A BIOQUÍMICA EM LIVROS DE QUÍMICA DESTINADOS
AO ENSINO MÉDIO

Wilmo E. Francisco Junior
Universidade Federal de São Carlos/Departamento de Metodologia de Ensino/e-mail: wilmojr@bol.com.br

Resumo: A Bioquímica é uma área interdisciplinar que possui muitas interfaces com a Química. Além disso, é um importante tema pelo qual é possível contextualizar o dia-a-dia dos estudantes ao conhecimento científico. Considerando os livros didáticos como um recurso bastante utilizado na mediação do processo de ensino-aprendizagem e a importância da Bioquímica nos dias atuais, este trabalho investigou como a Bioquímica é abordada em livros didáticos de Química destinados ao ensino médio. Os resultados obtidos revelaram uma visão simplista da Bioquímica enquanto ciência, assim como a presença de conceitos inadequados, sobretudo acerca dos lipídeos e carboidratos. Também pôde ser observada uma relação pouco consistente dos conceitos bioquímicos com o dia-a-dia e a quase ausência de propostas experimentais. Esses resultados contribuem para a pouca discussão da Bioquímica em salas de aula de Química do ensino médio.

Palavras-chave: Bioquímica, livros didáticos, ensino de química.

 

A BUSCA DA VERDADE MATEMÁTICA E O MÉTODO
AXIOMÁTICO

Thiago Nagafuchi¹
Irinéa de Lourdes Batista²
1Universidade Estadual de Londrina/Departamento de Matemática/tnagafuchi@uol.com.br
2Universidade Estadual de Londrina/Departamento de Física/irinea@uel.br

Resumo: O objetivo deste artigo é investigar a busca da verdade matemática, considerando-a como uma ciência, por sua natureza lógica e sistemática e destacando a importância de um estudo histórico-filosófico dos métodos matemáticos para uma melhor compreensão da ciência. Para tal fim, focamos o trabalho na demonstração em matemática como um critério para o estabelecimento da verdade em matemática.

Palavras-chave: Verdade matemática, método axiomático, demonstração em matemática.

 

A CIÊNCIA EM JORNAIS DE NOVE PAÍSES DA AMÉRICA LATINA

Bruno Buys 1
Marina Ramalho 2,  Luisa Massarani 3
1 Fundação Oswaldo Cruz/Casa de Oswaldo Cruz/ Museu da Vida/Centro de Estudos, e-mail brunobuys@ fiocruz.br
2 Fundação Oswaldo Cruz/Casa de Oswaldo Cruz/ Museu da Vida/Centro de Estudos, e-mail marinar@coc.fiocruz.br
3 Fundação Oswaldo Cruz/Casa de Oswaldo Cruz/ Museu da Vida/Centro de Estudos, e-mail lumassa@fiocruz.br
Área temática: Educação em espaços não-formais e divulgação científica

Resumo: Nosso objetivo é discutir a cobertura jornalística de temas de ciência e tecnologia na América Latina, tendo como estudo de caso a seção de ciência de 12 jornais diários de impacto significativo na região, abrangendo nove países. Os textos publicados em referida seção foram coletados no período de janeiro a junho de 2006 e analisados com base na metodologia de semana construída e utilizando análise de conteúdo. Nossa amostra reúne 969 textos. Entre os resultados, encontramos presença importante de questões relativas à medicina nos artigos jornalísticos. A ciência nacional teve garantido seu espaço nos jornais, embora menor que o espaço destinado aos descobrimentos em países desenvolvidos. Nos textos, destacaram-se os benefícios da ciência e foram encontradas poucas menções a riscos da ciência. Os cientistas surgem com as fontes principais de informação para os jornalistas.

