MESA REDONDA 9

O PISA e as políticas públicas de educação científica

Pisa: Quais lições para as políticas públicas na área de ensino de ciências?
Creso Franco (PUC-Rio)

Ênfases Curriculares em Diferentes Países: Um estudo a Partir do PISA/2000 Ciências
Marta Barroso (IF – UFRJ)

Ciência, Cultura e Museus: padrões de acesso a museus em diferentes países
Sibele Cazelli(MAST/MCT)

Resumo
Bourdieu e Coleman introduziram o conceito de capital na análise social para referir-se não apenas à sua forma econômica, mas também à sua forma cultural e social. Esses sociólogos utilizaram o termo capital como metáfora para falar das vantagens culturais e sociais que indivíduos possuem e que geralmente os conduzem a um nível socioeconômico mais elevado. Este trabalho tem como objetivo investigar as características de jovens de 15 anos e de seu entorno familiar associadas às chances de acesso a museus ou galerias de arte, a partir das informações disponibilizadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) realizado no ano de 2000, em 43 países. Mais especificamente este estudo examina o potencial explicativo dos capitais econômico, social e cultural no aumento ou diminuição dessas chances, em uma perspectiva comparativa entre alguns países participantes dessa avaliação. Para estimar o efeito dos fatores que possam explicar esse fenômeno social, com os devidos controles, um modelo com múltiplas variáveis oriundo da Regressão Logística foi adotado. Os resultados para o Brasil mostram que o capital social entrelaçado nas relações familiares (diálogo e mobilização do apoio social) somado ao capital cultural enredado na malha familiar (leitura diversificada, pais com escolaridade elevada e disponibilidade de recursos culturais) tem efeitos significativos no aumento das chances de acesso dos jovens a museus. Mais especificamente, os resultados corroboram os pressupostos de Bourdieu a respeito da importância da estrutura dos capitais, notadamente do capital cultural nos estados incorporado e institucionalizado.