ASPECTOS DA CULTURA ESCOLAR E DA TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA PRESENTES NA CONSTITUIÇÃO DO CONCEITO DE CAMPO ELÉTRICO
Otto Henrique Martins da Silva1
Nilson Marcos Dias Garcia2
1Secretaria de Estado da Educação do Paraná – SEED-PR [ottohmartins@seed.pr.gov.br]
2UTFPR/PPGTE e DAFIS; UFPR/PPGE [nilson@utfpr.edu.br]
Resumo: São relatados os resultados de uma pesquisa que investigou a constituição do conceito de campo elétrico no âmbito da Ciência Física e da Física Escolar e como ele está posto nas esferas do saber a ensinar e do saber ensinado. Referenciado em Forquin e Chevallard, apresenta aspectos da cultura escolar e da transposição didática presentes na constituição de tal conceito. Desenvolvida no momento didático em que o conceito de campo elétrico estaria sendo apresentado, foram identificados e analisados os livros pelos quais os professores aprenderam e ensinam tal conceito para os alunos do Ensino Médio, assim como verificou-se como os alunos, em seus cadernos, registram o que aprenderam. Como linha condutora das análises realizadas nos manuais didáticos, e nos cadernos de anotações das aulas de Física, buscou-se ressaltar como o conceito de campo elétrico se apresenta nos textos analisados, levando em consideração aspectos da cultura e da transposição didática.
Palavras chave: Campo elétrico, cultura escolar, saber escolar, transposição didática
ASPECTOS DA METÁFORA/ANALOGIA NO ENSINO DE CIÊNCIAS, SOB UMA ABORDAGEM SEMIÓTICA PEIRCEANA.
Marcelo Carbone Carneiro¹,
Marlon Dantas Trevisan ²
¹Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência – UNESP – Bauru e do Departamento de Ciências Humanas da FAAC – Unesp/ Bauru. e-mail: carbone@faac.unesp.br
²Mestrando do Programa de Pós-graduação em Educação Para a Ciência – Faculdade de Ciências – Unesp/Bauru marloneanela@uol.com.br
Resumo: Este trabalho apresentará as linhas gerais da semiótica peirceana e, a partir desse referencial teórico, procederá a uma análise da metáfora/analogia no ensino de ciências: diferenças entre ambas; definições e classificações sígnicas; relação dessas com símbolos genuínos e degenerados; diferenças entre metáfora/analogia e experimento/exemplo.
Palavras-chave: Analogia, metáfora, signo, objeto, ícone, índice e símbolo.
ATITUDES EM RELAÇÃO À HISTÓRIA DA CIÊNCIA: UMA AVALIAÇÃO EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Raquel Carmen de Oliveira Scoaris1
Ana Maria Teresa Benevides Pereira2 e Ourides Santin Filho3
1Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos Prof. Manoel Rodrigues da Silva; e-mail: raquelscoaris@pop.com.br
2Universidade Estadual de Maringá/PCM e PUCPr; e-mail: anamariabenevides@hotmail.com
3Universidade Estadual de Maringá/Centro de Ciências Exatas/DQI; e-mail: osantin@uem.br
Resumo: Este trabalho relata os resultados da aplicação, em 201 alunos de licenciatura de cursos de Ciências (Física, Química, Matemática, Biologia e Geografia), de um questionário psicométrico de avaliação de atitudes frente à História da Ciência e seu uso como estratégia de ensino. O questionário avaliou três fatores, a saber: importância do uso da HC no ensino, segurança quanto a seu uso e, por fim, conhecimento da História da Ciência. Resultados preliminares a partir de uma amostra de duzentos e um estudantes permitiram constatar em quais cursos os alunos atribuem maior importância à HC, quais se sentem mais seguros/inseguros quanto ao seu uso e qual o perfil acerca do conhecimento do que seja HC para cada curso.
Palavras-chave: avaliação de atitudes, história da ciência, licenciatura, testes psicométricos.
ATIVIDADE DE ANÁLISE DE DISCURSO DE ALUNOS EM AULAS DE BIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO
Sandra Maria Rudella Tonidandel1
Paula Chernicharo2, Silvia Luzia Frateschi Trivelato3
1Universidade de São Paulo/ Faculdade de Educação/ Mestranda da Área de Ensino de Ciências e membro do GEPEC (Grupo de Estudo e Pesquisa em Ensino de Ciências (santoni@uol.com.br)
2Universidade de São Paulo/ Faculdade de Educação / Mestranda da Área de Ensino de Ciências e membro do GEPEC (Grupo de Estudo e Pesquisa em Ensino de Ciências (pchernicharo@yahoo.com.br)
3Universidade de São Paulo/ Profª Drª da Faculdade de Educação/ Área de Ensino de Ciências (slftrive@usp.br)
Resumo: Este ensaio é um recorte da pesquisa de mestrado em andamento sobre a construção de argumentação por alunos de ensino médio que realizam atividades de investigação em aulas de biologia. A discussão central desse trabalho é a análise dos discursos dos estudantes durante as discussões do grupo sobre os dados empíricos obtidos no projeto de investigação sobre a influência da luz no desenvolvimento de vegetais. Na primeira parte, discutimos sobre a importância da argumentação no ensino e aprendizagem de ciências e sua relação com a enculturação. Na parte seguinte, apresentamos a metodologia seguida e o instrumento de análise. A seguir, mostramos alguns resultados no contexto do problema apresentado e por último, discutimos algumas implicações para o ensino de ciências.
Palavras-chave: Argumentação, Dado Empírico, Investigação, Ensino de Ciências e Ensino de Biologia.
ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR NO ENSINO DE CIÊNCIAS
Adriel Roberto Ferreira de Lima1
Francimar Martins Teixeira2
1 UFPE/ PPGE/ adriellima100@hotmail.com
2 UFPE/ PPGE/ fmtm@terra.com.br
Resumo: Com aporte na teoria dos campos conceituais, discutimos no presente artigo, a complexidade da operacionalização de ações pedagógicas interdisciplinares no ensino das ciências naturais. Analisamos obstáculos à esta prática, identificados em pesquisas recentes, e apresentamos dados preliminares de pesquisa em andamento voltada para investigar se de fato os professores de ciências desenvolvem esta prática e como realizam. O local da pesquisa é um centro experimental de ensino em Pernambuco que anuncia desenvolver uma prática interdisciplinar desde 2004. Os sujeitos da pesquisa são profissionais que atuam no ensino médio: professores de Física, Química, Biologia e Matemática, e a coordenadora pedagógica. Uma análise preliminar comparando a proposta inicial com a realidade atual do centro indica mudanças na forma de realizar a interdisciplinaridade.
Palavras-chave: Interdisciplinaridade, ensino de ciências.
ATIVIDADES DE CAMPO NO ENSINO DE CIÊNCIAS: UMA ABORDAGEM DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO FUNDAMENTAL NA CIDADE DE BERTIOGA, ESTADO DE SÃO PAULO
Rita de Cássia Frenedozo1
Júlio César Ribeiro2
Célio Pereira da Costa3
1Unicsul/CCBS/São Paulo, ritafrenedozo@yahoo.com.br
2Unicsul/CCBS/São Paulo, julio.ribeiro@unicsul.br
3Unicsul/Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática, biocelio@ig.com.br
Resumo: Este artigo apresenta reflexões e contribuições decorrentes de uma experiência com atividades práticas de campo na disciplina de Ciências com alunos de 6ª. série de uma escola estadual, na praia da Enseada na cidade de Bertioga, São Paulo. Os objetivos foram: inserir os alunos numa questão ambiental importante, analisando-a com o auxilio do método científico por meio de atividades experimentais. Foram avaliadas mudanças de valores e atitudes através de relatórios e participação em Feira de Ciências. Embora muitas dificuldades tenham surgido no decorrer do processo, a motivação e o envolvimento demonstrados pelos alunos confirmam o potencial didático dessa modalidade de ensino. Como resultado desta pesquisa foi a conclusão que o trabalho de campo ajuda a esclarecer conceitos em ecologia e interfere diretamente no desenvolvimento de atitudes mais favoráveis a favor do ambiente.
Palavras-chave: aula de campo, ensino de Ciências, Educação Ambiental, Ecologia, atitude.
ATIVIDADES DE INVESTIGAÇÃO ESCOLAR EM FÍSICA: UMA ANÁLISE PSICANALÍTICA
DE PEQUENOS GRUPOS*
Josimeire M. Júlio1,
Arnaldo M Vaz2,
1Universidade Federal de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Educação e E. E. Reny de Souza Lima, josimeire@coltec.ufmg.br
2Universidade Federal de Minas Gerais, Colégio Técnico e Programa de Pós-graduação em Educação, arnaldo@coltec.ufmg.br
Resumo: Observamos grupos de alunos de ensino médio que foram desafiados a realizar uma atividade de investigação em aulas de física. O objetivo era distinguir o engajamento colaborativo de outras formas de participação em grupo. Apresentamos um estudo pormenorizado de aulas que ocorreram no início do ano letivo em turmas do primeiro ano. Recorremos a gravações em áudio e vídeo para categorizar a participação dos alunos durante a atividade. As categorias são inspiradas no referencial psicanalítico de Grupos de Trabalho e Suposições Básicas. Com ajuda desses conceitos foi possível caracterizar a participação individual no grupo atentando para os impulsos emocionais que desviaram os indivíduos da tarefa. Baseados nos dados obtidos e em outros trabalhos nos quais analisamos esses grupos isoladamente, concluímos que a participação dos alunos depende de aspectos intrínsecos da dinâmica dos grupos de aprendizagem. A colaboração e objetividade, necessárias para que o grupo funcione bem, dependem de uma interferência externa ao grupo.
Palavras-chave: Engajamento, atividades investigativas, aprendizagem em grupo, grupos de trabalho
ATIVIDADES DE MONITORIA COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS NO NÍVEL FUNDAMENTAL
Patrícia Cavalheiro¹
José Cláudio Del Pino²
¹UFRGS / PPG Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde, patriciaenicole@yahoo.com.br
²UFRGS/ Área de Educação Química e PPG Educação em Ciências: QVS, delpinojc@yahoo.com.br
Resumo: A postura reflexiva e investigativa para construir a autonomia do pensamento do aluno é uma das metas do professor. Portanto, para auxiliar no aprendizado, é importante visualizar o conhecimento de forma prática, exercitando o questionamento e a formulação própria da construção de bases de informações. Isto se tornou possível a partir de atividades práticas de monitoria na área das ciências que apresentaram eficiência no processo de aprendizagem e busca do conhecimento. Para alcançar tal objetivo, foi elaborado o projeto “Aluno pesquisador e monitor do laboratório de ciências para séries iniciais”. Este projeto tem como finalidade, além da interação de alunos das séries iniciais com os monitores do ensino fundamental de 5ª a 8ª série, preparar alunos para a investigação na escola e orientação a alunos das séries iniciais. Nesta pesquisa procurou-se investigar as habilidades e competências desenvolvidas nos monitores e a aprendizagem e motivação dos monitores e alunos das séries iniciais envolvidos no projeto.
Palavras-chave: investigação na escola, monitoria, ensino de ciências.