A “CHORADEIRA” NOS CURSOS DE FORMAÇÃO – TORNANDO-A OPERACIONAL
Anne L. Scarinci1, Djalma N. Silva2, Maxwell Siqueira3, Nelson Barrelo Junior4, Jesuína L. A. Pacca5
1USP/FE, scarinci@gmail.com
2USP/IF/FE, djalmparana@hotmail.com
3USP/FE, maxwell_siqueira@hotmail.com
4USP/FE, nbarrelo@fe.usp.br
5USP/IF, jesuina@if.usp.br
Resumo: Muitas vezes os cursos de formação de professores são interrompidos por “choradeiras” – queixas que surgem na qualidade de desabafo, sobre problemas disciplinares escolares cotidianos. São manifestações comuns e que muitas vezes são tratadas pelos formadores como parêntesis na programação do curso. Esse trabalho buscou operacionalizar essas choradeiras, utilizando referencial de análise de Porlán Ariza et al (1997), com vistas a descobrir concepções, crenças e valores dos professores que as suas queixas podem revelar e que podem se constituir barreiras para mudanças na prática docente. Observamos, por trás das queixas, uma visão fragmentada de ser humano – e, portanto, de educação – segundo a qual a tarefa do professor seria unicamente trabalhar com o intelecto, sendo as necessidades educacionais de outras ordens de responsabilidade de outrem. Essa concepção cartesiana origina uma fragilidade no professor, que, ao mesmo tempo em que se sente atacado pelo sistema, deixa de buscar soluções para esses problemas.
Palavras-chave: formação de professores, queixas, crenças e prática dos professores
A ABORDAGEM POE (Predizer, Observar e Explicar): UMA ESTRATÉGIA DIDÁTICA NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE QUÍMICA
Maria Cristina Aguirre Schwahn1, Juliana da Silva1, Tales L. Costa Martins1
1-PPGECIM - Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática –
Universidade Luterana do Brasil, ULBRA, Canoas-RS- cristinaschwahn@gmail.com
Resumo: Estratégias didáticas são importantes não só na facilitação do processo ensino-aprendizagem, mas também na formação inicial de professores por favorecerem a construção do conhecimento científico. Este trabalho teve como objetivos analisar a visão de alunos de um curso de formação inicial em licenciatura em Química quanto ao uso do laboratório no ensino de Química bem como avaliar suas concepções ao final da atividade proposta com o uso de uma estratégia didática para as atividades experimentais – POE (Predizer, Observar, Explicar).
Palavras-chave: atividades experimentais, formação inicial, POE.
ANÁLISE DE UMA SEQÜÊNCIA DIDÁTICA PROPOSTA A PARTIR DAS CONCEPÇÕES DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO SOBRE LUZ E CORES
Juliana Machado
Universidade Federal de Santa Catarina/ Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica
julianam@ced.ufsc.br
Resumo: Este trabalho pretende propor e analisar o grau de adequação de uma seqüência didática que busca incorporar contribuições teóricas de pesquisas da área de Ensino de Física. Para esse fim, iremos descrever a estratégia e o processo de elaboração da seqüência, as atividades desenvolvidas e os resultados obtidos na aplicação desta em uma turma de Ensino Médio.
Argumentamos que a estratégia escolhida, qual seja, atividades experimentais conflitivas desenvolvidas através de demonstrações e apoiadas em uma exposição dialogada, mostra-se adequada e eficiente na aprendizagem dos estudantes em conceitos de Óptica.
Palavras-chave: concepções alternativas, ensino de Óptica, atividades experimentais conflitivas.