Palavras-chave: Educação não-formal; Jornalismo científico; ciência e mídia

 

A COMPETÊNCIA INTERACIONAL DO PROFESSOR NAS AULAS DE CIÊNCIAS DO SEGUNDO CICLO DO ENSINO FUNDAMENTAL

Mônica Maria Gaspar1, Rosane Alencar2
1Aluna do Mestrado em Ensino das Ciências - UFRPE / monicaggaspar@gmail.com
2Professora Adjunta - PPGEC do DEPTO de Educação/rosanealencar@gmail.com

Resumo: O presente texto apresenta uma pesquisa em desenvolvimento, no quadro de uma dissertação de Mestrado em Ensino de Ciências cujo objeto de estudo é a competência interacional do professor do segundo ciclo do Ensino Fundamental. A pesquisa se insere numa perspectiva qualitativa em Educação, situada nas discussões referentes ao ensino de ciências e as suas implicações para a formação dos professores. Nesse sentido, faz-se necessário um breve histórico acerca do termo competência com o seu surgimento no âmbito educacional e como a sua conceituação tomou a noção polissêmica para situarmos o uso do termo competência interacional. Em seguida, apresentaremos o percurso metodológico adotado e a proposta de tratamento e análise dos dados que ainda estão sendo coletados. Por fim, apontaremos algumas das possíveis contribuições que tal estudo poderá trazer para a pesquisa e a formação de professores na área de ensino de ciências nas series iniciais do ensino fundamental.

Palavras-chave: Competência Interativa, Ensino de Ciências, Formação de Professor

 

A COMPOSIÇÃO NO ENSINO DE QUÍMICA

José Luis P. B. Silva1
Edilson F. Moradillo2, Maria Bernadete M. Cunha3, Renata R. Dotto4, Patrísia V Dourado5
1Universidade Federal da Bahia, Instituto de Química, joseluis@ufba.br
2Universidade Federal da Bahia, Instituto de Química, edilson@ufba.br
3Secretaria de Educação do Estado da Bahia / Unime, berna.dete@uol.com.br
4Universidade Federal da Bahia, Instituto de Química, renatarosadotto@hotmail.com
5Universidade Federal da Bahia, Instituto de Química, pattdourado@yahoo.com.br

Resumo: Esta comunicação tem como objetivo contribuir para o debate acerca dos conteúdos de química para a Educação Básica, adotando como critério para sua seleção e organização o vínculo com o núcleo conceitual do conhecimento químico. Desse ponto de vista, a história da química e a filosofia da química emergem como elementos de fundamentação da escolha de conteúdos do conhecimento escolar de química. A partir da constatação histórica de que as atividades específicas da química referem-se à composição e à transformação dos materiais, realizamos uma análise histórico-epistemológica da noção de composição química, revelando seu caráter estruturador do pensamento químico. Em conseqüência, a composição química e os conceitos que lhe são diretamente subordinados são indicados como tópicos necessários do conhecimento escolar de química.

Palavras-chave: composição química, idéia estruturadora do pensamento químico, química para a Educação Básica.

 

A Compreensão de estudantes dos Modelos de Evolução Biológica: duas aproximações

Nelio Bizzo1, Argus Vasconcelos de Almenida 2, Jorge Tarcísio da Rocha Falcão 3
1Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo/Programa de Pós-graduação (bizzo@usp.br)
2Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamento de Biologia. (argus@db.ufrpe.br)
3Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Psicologia  (falcao.jorge@gmail.com)

Resumo: São relatadas duas pesquisas que tiveram o objetivo de evidenciar o entendimento que jovens estudantes têm de aspectos básicos da evolução biológica. O primeiro estudo envolveu testes padronizados, os quais foram utilizados originalmente no início dos anos 1990, desta feita realizados com estudantes universitários do curso de Biologia (n=20), de licenciatura e bacharelado, e do ensino médio (n=20). A partir de um referencial dos estudos culturais críticos, verificamos a estabilidade temporal de indícios de construtos teóricos socialmente compartilhados. O outro estudo relatado aqui diz respeito ao problema da origem desses construtos, e traz os resultados de entrevistas de jovens alunos que moram em jazigos fossilíferos, que se defrontam com marcas do passado remoto todos os dias. Os resultados demonstram que a compreensão dos estudantes sobre a teoria da evolução é temporalmente estável, e que o contato direto com fósseis por si só não pode assegurar a percepção do tempo geológico e dos enormes lapsos de tempo requeridos na fossilização e processos correlatos.

