículo nacional devido às disciplinas de caráter humanista assumirem um importante papel na formação do cidadão. Essa importância era destacada pelas disciplinas preparatórias, que eram os certificados exigidos para ingresso no curso superior. Nessa mesma época havia exceções como o Ensino Militar que era essencialmente de caráter científico, porém as disciplinas de nível secundário estavam nas séries iniciais do ensino superior militar. Esse quadro se estendeu até o final do século XIX quando o ensino de ciências adquire espaço em nosso currículo devido às grandes revoluções tecnológicas necessitando, consequentemente, de mão-de-obra especializada. Vemos que cursos como a Escola Politécnica, que foram criados a partir do Ensino Militar, acabam adquirindo o mesmo caráter do militar pois apresentam nas suas séries iniciais as disciplinas científicas a fim de suprir um ensino secundário deficiente. Essas séries iniciais do ensino politécnico são importantes para o ensino de Física pois, como tem a função de suprir deficiências, atuam na didatização dos conteúdos escolares.

Palavras chaves: Física, Disciplina e Currículo.

 

A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA ATRAVÉS DE UM ACELERADOR DE PARTÍCULAS

Graciella Watanabe1, Marcelo Gameiro Munhoz2
1Universidade de São Paulo/Departamento de Física Nuclear/gwatanabe@dfn.if.usp.br
2Orientador/Universidade de São Paulo/Departamento de Física Nuclear/munhoz@if.usp.br

Resumo: Este trabalho se propõe a investigar diretrizes que possam orientar a utilização de centros de pesquisa como espaços de divulgação científica, tomando como referência o acelerador de partículas Pelletron da Universidade de São Paulo.  Parte-se de uma reflexão que busca individualizar, para esse caso específico, considerações mais gerais sobre o papel e objetivos da divulgação científica, segundo suas diferentes abordagens e concepções.  Da mesma forma, são discutidos quais aspectos, relacionados à questão do ensino-aprendizagem em espaços não formais, melhor se adequam ao potencial de um centro dessa natureza.  A partir dessas considerações, são estabelecidos alguns elementos que devem estar presentes na elaboração de propostas de visitas e outras atividades correlatas, no espaço do laboratório, dirigidas para alunos de ensino médio, ensino superior e visitantes em geral.  Esses elementos correspondem a objetivos em três âmbitos diferentes: conhecimentos científicos/tecnológicos, envolvendo os princípios básicos e as montagens estruturais de funcionamento do acelerador;  conhecimentos relacionados à ciência enquanto processo, a partir da apresentação do processo de produção e a natureza das pesquisas desenvolvidas, e, finalmente, conhecimentos que permitam compreender o sentido da ciência e da pesquisa científica no âmbito da sociedade.

Palavras-chave: divulgação científica, física nuclear, ensino informal, cidadania, acelerador de partículas.

 

A Divulgação da Astronomia por Museus e Centros de Ciências por meio da internet

Cecília Maria Pinto do Nascimento1 , Douglas Falcão Silva2, Maria Esther Alvarez Valente3
1Museu de Astronomia e Ciências Afins-MCT/Coordenação de Educação em Ciências, cecilia@mast.br
2Museu de Astronomia e Ciências Afins-MCT/Coordenação de Educação em Ciências, douglas@mast.br
3Museu de Astronomia e Ciências Afins-MCT/Coordenação de Educação em Ciências, esther@mast.br

Resumo: Museus/Centros de Ciência podem adaptar diferentes temas aos mais diversos recursos disponíveis em prol da divulgação científica, onde um deles é a Internet. Este meio transformou a maneira com que as informações chegam aos usuários, provocando mudanças no comportamento e na percepção de mundo. Dentre os mais diversos temas que museus/centros de ciência podem abordar, a Astronomia é uma das áreas que desperta um enorme fascínio em pessoas de todas as idades e procedências. Nesse sentido, tomando a Internet como meio de divulgação científica, procuramos fazer um mapeamento dos museus/centros de ciência, no âmbito internacional, que possuem páginas na Internet dedicadas à Astronomia, em sua totalidade ou não, e as submetemos a uma análise preliminar. Verificamos uma tendência indicando que essas instituições têm se preocupado com a qualidade das informações e de suas páginas, porém uma olhar mais cuidadoso para este meio ainda é necessário.