APLICAÇÃO DA REALIDADE VIRTUAL NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE CONCEITOS DE QUÍMICA
Sergio Luis Silveira Sfalcin1, James Rogado2
1Universidade Metodista de Piracicaba/Núcleo de Educação em Ciências, slsfalcin@unimep.br
2Universidade Metodista de Piracicaba/Núcleo de Educação em Ciências, jrogado@unimep.br
Resumo: Nos últimos anos tem havido um crescente interesse pelo uso da informática na educação. A utilização da realidade virtual na educação vem permitindo que o aluno possa fazer experiências com o conhecimento em ambientes tridimensionais de forma interativa, inserindo-se no contexto do assunto. Assim, este projeto tem como objetivo específico o desenvolvimento de simulações de alguns conceitos de Equilíbrio Químico. O material produzido foi fundamentado a partir de investigações em literatura específica e com a utilização das ferramentas apropriadas. O material baseia-se em problemas retirados de livros didáticos: as técnicas da realidade virtual possibilitam criar um ambiente na qual o usuário interaja diretamente com o objeto de estudo. Desse modo, essas técnicas possibilitam substituir as representações pictóricas e os modelos estáticos por ferramentas que proporcionam visualização de representações de modelos dinâmicos, proporcionando condições aos alunos de desenvolverem a compreensão conceitual dos estudos.
Palavras-chave: Educação Química, Informática Educacional, Realidade Virtual, Equilíbrio Químico.
APRENDER A ENSINAR CIÊNCIAS NO CONTINUUM DA DOCÊNCIA
Maria Nizete de Azevedo
Maria Lúcia Vital dos Santos Abib
USP/Pós–graduação/Faculdade de Educação, marianizete@gmail.com
USP/ProfªDrª/Faculdade de Educação, mlabib@usp.br
Resumo: Com este trabalho, pretendemos revelar algumas das reflexões que compõem o corpo de uma pesquisa, cuja temática é a aprendizagem do professor das séries iniciais, no continuum de sua docência em ciências. A pesquisa apóia-se em uma formação contínua em serviço, ocorrida em uma escola da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo, cuja opção metodológica aproxima-se de uma pesquisa-ação. Essa formação é expressa pela realização de atividades investigativas de ensino – eixo metodológico da docência, cujo princípio fundamental é a busca, por meio de práticas colaborativas, soluções para os problemas de ensino eleitos como essenciais pelos próprios professores. A atividade educativa é, nesse sentido, estruturada pelos atos de elaborar, desenvolver e refletir. A pesquisa analisa e interpreta qualitativamente esse processo, com a intenção de discutir de que maneira a sua realização contribui para a elaboração de saberes pelos docentes nele envolvidos e de indicar quais são esses saberes.
Palavras chaves: Saberes docentes; atividades investigativas de ensino; formação contínua; ensino de ciências nas séries iniciais.
APRENDER CIÊNCIAS EM GRUPO: O QUE OS ALUNOS PENSAM?
Marilia Gabriela de Menezes Guedes1
Rejane Martins Novais Barbosa2
Zélia Maria Soares Jófili3
1 Professora das Escolas Municipais Inês Soares de Lima e Vânia Laranjeira, mgabym@bol.com.br
2Profressora da UFRPE – Mestrado em Ensino de Ciências, rmnbarbosa@uol.com.br
3Professora da UFRPE e UNICAP, jofili@uol.com.br
Resumo: A utilização de métodos cooperativos como estratégia didática no ensino de ciências vem sendo sugerida por vários pesquisadores, por favorecer uma aprendizagem cooperativa, contribuindo para a formação mais integral e humana do indivíduo. Este artigo discute as concepções de alunos da 8ª série do Ensino Fundamental acerca do trabalho em pequenos grupos. Os dados foram coletados antes e após a participação dos alunos em atividades didáticas nas aulas de ciências utilizando o método cooperativo de Jigsaw I. Os resultados sugerem que o trabalho desenvolvido em pequenos grupos é concebido pelos alunos como uma forma de organização do trabalho escolar que propicia uma maior participação e motivação por parte deles nas tarefas, bem como o desenvolvimento de habilidades concernentes à socialização que incluem atitudes de cooperação.
Palavras-chave: aprendizagem cooperativa, métodos cooperativos, ensino de ciências.