Palavras Chave: ensino de evolução, darwinismo, neodarwinismo, estudos culturais críticos.


A CONCEPÇÃO DE CIÊNCIA DE ESTUDANTES DE UM PROJETO DE EDUCAÇÃO CIENTÍFICA DO ENSINO NÃO FORMAL

Renata do Nascimento Jucá1
Roberta Smania-Marques2, Rosimere Lira-da-Silva3, Rejâne Maria Lira-da-Silva4
1Programa de Pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS, jucahufba@yahoo.com.br
2Ciência, Arte & Magia: Programa de Educação e Divulgação Científica da Bahia, Instituto de Biologia, Universidade Federal da Bahia, robertasm@gmail.com
3Ciência, Arte & Magia: Programa de Educação e Divulgação Científica da Bahia, Instituto de Biologia, Universidade Federal da Bahia, robertasm@gmail.com
4Ciência, Arte & Magia: Programa de Educação e Divulgação Científica da Bahia, Instituto de Biologia, Universidade Federal da Bahia, robertasm@gmail.com

Resumo: O ensino de ciências no Brasil é amplamente direcionado para exposição de teorias, conceitos, leis e modelos, restringindo suas atividades à exploração do produto final das atividades científicas. Alguns autores colocam que uma experiência de ensino não-formal de ciências pode resultar em uma significância maior do que a simples memorização da informação, tradicionalmente empregada no ensino formal. O presente trabalho teve como objetivo principal verificar as concepções de ciência dos estudantes de um programa de educação científica de ensino não-formal e a influência deste no desenvolvimento deste conceito. Realizamos uma sondagem com 26 estudantes a respeito de sua concepção de ciência logo quando ingressaram no projeto e após dois anos de participação. Os dados permitiram concluir que as atividades realizadas no ensino não-formal permitiram uma tomada de consciência por parte dos estudantes de suas pré-concepções resultando numa evolução no conceitual.

Palavras-chave: Educação científica, Ensino de Ciências, Ensino não formal, Ciência.

 

A CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES EM SLIDES COMO MATERIAL POTENCIALMENTE SIGNIFICATIVO VISANDO A FACILITAÇÃO DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM CONTEÚDOS DE FÍSICA: O TÓPICO DE COLISÕES

Anna Elisa de Lara1
Célia Maria Soares Gomes de Sousa2
1Universidade de Brasília/Instituto de Física, annafisica@gmail.com
2Universidade de Brasília/Instituto de Física, celiasousa@unb.br

Resumo: Este artigo trata do desenvolvimento e aplicação de um conjunto de material e metodologia potencialmente significativos, destinado a promover a aprendizagem significativa. De acordo com a teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, há três condições para a ocorrência da aprendizagem significativa, sendo que uma delas é a de que o material deve ser potencialmente significativo. Com base nesse quesito, desenvolvemos um conjunto de material e metodologia que consiste de uma série de cinco lições em apresentação de slides abordando o conteúdo de Colisões. Este conjunto de material e metodologia foi aplicado em uma turma da primeira série do ensino médio, com trinta e sete alunos, de uma escola particular na cidade satélite do Guará, no Distrito Federal. Os dados coletados a partir da aplicação de pré e pós-testes foram analisados e sugerem a ocorrência de aprendizagem significativa nos conteúdos relativos a Colisões.

Palavras-chave: Aprendizagem significativa, material potencialmente significativo.


A CONSTRUÇÃO DE UMA PARCERIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE UMA PROFESSORA DE CIÊNCIAS: UM CASO DE PESQUISA COLABORATIVA

Patrícia de Oliveira Rosa-Silva1
Álvaro Lorencini Júnior2
1Universidade Estadual de Londrina / Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática / “Bolsista do CNPq – Brasil” / porsilva@sercomtel.com.br
2Universidade Estadual de Londrina / Departamento de Biologia Geral / alvarojr@uel.br

Resumo: Este artigo enfoca a construção de uma parceria na formação continuada de uma professora de Ciências do Ensino Fundamental durante o desenvolvimento de uma pesquisa colaborativa. Analisa episódios de resistências e tensões, assim como ações e reações tanto da pesquisadora como da professora que foram capazes de ajustar e superar tais conflitos para consolidar a pesquisa. O processo de formação continuada envolveu uma estratégia de intervenção reflexiva, denominada autoscopia, simulando uma “sala de espelhos” (Schön, 2000), que levou a professora a refletir sobre a sua prática educativa. Os resultados demonstram que a pesquisa colaborativa, centrada no diálogo e no companheirismo, foi mediadora na solução dos conflitos vivenciados no processo e favoreceu a tomada de decisões na consolidação de estratégias de formação continuada voltadas à professora.