Palavras-chave: museus e centros de ciência, divulgação científica, astronomia, internet

 

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE FÍSICA: ANÁLISE DE TRABALHOS PUBLICADOS NO PERÍODO 2000-2006

Adriana Aparecida da Silva1
Sheila Cristina Ribeiro Rego2
1UFRJ/NUTES, drica_fis@yahoo.com.br
2UFRJ/NUTES, scrrego@gmail.com

Resumo: No contexto das sociedades modernas, a Educação à Distância - EaD tornou-se parte integrante da retórica educacional, levando-nos a notar um gradativo aumento do percentual de trabalhos que enfocam a temática da EaD. Este trabalho constitui-se como um levantamento da produção acadêmica sobre formação de professores de Física na modalidade à distância publicada em revistas e em anais de  eventos nacionais. Fazemos a  análise dos artigos segundo as  categorias “referenciais teóricos”,  “relações com as políticas públicas”,  “tipos de trabalho”, “tipos de  formação” e  “instrumentos”,  as quais passamos a descrever. Pôde-se perceber no que concerne ao foco deste trabalho, que apesar do crescimento gradativo da produção acadêmica, a insipiência desse campo de pesquisa. Nos 7 anos que compõem o recorte temporal deste artigo, apenas 21 artigos foram encontrados, demonstrando a necessidade de mais estudos referentes a EaD na formação de professores de Física.
Palavras-chave: Formação de professores, Física, Educação a Distância (EaD).


A EDUCAÇÃO EM ESPAÇOS DIFERENCIADOS: O PROGRAMA DA SAÚDE DA FAMÍLIA E O ENSINO DE CIÊNCIAS

Melissa M. Marques¹, Carmen L. P. Silveira²
¹ Universidade Severino Sombra (USS), Depto de Farmácia;  Centro Universitário Plínio Leite (UNIPLI), Curso de Mestrado Profissional em Ensino de Ciências da Saúde Ambiente;melissa.manna@terra.com.br
² Centro Universitário Plínio Leite (UNIPLI), Curso de Mestrado Profissional em Ensino de Ciências  da Saúde e Ambiente; Depto de Biomedicina; carsil1@oi.com.br; carsil@nitnet.com.br

Resumo: Trata-se de um trabalho da Atenção Farmacêutica (AF) como instrumento utilizado no Programa de Saúde na Família (PSF), na Universidade Severino Sombra (USS), e como ferramenta para educação em ciências da saúde. Oobjetivo da pesquisa foi usar visitas domiciliares (VDs), neste espaço não-formal para promover educação em saúde, com usuários orientados sobre problemas de saúde. Mensalmente, o corpo técnico, farmacêuticos e alunos de farmácia, analisou possíveis Problemas Relacionados aos Medicamentos (PRMs) usados. Os registros foram o histórico e o acompanhamento farmacoterapêutico. Durante dois anos, foram atendidos quarenta e cinco pacientes, mas somente trinta aderiram ao tratamento, com relato de melhoria na saúde pela orientação educativa prestada. A pesquisa concluiu que há inestimável importância da AF, resultando em expressiva melhoria da qualidade de vida da população com a promoção de ações educativas no ensino de ciências da saúde.

Palavras-chave: Educação em Saúde, Atenção Farmacêutica, Programa de Saúde da Família.

 

A EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE E O ENSINO DE CIÊNCIAS: ESTUDANDO AS ZOONOSES

Joana Kliemann da Cruz (1), Mariana Proença (2), Rosana Maria Paris (3), Ricardo Luiz Ramos (4), Rossano André Dal-Farra (5), Edson Roberto Oaigen(6)
1Universidade Luterana do Brasil-Ulbra/Lpec, joanakc@gmail.com
2Universidade Luterana do Brasil-Ulbra/Lpec, mariana.proença@gmail.com
3Universidade Luterana do Brasil-Ulbra/Lpec, rosanamparis@yahoo.com.br
4Universidade Luterana do Brasil-Ulbra/Lpec, rluizramos@gmail.com
5 Universidade Luterana do Brasil- Ulbra/Lpec, rossanodf@uol.com.br
6Universidade Luterana do Brasil-Ulbra/Lpec, oaigen@terra.com.br

Resumo: A Organização Mundial da Saúde define zoonoses como doenças naturalmente transmissíveis entre animais vertebrados e seres humanos. Alguns autores incluem ainda patologias como a dengue, febre amarela, malária e doença de chagas no âmbito das zoonoses. Diante da relevância epidemiológica destas doenças, especialmente no Brasil, as zoonoses se constituem em tema relevante no âmbito do Ensino de Ciências e a sua interface com a Educação para a Saúde, devendo ser objeto de estudo tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio. Com base nestas premissas, o objetivo deste estudo consiste em realizar uma prospecção a respeito do conhecimento de estudantes de nível médio, de graduação e pós-graduação em relação às zoonoses, visando lançar as bases para abordar o tema em atividades didáticas no Ensino de Ciências. Entende-se que através de programas educativos e de saúde dentro das escolas será possível contribuir para os programas de controle destas doenças na população.