APRENDIZADO E RELAÇÃO COM O SABER DURANTE UM CURSO DE MECÂNICA CLÁSSICA
Henrique César Estevão1
Marcelo Alves Barros 2, Sergio de Mello Arruda 3
1Universidade Estadual de Londrina/CCE, hcestevao@hotmail.com
2Universidade Estadual de Maringá/DFI, mbarros@dfi.uem.br – Com apoio do CNPq – Brasil
3Universidade Estadual de Londrina/CCE, renop@uel.br – Com apoio do CNPq – Brasil
Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar a sustentação da evolução do aprendizado de um sujeito que cursou uma disciplina de Mecânica Clássica durante o primeiro semestre do ano de 2007. Os dados referentes a análise foram retirados de entrevistas não estruturadas realizadas com o referido aluno e categorizados de acordo com Moraes (2003). Para a análise dos dados, levamos em consideração aspectos subjetivos, tendo como norte a teoria desenvolvida por Bernard Charlot (2000), em termos de sua relação com o saber. Como resultados tornamos evidentes as relações que o sujeito estabeleceu com o mundo, com o outro e, sobretudo, consigo mesmo, destacando seu desejocomo fator preponderante em sua manutenção e conclusão da disciplina.
Palavras-chave: Evolução, Aprendizado, Mecânica Clássica, Relação com o Saber.
APRENDIZAGEM PELA ESCRITA:
RECONSTRUINDO REPRESENTAÇÕES DE ENSINAR CIÊNCIAS
Roque Moraes1
Amanda Dihl Moraes2
1Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), searom@pucrs.br
2Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), amandadihl@terra.com.br
Resumo: A pesquisa teve como objetivo compreender e avaliar as possibilidades de produções escritas na apropriação de novas representações de ensinar ciências de alunas de um curso de Pedagogia. Trata-se de um estudo de caso envolvendo uma turma de alunas desafiadas à escrita em uma disciplina de seu curso. Analisaram-se três tipos de produções utilizando-se instrumentos e critérios com base no trabalho desenvolvido em aula, em combinação com uma análise textual de depoimentos avaliativos produzidos pelas participantes. Os resultados indicam que escrever pode constituir-se em modo de encaminhamento de aprendizagens significativas. As alunas conseguiram envolver-se de forma efetiva na escrita, demonstrando competências em expressar novas aprendizagens tanto em termos formais como de conteúdo. Assumindo a escrita em sua função epistêmica, como modo de reconstruir conhecimentos sobre um tema, alunos de um modo geral, e aqui especificamente os dos cursos de graduação podem ser envolvidos em processos de aprendizagem em que se assumem efetivamente sujeitos e autores.
Palavras-chave: Ensinar ciências; séries iniciais; produção escrita; construtivismo; educar pela pesquisa.
APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E ENSINO DE QUÍMICA: UMA ANÁLISE A PARTIR DE EVENTOS DA ÁREA DE EDUCAÇÃO EM QUÍMICA NO BRASIL
Cristiane Andretta Francisco1
Salete Linhares Queiroz2
1 Universidade Federal de São Carlos – Departamento de Química andrettasc@yahoo.com.br
2 Universidade de São Paulo - Instituto de Química de São Carlos salete@iqsc.usp.br
RESUMO: Este trabalho analisa os resumos relacionados à Teoria da Aprendizagem Significativa apresentados nos seguintes eventos de 1999 a 2007: Reuniões Anuais da Sociedade Brasileira de Química (seção de Ensino de Química), Encontros Nacionais de Ensino de Química e Encontros de Debates Sobre o Ensino de Química. Os resumos foram estudados em função dos seguintes aspectos: ano de apresentação, local de produção, nível de escolaridade abrangido no trabalho e foco temático do estudo.
Palavras-chave: Aprendizagem Significativa, Educação em Química, Estado da Arte.