Palavras-chave: Ensino de Ciências, formação continuada, pesquisa colaborativa, reflexão sobre a prática.

 

A CONTEXTUALIZAÇÃO COMO PERSPECTIVA NA FORMAÇÃO PARA O ENSINO EM CIÊNCIAS NATURAIS

Lenir Basso Zanon1
Clarinês Hames2, Sandra Maria Wirzbicki3, Fábio André Sangiogo4

UNIJUÍ - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul/Gipec-Unijuí (Grupo Interdepartamental de Pesquisa sobre Educação nas Ciências da Unijuí), Departamento de Biologia e Química. 1bzanon@unijui.com.br; 2clara@unijui.edu.br; 3swirzbicki@yahoo.com.br; 4fabiosangiogo@yahoo.com.br

Resumo: O ensino de Ciências vem sendo marcado por uma dicotomia que constitui um desafio para educadores: conteúdos e metodologias voltados, essencialmente, à preparação para exames vestibulares desconsideram inter-relações de saberes na construção do conhecimento escolar. Este trabalho produz e analisa interações de licenciandos, professores do ensino médio e da universidade, num novo espaço de formação docente inicial. A metodologia abrange planejamento e desenvolvimento de módulos de formação docente inicial, com registro em áudio e agenda de campo, posterior transcrição e análise de dados. Um módulo abordou respiração celular, tema complexo, cuja discussão possibilitou refletir que a interdisciplinaridade supõe a disciplinaridade. A investigação mostrou que abordagens sobre o ensino e a contextualização tornam-se mais fecundas nas interações triádicas e, reafirmando a complexidade dos conhecimentos e vivências de grupos de sujeitos em interação, acena para potencialidades e limites de processos formativos, necessários de serem contrapostos à racionalidade técnica.

Palavras-Chave: contextualização; interdisciplinaridade; formação de professores de ciências; interações sociais.


A CONTEXTUALIZAÇAO NO ENSINO DE BIOLOGIA: ABORDAGENS PRELIMINARES

Maristela Gonçalves Giassi¹, Edmundo Carlos de Moraes²
¹Doutoranda do PPGECT da UFSC e  Professora do Departamento de Ciências Biológicas da UNESC - mgi@unesc.net
²Centro de Ciências Biológicas e PPGECT da Universidade Federal de Santa Catarina.

Resumo: O ensino de Biologia desenvolvido nas escolas, ainda é realizado nos moldes tradicionais, conteudista, quase sempre distante da realidade dos alunos. Este trabalho propõe reflexões sobre a contextualização do ensino de Biologia, com levantamento parcial de dados sobre as atividades mais usadas para se trabalhar com ela (contextualização) nas escolas. Verifica se a atividade realizada usa o contexto como objeto de conhecimento ou se o contexto é usado como meio ou instrumento para o conhecimento escolar. É uma pesquisa em andamento, podendo-se inferir preliminarmente que em Ensino de Biologia, especialmente quando vinculado à contextualização, os trabalhos são ainda bastante restritos, encontrando-se maior número em outras áreas. Hoje a contextualização aparece vinculada à proposta de um ensino interdisciplinar e a uma aprendizagem significativa, encontrando ainda muitos obstáculos para sua efetivação.

Palavras-Chave: Contextualização, Ensino de Biologia, educação.