Palavras-chave: educação para a saúde, ensino de Ciências, zoonoses


A EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA NO CONTEXTO DAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: A VOZ DOCENTE

Leandra Martins de Oliveira1, Paulo Cezar Santos Ventura2, Mônica Lana da Paz3
Maria da Consolação Ribeiro Viana Silveira4
1CEFET-MG/Mestrado em Educação Tecnológica, leiama2005@yahoo.com.br
2 CEFET-MG/Mestrado em Educação Tecnológica, pcventura@gmail.com
3 CEFET-MG/Mestrado em Educação Tecnológica, monykynhalana@yahoo.com.br
4 CEFET-MG/Mestrado em Educação Tecnológica, consolaelacir@ig.com.br

Resumo: Este trabalho resulta de um estudo realizado com docentes de uma escola da rede pública estadual de Ibirité - MG, objetivando identificar as concepções das professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental sobre educação tecnológica. Tais concepções contribuem para a discussão conceitual sobre educação tecnológica e sua importância na prática pedagógica deste segmento de ensino. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com sete docentes que atuavam da Fase Introdutória à 4a série. Os resultados apontaram que as docentes percebem a educação como um processo de mudança, caracterizado pela auto-construção do homem, que exige participação séria dos educadores e crença no que faz. A tecnologia foi percebida enquanto recursos, instrumentos que facilitam a vida humana, e a educação tecnológica foi associada à preparação do aluno para a utilização de recursos na sociedade tecnológica. Esta visão impede a compreensão da tecnologia enquanto um processo historicamente construído por meio das relações sociais.

Palavras-chave: educação tecnológica, tecnologia, educação.

 

a eletricidade estática: Os obstáculos epistemológicos, AS CONCEPÇÕES ESPONTÂNEAS, o conhecimento científico e A apreNdizagem de conceitos

Moacir Pereira de Souza Filho1
Sérgio Luiz Bragatto Boss2, João José Caluzi3
1Universidade Estadual Paulista/Programa de Pós-Graduação para Ciências/Faculdade de Ciências, moacir@fc.unesp.br
2Universidade Estadual Paulista/Programa de Pós-Graduação para Ciências/Faculdade de Ciências, serginho@fc.unesp.br
3Universidade Estadual Paulista/Programa de Pós-Graduação para Ciências/Faculdade de Ciências, caluzi@fc.unesp.br

Resumo: O objetivo central deste trabalho é identificar, descrever e analisar os obstáculos ao conhecimento científico. A trajetória histórica percorrida vai da gênese da eletricidade à descoberta da bateria elétrica. Este período, denominado pré-científico, caracterizou-se por concepções e obstáculos que embora fundamentais ao desenvolvimento da eletricidade, entravaram o início do eletromagnetismo. Faremos uma breve psicanálise, e mostraremos que alguns destes conceitos ainda estão fortemente arraigados no subconsciente dos alunos.

Palavras-chave: Obstáculos epistemológicos, História da Ciência, Ensino de Ciência e Eletricidade Estática.


A ENERGIA ELÉTRICA NA SALA DE AULA DO ENSINO MÉDIO: ESTRATÉGIAS DE ABORDAGEM EM CIÊNCIA-TECNOLOGIA-SOCIEDADE (CTS)

José Roberto da Rocha Bernardo1, Deise Miranda Vianna2
Helena Amaral da Fontoura3,
1Colégio de Aplicação-UFRJ e Instituto Oswaldo Cruz-Fiocruz, bernardo.jrr@gmail.com
2Instituto de Física-UFRJ e Instituto Oswaldo Cruz-Fiocruz, deisemv@if.ufrj.br
3Faculdade de Formação de Professores UERJ e Instituto Oswaldo Cruz-Fiocruz, helenaf@uerj.br

Resumo: Este trabalho investiga a participação de um grupo de cinco professores de física, da rede pública de ensino médio do Rio de Janeiro, ao longo do processo de construção coletiva, de um conjunto de estratégias, para abordagem do tema “produção e consumo da energia elétrica na sala de aula do ensino médio”, à luz do enfoque ciência-tecnologia-sociedade (CTS). Nossa intenção é promover a conscientização do grupo sobre as questões próprias do tema sugerido, e a relevância da abordagem baseada no enfoque CTS. Além disso, busca-se identificar aspectos do grupo que possam facilitar a ação desses professores, durante um curso de curta duração para formação de professores, que se dividiu entre momentos de aulas expositivas e oficinas para a construção das estratégias apontadas pelo grupo como as mais adequadas.
Palavras-chave: Formação de professores de Ciências, Enfoque CTS, Ensino de Física, Energia.