ARGUMENTAÇÃO E ABORDAGEM CONTEXTUAL:
ENSINANDO A SÍNTESE NEWTONIANA
Elder Sales Teixeira1
Climério Paulo da Silva Neto2, Olival Freire Jr.3
1Departamento de Física/UEFS; PPGEFHC/UFBA-UEFS, eldersate@gmail.com
2Instituto de Física/UFBA; bolsista PIBIC/CNPq/UFBA, cpsneto@gmail.com
3Instituto de Física/UFBA; PPGEFHC/UFBA-UEFS, freirejr@ufba.br
Resumo: Este trabalho investiga a qualidade da argumentação dos alunos sobre a síntese newtoniana e a relação da qualidade dessa argumentação com o texto referência usado nas atividades em grupos desenvolvidas numa disciplina do Curso Noturno de Licenciatura em Física da UFBA. A pesquisa foi feita com alunos da disciplina Física Básica – I, que usa uma abordagem contextual de ensino, e desenvolvida através de método qualitativo com observação participativa, vídeo- e áudio-gravação das aulas. Foi usado, como instrumento de análise, a estrutura de argumentação de Toulmin. Resultados indicaram que a discussão em grupos e entre os grupos propiciou a construção de uma argumentação coletiva competente sobre a síntese newtoniana e que a abordagem contextual, através do texto referência - que discute a experiência de pensamento da ‘queda da lua’ de Newton como fundamental para a síntese newtoniana - exerceu um papel fundamental na qualidade da construção dos discursos dos alunos.
Palavras-chave: Argumentação, Abordagem Contextual, Síntese Newtoniana
ARGUMENTAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS: RESULTADOS DE PESQUISAS
Paula gaida winch1
Eduardo a. Terrazzan2
1Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências, pgwinch@yahoo.com.br
2Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação/Núcleo de Educação em Ciências, eduterrabr@yahoo.com.br
Resumo: Tendo em vista a relevância que tem sido atribuída ao desenvolvimento da capacidade argumentativa de alunos, mediante realização de atividades que estimulem os alunos a fazer uso de argumentos, principalmente em aulas de Ciências, consideramos importante analisar como essas atividades vêm sendo mencionadas na literatura da área. Assim, neste trabalho, visamos compreender como têm sido desenvolvidas, em aulas de Ciências, atividades que visam além de explorar o conhecimento científico, estimular os alunos a desenvolver uma argumentação consistente. Para isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica sobre essa temática tomando como referência os trabalhos apresentados nas edições do Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC) até o momento. Percebemos que há uma preocupação por parte dos professores em desenvolver a capacidade argumentativa dos alunos, porém, eles, a partir de interações discursivas que realizam em momentos coletivos de discussão, demonstram a necessidade de melhor preparação para condução dessas discussões.
Palavras-chave: Argumentação, Ensino de Ciências, Pesquisa Bibliográfica
ARGUMENTAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR DE QUÍMICA: REFLEXÕES A PARTIR DAS INTERAÇÕES ESTABELECIDAS EM SALA DE AULA
Luciana Passos Sá1
Salete Linhares Queiroz2
1Universidade Federal de São Carlos/Departamento de Química, lucianapsa@gmail.com
2Universidade de São Paulo/Instituto de Química de São Carlos, salete@iqsc.usp.br
Resumo: Investigações sobre o papel da argumentação no ensino de ciências vêm sendo amplamente realizadas nas últimas décadas. Estudos se dedicam a determinar: a quantidade dos argumentos e os fatores capazes de promover a argumentação; a dinâmica dos grupos e como isto afeta a natureza das discussões dos estudantes; o conteúdo das discussões (qualidade da argumentação). Neste trabalho nossa intenção foi a de determinar se os professores do ensino superior de química oferecem oportunidades aos estudantes para o desenvolvimento e prática de habilidades argumentativas. Verificamos que o discurso nos ambientes de ensino é dominado pela fala do professor e não tende a fomentar discussões reflexivas sobre questões científicas.
Palavras-chave: argumentação, ensino de química.
ARTICULAÇÃO ENTRE MODELOS MENTAIS E ESQUEMAS DE ASSIMILAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS.