 

A CONTRIBUIÇÃO DE UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR NO ENSINO DE CIÊNCIAS PARA O PROCESSO FORMATIVO DE PROFESSORES

Juliana Rubim1
Lizete Maria Orquiza de Carvalho2,
1Unesp/Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência, juli_rubim@yahoo.com.br
2Unesp/Departamento de Física e Química/Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, lizete@dfq.feis.unesp.br

Resumo: Este trabalho analisou um projeto desenvolvido por três professores do Ensino Médio, um de Física, um de Química e um de Biologia, que consistiu em preparar uma situação-problema a partir da complexidade de um caso de tratamento radioterápico de câncer de colo uterino, e desenvolvê-la em sala de aula, o que representou não somente trazer, para a sala de aula, fatos que estão mais próximos da realidade do aluno, mas também percorrer caminhos inversos àqueles do ensino institucionalizado. Nossa contribuição consistiu em construir um ponto de vista externo, a partir da análise das gravações de reuniões e de aulas, procurando evidenciar aspectos que se referem à formação dos professores envolvidos. Os dados foram analisados sob três pontos de vista: compromisso, autonomia e interdisciplinaridade.

Palavras-chaves: Formação de Professores, Interdisciplinaridade, Ensino de ciências, Câncer do colo do útero.

 

A CURIOSIDADE EPISTEMOLÓGICA NA FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR E PESQUISADOR EM ENSINO DE FÍSICA: POSSIBILIDADES E LIMITES

Dayane Rejane Andrade Maia1, Rejane Aurora Mion2
1 PPGE/UEPG - PR - day.maia@hotmail.com
2 PPGE e DEMET/UEPG - PR – ramion@uepg.br

Resumo: Este trabalho tem origem em uma pesquisa mais ampla que objetiva analisar as possibilidades e limites do desenvolvimento e incorporação da curiosidade epistemológica a partir do processo de ensino-aprendizagem na formação inicial de professores de Física. Para esse trabalho optamos por analisar apenas algumas atividades realizadas durante esse processo. A pesquisa é de natureza qualitativa, sendo o estudo de caso a abordagem metodológica adotada. Os resultados nos indicam que é a partir da vivência de um processo de pesquisa científica, devido à rigorosidade metódica e pela concepção de trabalho adotada, que localizamos a possibilidade de desenvolvimento e incorporação da curiosidade epistemológica na formação do professor e pesquisador em Ensino de Física. Devido às necessidades inerentes desse processo é estimulado o desenvolvimento da disciplina intelectual, da rigorosidade metódica. No entanto, os limites são: dificuldades e resistência em refletir sobre as próprias práticas educacionais e em manter o diálogo entre os participantes.

Palavras-chave: Formação inicial de professores de Física, curiosidade epistemológica, ensino-aprendizagem e investigação-ação educacional.

A CURIOSIDADE EPISTEMOLÓGICA NA FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR E PESQUISADOR EM ENSINO DE FÍSICA: POSSIBILIDADES E LIMITES

Dayane Rejane Andrade Maia1, Rejane Aurora Mion2
1 PPGE/UEPG - PR - day.maia@hotmail.com
2 PPGE e DEMET/UEPG - PR – ramion@uepg.br

Resumo: Este trabalho tem origem em uma pesquisa mais ampla que objetiva analisar as possibilidades e limites do desenvolvimento e incorporação da curiosidade epistemológica a partir do processo de ensino-aprendizagem na formação inicial de professores de Física. Para esse trabalho optamos por analisar apenas algumas atividades realizadas durante esse processo. A pesquisa é de natureza qualitativa, sendo o estudo de caso a abordagem metodológica adotada. Os resultados nos indicam que é a partir da vivência de um processo de pesquisa científica, devido à rigorosidade metódica e pela concepção de trabalho adotada, que localizamos a possibilidade de desenvolvimento e incorporação da curiosidade epistemológica na formação do professor e pesquisador em Ensino de Física. Devido às necessidades inerentes desse processo é estimulado o desenvolvimento da disciplina intelectual, da rigorosidade metódica. No entanto, os limites são: dificuldades e resistência em refletir sobre as próprias práticas educacionais e em manter o diálogo entre os participantes.

Palavras-chave: Formação inicial de professores de Física, curiosidade epistemológica, ensino-aprendizagem e investigação-ação educacional.