 

A EPISTEMOLOGIA DA TEORIA DE GARDNER NO ENSINO DE CIÊNCIAS

Norma Aparecida Lopes de Oliveira1
Evandro Ghedin2
Manuel do Carmo da Silva Campos3
1Professora da Universidade do Estado do Amazonas e Mestranda no Mestrado em Ensino de Ciência na Amazônia desta Universidade. nlopes@eua.edu.br
2 Doutor em Educação, Professor e Coordenador do Mestrado em Ensino de Ciências na Amazônia. eghedin@uea.edu.br
3  Doutor em Teologia Moral, Professor do Mestrado em Ensino de Ciências na Amazônia. mcampos@uea.edu.br

Resumo: O ponto principal dos trabalhos de Gardner centraliza-se, não no número de competências que se associam à inteligência, mas no caráter múltiplo e variado que se apresenta através da inteligência bem como a possibilidade de poder olhar para as suas manifestações, como um conjunto de relações entre as dimensões que são estabelecidas nas possibilidades de manifestação da inteligência. Essa nova concepção de inteligência traz implicações para o contexto sócio-educacional, visto que está relacionada com a formação de um novo ser, com uma maior capacidade de realizar trabalhos em grupos, maior competência e com maior equilíbrio emocional em meio a tantas exigências sociais, criando possibilidades de existência de diferentes perfis intelectuais em diferentes grupos, resgatando, portanto um novo papel para o educador no ensino de ciências.

Palavras-chave: Inteligências múltiplas, ensino de ciências, aprendizagem.

 

A EPISTEMOLOGIA DE LEONTIEV, A RELAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DO PSIQUISMO HUMANO, A CULTURA E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS

Darlisângela Maria Monteiro 1
Evandro Ghedin 2, Marcos Frederico Krüger3
1 Universidade do Estado do Amazonas – UEA Mestranda do Programa de Pós Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia/E-mail: darlimonteiro@yahoo.com.br
2 Universidade do Estado do Amazonas – UEA /Professor Dr. do Programa de Pós Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia /Escola, E-mail: eghedin@bol.com.br
Universidade do Estado do Amazonas – UEA /Professor Dr. do Programa de Pós Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia E-mail:marcosfrederico@vivax.com.br

Resumo: Este artigo apresenta o trabalho realizado por Leontiev sobre o desenvolvimento do psiquismo, no que concerne o desenvolvimento cognitivo infantil. Tem-se como objetivo articular a epistemologia por ele elaborada com o ensino de ciências. Este texto é resultado de estudo bibliográfico, e está estruturado em cinco itens. Assim, utilizam-se teóricos que articulam a teoria da atividade para o desenvolvimento do psiquismo em uma abordagem sócio-histórica, focalizando-se a apropriação dos bens culturais da humanidade através de brincadeiras ou jogos realizados pela criança, estes sendo elementos fundamentais para exercitar papéis contidos na realidade e a manifestação das ações de apropriação da experiência histórico-social como processo formador de estruturas mentais. Por fim, argumenta-se as contribuições da teoria da atividade para o ensino de ciências.
Palavras-chave: Desenvolvimento do psiquismo. Teoria da Atividade. Leontiev. Ensino de ciências

 

A estruturação de um curso de Física Moderna e Contemporânea: A Física de Partículas Elementares no Ensino Médio

Maxwell Siqueira1
1Universidade de São Paulo - FEUSP/NuPIC - maxwell_siqueira@hotmail.com

Resumo: Buscando contribuir para a inovação do currículo de Ciências, inserindo tópicos de Física Moderna e Contemporânea no Ensino Médio, foi elaborada uma proposta de um curso sobre as Partículas Elementares para alunos da escola secundária, levando os principais conceitos dessa área de conhecimento científico, descrevendo com maiores detalhes a estrutura da matéria.
Assim, este trabalho apresenta a proposta da seqüência didática sobre Partículas Elementares para o Ensino Médio, mostrando como foi a sua estruturação, as suas aplicações e os obstáculos encontrados, bem como alguns dados trazidos com a análise dessas aplicações.

Palavras-chave: Física Moderna e Contemporânea, Ensino de Partículas Elementares.