Gustavo da Fonseca¹, Ana Maria de Andrade Caldeira²
¹UNESP/Faculdade de Ciências-Bauru/Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências, fonseca_bio@yahoo.com.br
²UNESP/Faculdade de Ciências-Bauru/Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências, caldeira@netsite.com.br
Resumo: O presente trabalho visa traçar um panorama geral da utilização de modelos mentais no ensino de ciências naturais, principalmente no campo da Biologia e apresentar a proposta de promover a articulação entre os esquemas de assimilação de Piaget com os modelos mentais de Johnson-Laird, idéia já abordada por outros educadores. Defende-se, ainda, que embora exista uma distinção entre modelos mentais e esquemas, estes elementos podem ser articulados e integrados, mesmo com distintos graus de estabilidade cognitiva (esquemas sendo considerados como estruturas com um certo grau de estabilidade na memória de longo prazo, enquanto que modelos mentais são considerados instáveis e funcionais). Apresentamos a idéia de que para um ensino mais efetivo de ciências os professores devem lançar mão de todos os recursos didáticos possíveis, ainda que para isso tenham de promover uma constante articulação e integração teórica, para o tornar mais dinâmico e interessante.
Palavras-chave: Ensino - Ciências - Modelos mentais – Esquemas.
ARTICULAÇÃO ENTRE PRESSUPOSTOS DO EDUCADOR PAULO FREIRE E DO MOVIMENTO CTS: ENFRENTANDO DESAFIOS NO CONTEXTO DA EJA
Cristiane Muenchen1, Décio Auler2
1UFSC/Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica/cristiane@ced.ufsc.br
2UFSM/Departamento de Metodologia do Ensino/auler@ce.ufsm.br
Resumo: Nesta pesquisa, são apresentados desafios a serem enfrentados no âmbito de intervenções curriculares balizadas por uma aproximação entre pressupostos do educador brasileiro Paulo Freire e referenciais ligados ao denominado movimento Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS). No âmbito destas intervenções, situa-se o problema investigado: Quais os possíveis desafios a serem enfrentados quando se buscam configurações curriculares que contemplem o enfoque CTS através da abordagem de problemas de relevância social junto a Educação de Jovens e Adultos (EJA)? Os objetivos da pesquisa foram: identificar e discutir posicionamentos de professores da EJA quanto à utilização de temas/problemas de relevância social em suas aulas e identificar e discutir estrangulamentos a serem enfrentados nas instituições escolares. Como síntese da investigação, são definidas quatro categorias: a) o reducionismo metodológico, b) o trabalho interdisciplinar; c) a suposta resistência dos alunos à abordagem temática e d) o desenvolvimento de temas polêmicos. Neste trabalho, são discutidas as categorias “b” e “c”.
Palavras-chave: Configurações Curriculares, Abordagem Temática, Enfoque CTS, Educação de Jovens e Adultos.
ARTIGOS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PARA O ESTUDO DE PROBLEMAS ENERGÉTICOS COM ENFOQUE CTS
Rosangela Ferreira Prestes
Ana Maria Marques da Silva
Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática, PUCRS, Porto Alegre, RS, Brasil ro.fprestes@yahoo.com.br; ana.marques@pucrs.br
Resumo: Este artigo apresenta uma análise da incorporação de artigos de divulgação científica publicados em jornais de circulação nacional sobre questões energéticas, na sala de aula de Física no ensino médio. A viabilidade do uso dos artigos em sala de aula foi analisada a partir de seus atributos nas dimensões científica, tecnológica, social e das interações Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), conforme proposto por Silva & Cruz (2004). Em um exemplo de artigo, foram explicitados conceitos científicos presentes, aspectos relativos à natureza da ciência implícita ou explícita, implicações tecnológicas, impactos na atividade econômica e no meio ambiente, os grupos sociais afetados pelo tema e as interações CTS. Tal análise pretende subsidiar o uso dos artigos como recurso didático e fonte de aprendizagem, possibilitando discussões e atividades nas quais os alunos exponham suas concepções e critiquem e debatam outras concepções, reconstruindo seus conhecimentos sobre problemas energéticos.
Palavras-chave: Divulgação científica; enfoque CTS; problemas energéticos; ensino médio.