 

A ÉTICA NO ENSINO DE EVOLUÇÃO

Eric Campos Vieira de Castro1 e Vivian Leyser2
1Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica-UFSC, eric@ced.ufsc.br
2Depto Biologia Celular, Embriologia e Genética-CCB-UFSC, vivian@ced.ufsc.br

Resumo: Levando em consideração as recorrentes questões levantadas no exercício do ensino de evolução biológica (EB) – questões estas reconhecidamente polêmicas e de profundas implicações conceituais e éticas –, tornam-se pertinentes quaisquer contribuições que venham fornecer subsídios para o seu tratamento. É neste contexto que se insere o presente trabalho. Assim, objetivamos apontar condições, posturas e argumentações passíveis de serem aplicadas no ensino de EB. Entre estas medidas, destacamos o princípio ético-metodológico (cunhado por Stephen Jay Gould) conhecido como princípio NOMA (Nonoverlapping Magisteria). A aplicação de tal princípio possibilitaria o esclarecimento a respeito tanto das bases e da natureza das teorias evolucionistas quanto da não-sobreposição dos domínios científico e religioso em questões de natureza evolutiva; mantendo, desta maneira, um certo distanciamento (exigido pela ética) de questões subjetivas, sem que haja prejuízo para a apreciação mais objetiva e aprofundada das questões essencial e efetivamente científicas.

Palavras-chave: ensino de Biologia; ética; evolução biológica; princípio NOMA.

 

A EVOLUÇÃO DOS MODELOS SOBRE A NATUREZA DA LUZ EM UM CURRÍCULO RECURSIVO.

Geide Rosa Coelho1, Oto Borges2
1 Universidade Federal de Minas Gerais/Programa de Pós-Graduação em Educação: conhecimento e Inclusão Social /e-mail (geidecoelho@gmail.com)]
2 Universidade Federal de Minas Gerais /Colégio Técnico/ Programa de Pós-Graduação em Educação: conhecimento e Inclusão Social /(oto@coltec.ufmg.br & otoborges@ufmg.br)

Resumo: Relatamos um estudo sobre o desenvolvimento do pensamento dos estudantes sobre a natureza da luz. Esse estudo foi realizado em um ambiente curricular em que os conteúdos são organizados de forma recursiva e em espiral. O instrumento de coleta de dados foi uma dissertação sobre a natureza da luz. Esse instrumento foi aplicado em duas ocasiões: (i) no início do ano, para termos acesso aos conhecimentos prévios dos estudantes; (ii) no final do ano. Nosso objetivo é analisar se houve progresso na utilização de modelos sobre a natureza da luz após a abordagem do tema, no terceiro nível do currículo recursivo. Consorciamos métodos qualitativos e quantitativos na análise de dados. Constatamos que as experiências que os estudantes vivenciaram nesse período com o tema produziram efeitos significativos para o progresso em seus modelos, mas esses efeitos não foram igualmente verificados em todas as turmas que fizeram parte desse estudo.

Palavras-chave: Educação e Ciência, Ensino de Física, currículo recursivo, modelos hierárquicos, natureza da luz.


A EXPERIMENTAÇÃO NA AULA DE QUÍMICA: UMA APOSTA NA ABORDAGEM HISTÓRICO-CULTURAL PARA A APRENDIZAGEM DO DISCURSO QUÍMICO

Maria do Carmo Galiazzi1
Maria Teresa Orlandin Nunes2, Bianca Barreto Martins3, Viviane Conceição Duarte Madeira4, Gislaine Penha Ruffato5, Maria Carolina Salum Bulhosa6.
1Fundação Universidade Federal do Rio Grande/Departamento de Química/ mcgaliazzi@yahoo.com.br
2Fundação Universidade Federal do Rio Grande/Departamento de Química/teresa@ceamecim.furg.br
3Fundação Universidade Federal do Rio Grande/Departamento de Química/biancabmartins@yahoo.com.br
4Fundação Universidade Federal do Rio Grande/Departamento de Química/vivi.quimica@yahoo.com.br
5Fundação Universidade Federal do Rio Grande/Departamento de Química/ gisa.guga@hotmail.com
6Fundação Universidade Federal do Rio Grande/ Departamento de Química/mcarolzinhha@yahoo.com.br

Resumo: Discutimos as atividades experimentais em um processo continuado de formação. A partir dessas diferentes concepções, inserimos as atividades experimentais em uma abordagem histórico-cultural em que as ferramentas culturais inserem o indivíduo em uma comunidade e podem transformá-la. Isso faz com que o aluno, ao realizar uma atividade experimental, não seja um mero repetidor de conceitos e procedimentos, mas consiga no diálogo com a atividade experimental e o conhecimento que ela expressa relacionar com seu conhecimento e com isso aprender.

Palavras-chave: atividades experimentais e aprendizagem significativa.